Apenas o título, em português natural:

Amigos de infância se reencontram, confessam o desejo reprimido e fodem com fome acumulada de dez anos.

17 min read August 20, 2026New

O salão do casamento de Delphine cheirava a jasmim e champanhe barato demais para o gosto de quem tinha passado dez anos em Lisboa. Simone ajustou a alça do vestido preto, sentindo o tecido colar na pele úmida do litoral brasileiro, e foi aí que o viu.

Silas estava encostado na parede perto do bar, copo de uísque na mão, terno escuro um pouco apertado nos ombros. Trinta e quatro anos, viúvo, o cabelo mais curto do que ela lembrava, a barba por fazer. Quando os olhos dele encontraram os dela, o mundo inteiro — a música alta, os primos bêbados, a irmã radiante no vestido branco — sumiu num estalo seco.

Ela atravessou a pista sem pensar.

— Simone.

A voz dele saiu rouca, como se tivesse engolido areia.

— Silas. Meu Deus.

O abraço foi longo demais para “amigos de infância”. O nariz dela enfiou no pescoço dele e ela sentiu o cheiro de sabonete barato e suor e algo que era só dele, o mesmo cheiro de quando tinham treze anos e dividiam uma coca quente no muro da escola. O corpo dele rígido por um segundo, depois derretendo contra o dela.

— Dez anos — murmurou ele contra o cabelo dela. — Dez porra de anos.

Mais tarde, no jardim, longe dos holofotes, com o vestido sujo de grama, ela confessou primeiro. As palavras saíram tortas, embriagadas de coragem emprestada.

— Eu sempre te amei. Sempre. Mas tinha medo de estragar a gente. Medo de você rir. Medo de… de tudo.

Silas riu baixo, um som quebrado, e passou a mão pelo rosto.

— Eu casei com outra mulher carregando o teu nome na boca. Todo dia. Quando ela morreu, a única coisa que consegui pensar foi que nunca tinha te falado. Que eu era um covarde. Que te deixei ir pra Europa sem te pegar pela cintura e te pedir pra ficar.

Eles se olharam. O desejo era uma coisa viva entre os dois, velha e faminta. Mas a festa continuava. Delphine gritou o nome da irmã. E eles se separaram com um aperto de mão que durou três segundos a mais do que devia.

Nas noites seguintes, o WhatsApp virou confissão. Mensagens longas viraram chamadas de madrugada. Silas falava baixinho do apartamento dele em Ipanema, a voz arrastada de sono e vontade.

— Eu sonho com o teu corpo há anos, Simone. Com o jeito que os teus peitos devem caber na minha mão. Com o gosto da tua buceta. Acordo duro e puto de raiva de mim mesmo.

Simone, deitada na cama do quarto de hóspedes da casa da mãe, com a mão já entre as pernas, gemeu no telefone.

— Eu me tocava pensando em você. Desde os dezoito. Enfiava os dedos e imaginava que era o teu pau. Gozei tantas vezes com o teu nome na boca que perdi a conta.

Na terceira noite, a campainha tocou às onze e meia. Ela abriu a porta de camisola fina. Silas estava ali, camisa amarrotada, olhos escuros de fome.

Não houve conversa.

O beijo foi uma briga. Dentes, língua, saliva, dez anos esmagados entre as bocas. Ele a empurrou contra a parede do corredor, as mãos grandes subindo pelas coxas dela, puxando a camisola até a cintura. Ela gemeu quando sentiu o pau duro dele pressionado contra a barriga, grosso, quente, real.

— Se a gente fizer isso — ofegou ela —, não tem volta.

— Eu não quero volta — ele rosnou. — Quero tu. Agora.

No quarto, a luz do abajur era amarela e mansa. Simone empurrou Silas para a cama, subiu nele de uma vez, tirando a camisa dele com pressa, mordendo o peito peludo, a linha da barriga. O cinto saiu, a calça desceu. O pau dele saltou pesado, veias saltadas, a cabeça já molhada de pré-gozo. Ela lambeu a própria mão, passou no comprimento e se encaixou.

Quando desceu, lenta, até o fundo, os dois gemeram juntos como se tivessem levado um soco.

— Porra, Simone… tão apertada…

Ela cavalga com fome. Quadris rebolando, peitos balançando na cara dele. Silas agarrou a cintura dela com força suficiente para deixar marca, subiu a boca e chupou um mamilo duro, puxando com os dentes enquanto ela gemia alto, sem vergonha, a casa da mãe quieta lá embaixo. A buceta dela fazia barulho molhado a cada descida. Ele batia a língua no outro mamilo, chupava, mordia de leve, e ela sentia o orgasmo subindo rápido demais, vergonhoso, urgente.

— Isso… chupa… assim… Silas, eu vou…

Ele virou ela de quatro antes que ela gozasse. Puxou o cabelo dela num punho, enfiou de uma vez só até as bolas baterem na bunda dela. Estocadas brutais, fundo, o som de pele batendo em pele enchendo o quarto. Alternava: metia forte, fundo, quase saindo inteiro e enterrando de novo, depois se curvava sobre as costas dela e beijava a nuca molhada de suor, língua quente, sussurrando putarias baixas.

— Anos sonhando com essa buceta me engolindo. Anos. Tu é minha agora. Fala.

— Sou tua — ela quase gritou, a face enterrada no travesseiro. — Fode mais forte… por favor…

Ele obedeceu até as coxas dela tremerem. Depois a deitou de lado, ergueu uma perna dela e entrou devagar, profundo, o ângulo fazendo os dois gemerem baixinho. Rosto colado no rosto. Olhos abertos. Cada estocada lenta arrancava um soluço dela. O polegar dele esfregava o clitóris molhado em círculos preguiçosos. O pau latejava dentro dela.

— Te amo — ele disse, a voz rachada. — Sempre amei. Goza comigo.

Simone gozou primeiro, o corpo inteiro se arqueando, a buceta apertando o pau dele em espasmos quentes, um gemido longo e rouco que era quase choro. Silas a seguiu segundos depois, enterrando fundo, jorrando dentro dela com um gemido gutural, o orgasmo puxando anos de repressão pra fora num alívio que doía de tão bom. Eles ficaram olhando um pro outro enquanto o gozo escorria devagar entre as coxas dela, suados, ofegantes, o coração batendo descompassado.

Silas segurou o rosto dela com as duas mãos, o polegar limpando uma lágrima que ela nem tinha sentido cair.

— Não vou mais perder nem um dia sem você. Nem uma noite. Quero que você seja minha mulher. De verdade. Casa, anel, porra nenhuma de “amigos”. Meu.

Simone riu chorando, o corpo ainda tremendo com as sobras do orgasmo, e o beijou molhado, salgado.

— Sim. Sim, porra. Eu aceito. Eu sempre aceitei.

Eles adormeceram abraçados, as pernas entrelaçadas, o cheiro de sexo grosso no ar. Mas no fundo da garganta de Simone ainda ardia a passagem de volta marcada pro mês que vinha, o apartamento em Lisboa com as caixas pela metade, e o silêncio pesado de Silas sobre a mulher que ele enterrara dois anos atrás. O amor tinha finalmente saído do esconderijo. O resto — o mundo inteiro do lado de fora daquela cama — ainda ia cobrar o preço.

Eles acordaram grudados no calor úmido da manhã. O sol já entrava pelas frestas da cortina de renda da casa da mãe de Simone, riscando o peito suado de Silas. Ela sentiu o pau dele meio duro contra a coxa antes mesmo de abrir os olhos. O cheiro de sexo da noite anterior ainda pairava grosso no quarto — gozo seco nas coxas dela, no lençol amarrotado, no ar.

Simone escorregou a mão entre os corpos e envolveu o pau dele. Quente, pesado, já latejando. Silas grunhiu baixo, a barba raspando o ombro dela.

— Porra… bom dia pra caralho.

Ela riu no pescoço dele, a voz rouca de sono e de tanto gemer.

— Tu acordou assim por causa de mim ou porque sonhou com a mesma merda de sempre?

— Contigo. Sempre contigo. — Ele virou o rosto e beijou a boca dela sem se importar com o gosto de manhã. Língua devagar, profunda, como se quisesse provar se ela ainda era real. — Levanta e senta nessa porra. Quero te ver gozar antes do café.

Simone subiu nele sem pressa. O pau escorregou fácil na buceta ainda inchada e molhada da noite. Ela desceu até o fundo e ficou parada, sentindo ele pulsar dentro dela, os dois ofegantes. As mãos dele subiram pelas costas suadas, apertaram a bunda, abriram ela.

— Move, amor. Me mostra como tu gozava sozinha pensando em mim.

Ela rebolou devagar, quadris fazendo círculos lentos, peitos balançando perto da boca dele. Silas chupou um mamilo, depois o outro, puxando com os dentes até ela gemer e apertar o pau com a buceta. O barulho molhado encheu o quarto de novo. Cada descida dela fazia o pau sumir inteiro, as bolas batendo na bunda. Ele enfiou o polegar no cu dela, só a ponta, e ela quase gritou.

— Isso… caralho, Silas…

— Grita. A mãe tá na feira. Quero ouvir.

Ela cavalga mais rápido, a mão dele no clitóris esfregando em círculos sujos enquanto o polegar entrava e saía do cu. O orgasmo veio violento, o corpo inteiro tremendo, a buceta espremendo ele em espasmos quentes. Silas segurou a cintura dela e gozou logo depois, jorrando fundo, o gemido abafado no peito dela. Ficaram assim, colados, o gozo escorrendo devagar pelo pau ainda dentro.

Quando saíram do banho juntos — ele lavando a buceta dela com os dedos de propósito, ela enxaboando o pau já semi-duro de novo —, a realidade bateu na porta da cozinha. A mãe de Simone, dona Neuza, estava de volta com as sacolas, o olhar afiado de quem não nasceu ontem.

— Dormiram bem? — perguntou, servindo café sem disfarçar o sorriso de canto. — Ouvi barulho de móvel andando de madrugada. Achei que fosse assalto.

Silas engasgou no café. Simone sentiu o rosto pegar fogo, mas segura a mão dele embaixo da mesa.

— A gente precisa conversar com a senhora depois, mãe.

— Conversar o quê, menina? Que o Silas vai te levar de volta pra Lisboa ou que tu vai largar tudo pra ficar com o viúvo aqui?

O silêncio ficou pesado. Silas apertou os dedos dela.

— Eu quero casar com ela, dona Neuza. De verdade. Não é brincadeira de infância.

A mulher olhou os dois por um longo segundo, depois suspirou e cortou pão.

— Eu sei, meu filho. Eu sempre soube. Só não sabia se vocês iam ter coragem. — Ela pousou a faca. — Mas tem o túmulo da Cristina no cemitério e o apartamento dela em Lisboa com as caixas abertas. Coragem não basta. Vocês precisam limpar a merda do passado antes de fazer novo.

Mais tarde, no carro de Silas, descendo a ladeira em direção a Ipanema, Simone ficou quieta olhando o mar. A passagem de volta queimava no bolso do vestido que ela tinha vestido às pressas. Ele parou o carro numa rua lateral, longe do prédio dele, e virou pra ela.

— Entra comigo. Quero te mostrar a casa. Quero te foder na cama onde eu dormia sozinho pensando em você. E depois a gente fala da porra da Cristina. Eu não aguento mais carregar isso sozinho.

O apartamento cheirava a ele — sabonete, café velho, um resquício de perfume feminino que já tinha sumido mas que Simone imaginou existir. Fotos da mulher morta ainda estavam na estante: sorriso largo, cabelo escuro, o braço de Silas ao redor dos ombros dela numa praia. Simone parou na frente. O peito apertou.

Silas veio por trás, abraçou a cintura dela, o queixo no ombro.

— Eu amei ela. Não vou mentir. Mas nunca amei como te amo. Nunca fodi ela pensando no teu nome. Nunca acordei puto porque não eras tu do lado. Quando ela morreu de câncer, eu chorei. Mas o que me matava era saber que eu tinha perdido a chance de te ter também. Dois anos depois e ainda sinto o cheiro dela em alguns cantos. Isso te afasta?

Simone virou no abraço dele. Os olhos dela estavam molhados, mas a boca procurou a dele com fome.

— Me afasta se tu continuar escondendo. Me conta tudo. E depois me fode até eu esquecer o nome dela por um tempo.

Ele a carregou até o quarto. A cama de casal era grande, lençóis brancos, sem foto nenhuma na parede. Silas tirou a roupa dela devagar dessa vez — vestido, sutiã, calcinha molhada. Beijou cada pedaço de pele como se estivesse memorizando. Quando ajoelhou entre as pernas dela e chupou a buceta, foi com a língua larga, molhada, lambendo o clitóris e enfiando dentro, gemendo o gosto dela. Simone puxou o cabelo curto dele, rebolou na cara, gozou com a coxa tremendo no ombro dele.

— Vem. Quero teu pau. Quero teu peso em cima de mim.

Silas enterrou o pau de uma vez, lento e fundo, os olhos nos dela. Cada estocada era uma confissão. Ele falava baixinho enquanto metia:

— Ela nunca soube do teu nome. Eu escondia. Me sentia um filho da puta. Quando ela pedia pra eu gozar nela, eu fechava o olho e via tua boca. — A voz rachou. — Desculpa. Desculpa por ter demorado dez anos.

Simone enfiou as unhas nas costas dele, ergueu o quadril encontrando cada soco.

— Eu também fui covarde. Fugi pra Lisboa. Fiz de conta que era só amizade. Fodi outros caras e gozava te imaginando. — Ela puxou a cabeça dele pra beijar, dentes batendo. — Agora me fode como se a gente tivesse tempo. Como se eu não tivesse que voltar.

Ele virou ela de lado, ergueu a perna dela e meteu mais fundo, o ângulo batendo num ponto que fazia ela soltar sons altos, quase chorosos. A mão dele esfregava o clitóris molhado de gozo e saliva. O quarto encheu do barulho de pele molhada, gemidos, a cama rangendo. Quando ela gozou de novo, a buceta apertando ele em ondas quentes, Silas segurou o rosto dela e gozou olhando nos olhos, jorrando tanto que escorreu imediatamente pela coxa dela.

Ficaram ofegantes, suados, o gozo fazendo poça no lençol. Silas limpou devagar com a camiseta, depois puxou ela pro peito.

— Não quero que tu volte sozinha. Vou contigo pra Lisboa. A gente fecha as caixas juntos. Vende o que tiver que vender. Ou fica. Eu vendo o apartamento aqui. Tanto faz. Só não me deixa de novo.

Simone traçou o peito peludo dele com o dedo. O coração batia forte demais.

— E se a gente descobrir que o desejo era maior que a vida real? Que dez anos criaram um monstro e a gente não se aguenta no dia a dia?

— Então a gente fode até acabar o monstro. — Ele beijou a testa dela. — Mas eu sei que não. Eu te conheço desde que tu tinha dente torto e joelho ralado. Eu sei o jeito que tu respira quando tá com raiva. Eu sei que tu chora vendo novela. Eu te amo inteira, Simone. Não só a buceta apertada e o peito que cabe na minha mão.

Ela riu molhado, as lágrimas caindo de verdade agora. Mas o celular dela vibrou na bolsa jogada no chão. Mensagem da chefe em Lisboa: “Preciso da tua resposta até sexta sobre o contrato de renovação. O projeto não espera.”

Simone não abriu. Guardou o celular de volta. Mas Silas viu o brilho da tela e o peso voltou pros ombros dele. Ele se levantou, foi até a janela, o pau ainda meio sujo de gozo, olhando o mar de Ipanema.

— A gente tem um mês. Ou menos. — A voz saiu baixa. — Eu quero te levar no cemitério amanhã. Quero que tu veja. Quero falar com ela… com a lápide… que eu te amo e que não vou mais viver mentindo. Tu topas?

Simone se sentou na cama, o lençol caindo da cintura, o corpo marcado de chupões e dedos. O peito apertava de amor e de medo. Lisboa esperava com suas caixas e seu inverno. A mãe esperava resposta. A irmã Delphine já tinha mandado mensagem perguntando se era boato que ela e o Silas estavam juntos de novo.

— Topo — ela disse, a voz firme apesar do tremor. — Mas depois a gente volta pra cama e tu me fodes até eu gritar que sou tua. Porque eu sou. Sempre fui. Só que o mundo lá fora ainda vai tentar arrancar isso da gente.

Silas voltou, ajoelhou na beira da cama, puxou ela pela cintura e enterrou o rosto entre os peitos dela. O cheiro de sexo e sabonete e medo misturado. Lá fora o sol batia forte no asfalto. Dentro, o desejo ainda latejava, mas agora vinha com o peso de duas vidas inteiras esperando pra ser decididas. E nenhum dos dois sabia ainda quem ia ceder primeiro quando a passagem de volta chegasse de verdade.

Eles acordaram antes do sol nascer de verdade, o corpo um grudado no outro como se o medo de se soltar fosse maior que a sede. Simone sentiu o pau de Silas já duro de novo contra a bunda, quente e insistente, e esfregou devagar só pra sentir ele latejar. Ele mordeu o ombro dela sem abrir os olhos.

— Cemitério primeiro — murmurou, a voz rouca. — Depois eu te como até tu esquecer o nome de todo mundo.

No carro o silêncio era grosso. Silas dirigia com uma mão no volante e a outra na coxa dela, sob o vestido leve, o polegar traçando círculos cada vez mais altos até a calcinha molhada. Ela abriu as pernas um pouco mais. Ele enfiou dois dedos sem pressa, sentindo o gozo da noite anterior ainda lá, e ela mordeu o lábio pra não gemer alto demais na avenida quase vazia.

O cemitério cheirava a terra molhada e flores murchas. Silas parou na frente da lápide simples — Cristina Ferreira, datas curtas demais — e tirou o óculos escuros. Simone ficou ao lado, dedos entrelaçados nos dele.

— Cris… — a voz dele saiu quebrada. — Eu te amei. Cuidei de ti até o fim. Mas eu menti pra nós dois. Eu carreguei o nome dela na boca todo dia que te beijei. Simone. Sempre foi Simone. Eu não vou mais viver com isso entalado. Eu vou casar com ela. Vou foder ela todo dia até a gente envelhecer. E vou te visitar de vez em quando pra te contar que eu finalmente parei de ser covarde.

Simone apertou a mão dele. Lágrimas desciam sem barulho. Ele se ajoelhou, beijou a pedra fria, depois se levantou e puxou ela pro peito.

— Pronto. Acabou a mentira.

No caminho de volta o desejo explodiu. Silas parou o carro numa rua lateral de Ipanema, puxou ela pro colo, puxou a calcinha pro lado e enterrou o pau de uma vez só. Simone gritou abafado no pescoço dele, a buceta ainda sensível engolindo tudo. Ele meteu pra cima, fundo, as mãos na bunda dela abrindo, o polegar no cu de novo. O carro balançava. Ela gozou rápido, tremendo, e ele seguiu, estocadas sujas, até jorrar quente dentro dela com um gemido que soou a alívio e fome misturados.

— Lisboa — ele ofegou depois, ainda dentro. — Eu fecho o apartamento. Vendo o que der. Vou contigo. Ou tu fica. Escolhe agora, porra. Eu não aguento mais esse meio-termo.

Simone olhou nos olhos dele, o gozo escorrendo devagar pro banco.

— Cancela minha passagem. Eu fico. Mas tu me leva pra Lisboa um mês pra fechar as caixas juntos. E depois a gente volta e casa na praia, com a Delphine bêbada e a minha mãe fingindo que não sabia de nada.

Ele riu molhado, beijou ela com dente e língua, o pau já endurecendo de novo dentro da buceta cheia.

No apartamento ele a carregou direto pro chuveiro. Água quente escorrendo entre os corpos. Silas a virou de frente pra parede molhada, abriu as pernas dela com o joelho e meteu por trás, lento no começo, depois bruto. A mão na frente esfregava o clitóris inchado, a outra puxava o cabelo. Cada estocada fazia ela bater a testa no azulejo e gemer alto.

— Fala que é minha — ele rosnou no ouvido.

— Sou tua. Essa buceta é tua. Esse cu é teu. Me fode até eu não conseguir andar.

Ele saiu, ajoelhou e lambeu tudo — buceta, cu, gozo misturado — até ela gozar na língua dele, as coxas tremendo. Depois a levou molhada pra cama, deitou de costas e mandou ela sentar na cara. Simone rebolou no queixo dele enquanto chupava o pau grosso, engasgando de propósito, saliva escorrendo. Ele gozou na boca dela com um grito rouco e ela engoliu tudo, depois subiu e se encaixou de novo, cavalgando devagar, sentindo o pau ainda latejando.

— Casa comigo amanhã no cartório se precisar — ela disse, quadris rebolando em círculos sujos. — Anel depois. Eu quero teu sobrenome. Quero teu pau todo dia. Quero acordar com teu cheiro.

Silas ergueu o tronco, chupou os peitos dela com fome, mordeu mamilo até ela gritar e apertar ele por dentro. Viraram de lado, ele ergueu a perna dela e meteu fundo naquele ângulo que fazia ela ver estrelas. O polegar no clitóris, a boca no pescoço, sussurrando putaria e amor misturados.

— Eu vou te engravidar um dia. Vou te foder grávida. Vou te foder velha. Dez anos não foram nada perto do que eu ainda quero fazer contigo.

Simone gozou de novo, o corpo inteiro em arco, um soluço longo que era quase choro. Silas a seguiu, enterrando até as bolas, jorrando tanto que escorreu imediatamente, sujando o lençol novo. Ficaram abraçados, suados, o coração descompassado batendo um contra o outro.

Mais tarde, ela pegou o celular e respondeu a chefe: “Não renovo. Estou ficando no Brasil. Por amor.” Depois ligou pra mãe. Dona Neuza só riu do outro lado e disse que já tinha encomendado o bolo.

À noite eles comeram pizza no sofá pelados, o pau dele descansando na coxa dela, a mão dela acariciando devagar. Falaram de apartamento novo, de fechar as caixas em Lisboa juntos no mês que vem, de anel simples, de foder em toda cidade que visitassem. O desejo não tinha acabado; só tinha mudado de forma — agora vinha com futuro grudado na pele.

Quando a madrugada chegou de novo, Silas a puxou pra cama uma última vez naquele dia. Enterrou o rosto entre as pernas dela e chupou devagar, com carinho sujo, até ela gozar mole e chorosa. Depois entrou nela de frente, olhos nos olhos, estocadas lentas e profundas, cada uma um voto. Gozo quieto, longo, os corpos tremendo juntos. Ele limpou o excesso com os dedos e passou na boca dela. Ela chupou.

— Te amo, Silas.

— Te amo, Simone. Desde o muro da escola. Até o cu da cova.

Eles adormeceram com as pernas entrelaçadas, o cheiro de sexo e mar entrando pela janela aberta, o passado finalmente enterrado e o futuro latejando quente entre os corpos.

E no silêncio que sobrou, Simone entendeu que o amor verdadeiro não pede permissão pra destruir tudo o que a gente achava que era seguro.

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