Noite no quarto frio da florista

No quarto gelado, a florista Clara e sua ajudante Aisha dividem o edredom e saciam o desejo lésbico que as consome há semanas.

10 min read August 25, 2026New

O frio entrava pelas frestas da janela do quarto pequeno acima da floricultura como se quisesse tomar conta de tudo. Clara apagou a luz da loja, trancou a porta de vidro e subiu os degraus de madeira rangendo, ainda com o cheiro de cravo e eucalipto grudado nos dedos. Vinte e dois anos, cabelo preso num coque frouxo, o casaco fino demais para aquela noite de inverno. Aisha a seguia de perto, vinte e quatro, o moletom largo escondendo o corpo quente que Clara vinha reparando há semanas demais.

— Aquecedor morreu de vez — murmurou Clara, chutando o aparelho silencioso no canto. — Merda.

Aisha riu baixo, o vapor da respiração saindo branco entre os lábios.

— Tem um edredom grosso na cama. A gente divide ou congela separadas. Eu voto em não morrer.

Elas se despiram até as camisetas e calcinhas, sem drama, só o frio apertando a pele. Clara puxou o edredom grosso por cima das duas e o colchão afundou sob o peso conjunto. Os ombros se tocaram. Depois as coxas. O calor do corpo da outra subiu devagar, teimoso, e o quarto gelado pareceu encolher ao redor delas.

Clara sentia o joelho de Aisha roçar o dela a cada respiração. Olhares demorados no escuro azul da luz da rua. Semanas de desejo preso atrás do balcão, entre arranjos de rosas e contas a pagar — dedos se esbarrando ao passar tesoura, sorrisos longos demais, o cheiro da outra grudando na roupa no fim do expediente. Agora não tinha desculpa de trabalho. Só o frio e o edredom e o peito de Aisha subindo e descendo perto demais.

— Tu cheiras a flor o tempo todo — disse Aisha, a voz rouca, quase no ouvido de Clara. — Nem banho tira. É como se as pétalas tivessem ficado na pele.

Os dedos dela “escorregaram” na coxa de Clara, por cima do tecido fino da calcinha, e ficaram ali um segundo a mais do que acidente permite. Clara sentiu o arrepio subir direto pro meio das pernas. Sorriu safada, o canto da boca se puxando.

— Se for pra se aquecer de verdade, chega mais.

Puxou Aisha pela cintura. Os corpos colaram sob o edredom. Boca encontrou boca sem pedir licença — beijo faminto, língua enroscando, dentes puxando lábio inferior. Clara gemeu baixo quando a mão de Aisha deslizou por baixo da camiseta e apertou o peito dela, polegar riscando o mamilo duro de frio e tesão. Em troca, Clara enfiou a mão sob o moletom da outra, palma quente no peito macio, apertando, sentindo o coração disparado.

Aisha ofegava contra a boca dela.

— Tô encharcada, Clara. Semana inteira pensando nisso. Quero te comer agora. Aqui. Com frio e tudo.

Clara abriu as pernas devagar, o edredom escorregando até a cintura. Deitou de costas, a camiseta subida até o pescoço, seios expostos ao ar gelado que já não importava. Aisha desceu beijando o pescoço, a clavícula, a barriga tremente. Lambeu o umbigo, mordeu de leve a carne macia da virilha. Quando enterrou a boca na boceta molhada de Clara, o gemido que saiu foi alto o bastante pra ecoar no quarto vazio.

Língua larga passando devagar entre os lábios inchados, depois ponta firme no clitóris, chupando com força. Clara arqueou as costas, mão enfiada no cabelo de Aisha, empurrando a boca contra si.

— Isso… assim… porra, Aisha—

Dois dedos grossos entraram de uma vez, curvados pra dentro, molhados até a base. Aisha chupava o clitóris enquanto fodia Clara com a mão, o som molhado misturado aos gemidos e ao rangido da cama. Clara gozava quase, o corpo inteiro tenso, mas Aisha puxou a boca só o bastante pra sorrir contra a coxa dela.

— Ainda não. Troca.

Aisha se pôs de quatro na cama fria, a bunda alta, a calcinha já no joelho. Clara ajoelhou atrás, espalhou as nádegas com as duas mãos e enterrou a língua no cu apertado dela, lambendo em círculos lentos enquanto dois dedos entravam na buceta encharcada. Aisha gritou no travesseiro, empurrando pra trás.

— Caralho, Clara… mais fundo—

Clara chupava e fodia, o queixo molhado, o frio do quarto esquecido no suor que já brilhava nas costas das duas. Quando Aisha começou a tremer, Clara a puxou pra virar. Elas se encaixaram em tesourinha, pernas entrelaçadas, clitóris roçando clitóris com força, quadris batendo num ritmo sujo e urgente. Unhas cravadas nas bundas uma da outra, bocas abertas gemendo alto, suor escorrendo entre os seios.

O orgasmo veio junto — um sobe-e-desce violento de quadris, gemidos roucos, o edredom todo amassado no chão. Clara sentiu Aisha pulsar contra ela e gozou devagar, longo, o corpo inteiro se contraindo enquanto a outra gemia o nome dela.

Ficaram ofegantes, peitos colados, suor brilhando na pele sob a luz fraca da rua. O frio tentava voltar, mas o calor dos corpos ainda bastava. Se beijaram devagar agora, línguas preguiçosas, rindo baixinho contra a boca uma da outra.

— Amanhã eu conserto esse aquecedor fodido — murmurou Aisha, a voz rouca de tanto gemer. — Só pra gente poder repetir a noite seguinte sem se cagar de frio.

Clara sorriu safada, o polegar traçando o lábio inchado de Aisha.

— Agora a floricultura tem um novo ritual noturno. Fecha a loja, sobe as escadas… e a gente se come até o suor esquentar o quarto inteiro.

Aisha riu, puxou o edredom de volta por cima das duas e encostou a testa na de Clara. Os dedos ainda preguiçosos traçavam círculos na coxa suada da outra. Lá fora o vento batia na janela. Dentro, o desejo não tinha acabado — só descansava, quente, esperando a próxima noite, o próximo beijo, a próxima vez que uma delas fosse puxar a outra pra debaixo daquele mesmo edredom e recomeçar tudo mais devagar, mais fundo, com o aquecedor ainda quebrado de propósito.

O frio ainda rondava as bordas do edredom, mas agora era só um som de fundo, um vento batendo na vidraça que ninguém ligava mais. Clara sentia o peito de Aisha subir e descer colado ao dela, o suor esfriando devagar entre os seios, o cheiro de sexo misturado com o resto de cravo que nunca saía da pele. Os dedos de Aisha ainda faziam círculos preguiçosos na coxa interna dela, cada vez mais perto da boceta inchada e sensível. Clara abriu as pernas um pouco, só o bastante pra convidar, e a ponta do indicador da outra roçou o clitóris inchado de leve.

— Porra… ainda tá latejando — murmurou Clara, a voz rouca. — Tu me comeu tão fundo que parece que ficou marcada.

Aisha sorriu contra o pescoço dela, lambeu o suor salgado e mordeu de leve.

— Foi só o aquecimento. Agora eu quero te foder de verdade. Devagar. Até tu não aguentar mais fechar a perna.

Clara puxou o edredom pra cima das cabeças, criando um casulo quente e escuro. As bocas se acharam de novo, beijo molhado, línguas preguiçosas no começo, depois famintas. A mão de Aisha desceu de vez, dois dedos abrindo os lábios molhados de Clara e entrando sem pressa, curvados, procurando aquele ponto que fazia a florista tremer. Clara gemeu baixo, quadris se movendo sozinhos, montando a mão da outra.

— Mais… enfiá mais fundo, Aisha. Quero sentir teus dedos até o fundo da porra.

Aisha obedeceu. Três dedos agora, grossos, entrando e saindo no ritmo lento e sujo, o polegar esmagando o clitóris em círculos apertados. O som molhado enchendo o casulo de edredom. Clara enfiou a mão entre as pernas de Aisha, encontrou a boceta pingando, enfiou dois dedos de uma vez e fodeu ela no mesmo compasso. As duas gemiam uma na boca da outra, suor voltando a escorrer, peitos roçando peitos, mamilos duros se esfregando.

— Tá tão apertada… caralho, Clara, tua boceta tá me engolindo — ofegou Aisha. — Continua assim. Me fode enquanto eu te fodo.

Elas ficaram assim longos minutos, dedos entrando e saindo, quadris batendo, beijos virando mordidas no lábio, no queixo, no ombro. Clara sentia o orgasmo subindo de novo, aquele formigamento quente na barriga, mas não queria ainda. Puxou os dedos de Aisha pra fora, virou o corpo e se ajoelhou por cima do rosto dela, a boceta gotejando direto na boca aberta.

— Chupa. Agora. Devagar. Quero gozar na tua língua.

Aisha agarrou as coxas de Clara e puxou pra baixo, enterrando a cara na boceta encharcada. Língua larga lambendo de baixo pra cima, entrando no buraco, depois subindo pro clitóris e chupando com força, como se quisesse sugar o gozo direto dali. Clara rebolava na cara dela, gemendo alto, uma mão no cabelo de Aisha, a outra apertando o próprio peito. O frio do quarto nem existia mais; só o calor da boca, o barulho molhado de chupada, o cheiro forte de buceta.

— Isso… porra, assim… mais língua, Aisha, me come inteira—

Aisha enfiou a língua o mais fundo que conseguiu, depois voltou pro clitóris e chupou sem parar enquanto dois dedos voltavam pra dentro, fodendo rápido. Clara gozou gritando, o corpo inteiro tremendo, jatos quentes molhando o queixo e o pescoço de Aisha. Continuou rebolando, gozando longo, até as coxas tremerem e ela precisar cair de lado, ofegante.

Mas Aisha não deu trégua. Virou Clara de quatro, espalhou as nádegas e lambeu o cu dela de novo, língua pontuda entrando no buraco apertado enquanto os dedos fodia a boceta ainda pulsando. Clara enterrou o rosto no travesseiro e gritou abafado, empurrando a bunda pra trás.

— Caralho… tu é uma puta safada… continua, me fode o cu com a língua—

Aisha lambeu, cuspiu, enfiou a língua de novo, depois substituiu por um dedo molhado, entrando devagar no cu enquanto três dedos fodia a boceta. Clara tremeu toda, o segundo orgasmo vindo rápido, sujo, o corpo se contraindo ao redor dos dedos. Quando Aisha tirou a mão, Clara virou rápido, empurrou a outra de costas e se encaixou entre as pernas dela.

— Minha vez. Abre essas pernas bem.

Montou em tesourinha de novo, mas mais apertada, clitóris colado em clitóris, e começou a esfregar com força, quadris batendo num ritmo bruto. O som de pele molhada batendo em pele molhada enchia o quarto. Aisha gemía alto, unhas cravadas nas costas de Clara, pernas abertas o máximo.

— Mais forte… me esfrega mais forte, Clara… quero gozar toda em ti—

Clara acelerou, suor escorrendo entre os seios, cabelo solto grudando na testa. Beijou Aisha com fome, mordeu o lábio até quase sangrar, depois desceu a boca pro peito e chupou o mamilo com força enquanto os clitóris se esfregavam sem parar. Aisha gozou primeiro, o corpo arqueando, um gemido longo e rouco, a boceta pulsando contra a de Clara. O orgasmo da outra puxou o de Clara logo atrás — um estalo quente, quadris travando, gozo escorrendo entre as duas, misturando, sujando as coxas e o lençol.

Elas não pararam. Ainda ofegantes, Clara deslizou pra baixo, abriu as pernas de Aisha e chupou tudo, lambendo o gozo, enfiando a língua fundo, chupando o clitóris inchado até Aisha gritar e gozar de novo na boca dela, as coxas apertando a cabeça de Clara. Depois Aisha fez o mesmo, deitou Clara de costas, ergueu as pernas dela e comeu a boceta de novo, devagar, sujo, dedos e língua juntos, até Clara chorar de tesão e gozar mais uma vez, o corpo mole, a voz sumindo.

Quando finalmente pararam, o edredom estava no chão outra vez, os corpos suados e brilhando na luz fraca da rua. Clara puxou Aisha pra cima dela, peito colado em peito, pernas entrelaçadas. Se beijaram devagar, saboreando o gosto uma da outra, rindo baixinho entre beijos.

— O aquecedor pode ficar quebrado pra sempre — sussurrou Clara, a mão traçando a curva da bunda de Aisha. — Prefiro te aquecer assim. Com a boca. Com os dedos. Com a boceta.

Aisha mordeu o ombro dela de leve, depois lambeu.

— Amanhã a gente fecha a loja mais cedo. Sobe as escadas. E eu te como até tu não conseguir arrumar mais nenhuma flor de tanta perna mole.

Clara riu, o som rouco, cansado de tanto gozar. Os dedos dela entraram de novo entre as pernas de Aisha, só brincando, sentindo o calor ainda molhado.

— Combinado. Mas agora… de novo. Mais devagar. Quero sentir cada centímetro.

Aisha se moveu por cima, encaixou uma coxa entre as de Clara e começou a esfregar de novo, lento, molhado, o clitóris roçando o clitóris num vai-e-vem preguiçoso e sujo. As bocas se acharam, gemidos baixos enchendo o quarto gelado. O desejo não tinha acabado; só mudava de forma, mais fundo, mais íntimo, como se o frio lá fora fosse desculpa eterna pra nunca pararem.

Elas fodiam assim até o suor escorrer de novo, até os gemidos voltarem altos, até o terceiro e o quarto orgasmo se misturarem num só tremor longo e compartilhado. Quando o corpo não aguentava mais, caíram lado a lado, o edredom puxado de volta por cima, as mãos ainda tocando, os dedos preguiçosos traçando caminhos molhados na pele.

Lá fora o vento uivava. Dentro, o quarto pequeno cheirava a sexo e flor e suor. Clara beijou a testa de Aisha, os olhos já pesados, o sorriso safado ainda no canto da boca.

— Noite no quarto frio da florista… e a gente se comeu até o inverno inteiro esquentar.

E no silêncio que ficou, com o corpo da outra ainda quente e grudado, Clara entendeu que o frio nunca mais ia ser só frio.

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