Toque Amarrado Entre Amigos

Dois amigos se amarram e fodem gostoso pra valer no apartamento do Lucas.

36 min read September 04, 2026New

O apartamento de Lucas cheirava a pizza fria, cerveja quente e aquele suor gostoso de quem passou horas grudado no sofá brigando por cada ponto no videogame. A televisão ainda piscava a tela de “continue?”, mas nenhum dos dois se mexia pra apertar o botão. Pedro estava esparramado no canto do sofá, camiseta cinza colada no peito, bermuda larga subindo um pouco demais na coxa gorda e macia. Lucas, do outro lado, de perna aberta, cabelo curto bagunçado, olhava o amigo com um sorriso torto que não tinha nada a ver com a partida.

— Tu joga pra caralho quando tá puto — Lucas soltou, voz rouca de quem bebeu demais e riu demais. — Mas hoje tu tava distraído pra porra, Pedro. Ficava olhando pra mim como se eu fosse o prêmio.

Pedro engoliu seco. O rosto queimou. Vinte e cinco anos de amizade, desde a escola, e ainda assim o peito apertava daquele jeito ridículo sempre que Lucas falava baixo assim, como se estivesse falando só pra ele. A mão dele apertou a própria coxa, tentando esconder o volume que já começava a marcar a bermuda.

— Não era distração — Pedro murmurou, quase sem coragem. Os olhos castanhos baixaram pro chão, depois subiram de novo, pegando Lucas de jeito. — Era… outra coisa.

Lucas se inclinou pra frente. O sofá rangeu. A camiseta preta dele subiu um pouco, mostrando a linha de cabelo que descia da barriga pro cós da calça. Ele não era grosso de proposital; era o tipo de homem que sabia exatamente o efeito que tinha e usava com calma.

— Fala. Sem enrolação.

Pedro passou a língua nos lábios secos. O coração batia no pescoço. A confissão estava presa na garganta há meses, talvez anos, engasgada toda vez que dormiam na casa um do outro, toda vez que o braço de Lucas caía pesado sobre ele no sofá, toda vez que o cheiro de sabonete barato e suor do amigo enchiam o nariz dele.

— Eu… eu sempre fantasiei contigo me amarrando — saiu num sopro, envergonhado pra caralho, mas a voz veio firme no final. — Me deixar completamente à tua mercê. Corda, cinto, o que for. Tu mandando. Eu engolindo. Sem poder mexer. Sem poder te impedir de fazer o que quiser comigo. Já bateu punheta pensando nisso mais vezes do que eu admito. E hoje… caralho, Lucas, hoje eu não aguentei mais esconder.

O silêncio que veio depois foi grosso. Pedro quase se arrependeu. Quase se levantou pra ir embora e fingir que a porra da cerveja tinha falado por ele. Mas Lucas não riu. Não fez graça. Os olhos escuros dele apertaram, a mandíbula travou, e o volume na calça jeans ficou impossível de ignorar.

— Porra — Lucas respirou fundo, a voz saindo mais baixa, mais suja. — Tu acha que eu não senti? Toda vez que tu se agachava pra pegar controle no chão e a bunda ficava empinada. Toda vez que eu te via saindo do banho de toalha e a gente fingia que era normal. Eu quero te amarrar há tempos, Pedro. Quero te ver de joelho, boca aberta, corda marcando esse pulso bonito. Quero te foder devagar até tu implorar e depois rápido até tu não conseguir nem falar direito. Sempre quis. E eu tava esperando tu dar o primeiro passo porque eu não ia forçar porra nenhuma.

Pedro sentiu o pau latejar forte, molhando a cueca. O alívio e a excitação se misturaram num calor que descia pela barriga.

— Então a gente faz — ele disse, claro, sem tremer. Olho no olho. — Agora. Aqui. Eu quero. Tu quer. Consentimento limpo, sem merda. Se eu falar pra parar, para. Se eu falar pra apertar mais, aperta. Combinado?

Lucas se levantou de uma vez. A altura dele sempre impressão no Pedro — um metro e oitenta e poucos, ombros largos, mãos grandes que agora pararam no cinto.

— Combinado. Safe word é “vermelho”. Amarelo se precisar frear. Verde se tiver gostando pra caralho. Repete.

— Vermelho, amarelo, verde — Pedro engoliu, já de pé também, o pau duro demais pra esconder. — Entendido.

Lucas sumiu no quarto por trinta segundos e voltou com um rolo de corda de nylon preta que ele usava pra acampar, um cinto de couro grosso e um par de algemas de pelúcia meio velhas que alguém tinha deixado numa festa anos atrás e nunca mais reclamou. Ele jogou tudo no sofá com um sorriso sujo.

— Tira a camiseta. Devagar. Quero ver.

Pedro puxou a cinza por cima da cabeça. O peito peitoral definido de academia irregular, mamilo escuro já duro, barriga com aquela leve camada macia que Lucas sempre zoava e secretamente adora. A bermuda caiu no segundo pedido. A cueca cinza clara estava molhada na frente, o formato grosso do pau marcado de lado. Lucas assobiou baixo.

— Porra, tu tá pingando já. Vem cá.

Lucas puxou Pedro pela nuca e beijou a boca dele pela primeira vez. Não foi beijo de teste. Foi língua grossa, dente puxando lábio inferior, mão descendo e apertando a bunda do amigo por cima da cueca. Pedro gemeu dentro da boca dele, as mãos subindo pro peito de Lucas, sentindo o coração batendo rápido. O cheiro de Lucas — cerveja, perfume barato e tesão — invadiu tudo.

— De joelhos — Lucas ordenou quando se afastou, saliva brilhando no queixo. — No meio da sala. Mãos pra trás.

Pedro obedeceu. O chão frio de madeira bateu nos joelhos. Ele cruzou os pulsos nas costas. Lucas se ajoelhou atrás, a respiração quente na nuca do amigo, e começou a amarrar. A corda raspou a pele, voltas firmes nos pulsos, nó que apertava sem cortar a circulação. Pedro testou: não saía. O pau latejou de novo, quase dolorido de tão duro.

— Aperta mais um pouco — Pedro pediu, voz rouca. — Quero sentir a marca amanhã.

Lucas puxou. O nó cinchou. Depois desceu a corda pelos braços, cruzando no peito, prendendo o torso num arnês simples que empurrava os ombros pra trás e fazia o peito se abrir. Pedro respirou fundo, o peito expandindo contra a pressão. Cada movimento da corda era deliberado. Lucas passava a mão aberta pela pele depois de cada nó, como se estivesse lendo o corpo do amigo.

— Verde? — perguntou, beijando a base do pescoço de Pedro.

— Verde pra porra. Continua.

Lucas tirou a própria camiseta. O peito peludo, ombros largos, o cinto de couro ainda na calça. Ele ficou de pé na frente de Pedro, abriu o zíper devagar, puxou a jeans e a cueca embora. O pau grosso saltou, veias saltadas, cabeça já molhada de pré-porra. Pedro abriu a boca instintivamente.

— Ainda não — Lucas riu, baixo, sujo. — Primeiro eu quero te ver bem preso. Deita de bruços no sofá. Rabo pra cima.

Pedro se arrastou com dificuldade, braços amarrados, e se jogou de barriga no sofá. A bunda levantou sozinha. Lucas puxou a cueca dele pra baixo até as coxas, expondo a fenda, o saco pesado, o pau esmagado contra o estofado. A mão grande desceu e abriu as nádegas. O polegar passou seco sobre o cu fechado de Pedro, que contraiu e gemeu alto.

— Porra, tá piscando pra mim — Lucas murmurou. Cuspiu na mão, molhou o dedo e esfregou devagar, só a ponta entrando. Pedro arqueou as costas o máximo que a corda permitia. — Eu ia te foder seco se tu pedisse, mas quero te abrir direito. Tu confia?

— Confio. Me fode. Me usa. Faz o que tu quiser comigo — Pedro falou contra o sofá, voz abafada e faminta. — Eu tô pedindo. Eu quero isso há porra de tempo demais.

Lucas puxou o cinto da própria calça, enrolou uma vez na mão e estalou o couro no ar só pra ouvir o som. Pedro tremeu inteiro. Não de medo. De tesão puro.

— Primeiro umas palmadas. Conta. Se parar de contar, eu recomeço.

A primeira palmada veio forte, estalo seco na nádega direita. Pedro gritou um “um!” que saiu mais gemido que número. A segunda na esquerda. A terceira já deixou a pele quente e vermelha. Lucas alternava força — umas leves que só ardiam, outras que faziam a bunda tremer e o pau de Pedro vazar no sofá. Aos oito Pedro já estava babando, pedindo mais sem nem perceber. Aos doze a voz dele saía quebrada:

— Doze… caralho, Lucas… me fode já, por favor…

Lucas largou o cinto, se ajoelhou atrás e espalhou as nádegas de novo. Cuspiu direto no cu de Pedro, enfiou dois dedos de uma vez, curvou, achou a próstata e massageou sem piedade. Pedro esperneou, braços puxando a corda, gemendo alto demais pro apartamento ter vizinho decente. O pau batia contra a barriga a cada movimento dos dedos.

— Olha pra mim — Lucas ordenou, puxando o cabelo de Pedro pra ele virar o rosto o máximo que dava. — Eu vou te foder agora. Sem camisinha. Tu quer?

— Quero. Porra, quero. Me enche. Me marca por dentro — Pedro respondeu, olhos vidrados, boca aberta.

Lucas tirou os dedos, alinhou a cabeça grossa do pau no buraco molhado de saliva e pré-porra, e empurrou. A entrada queimou gostoso. Pedro soltou um gemido longo, gutural, enquanto o pau de Lucas ia entrando centímetro por centímetro, abrindo, esticando. Quando as bolas bateram na bunda, os dois pararam respirando fundo.

— Apertado pra caralho — Lucas rosnou, mãos firmes na cintura de Pedro, corda pressionando a pele sob os dedos. — Tu foi feito pra levar pau de amigo, hein? Meu putinho amarrado.

Ele puxou quase até sair e enfiou de uma vez. O sofá rangeu. Pedro gritou “verde!” entre um gemido e outro. Lucas começou a foder com ritmo pesado, profundo, cada estocada batendo fundo o bastante pra fazer o pau de Pedro vazar mais. O som molhado de pele contra pele encheu a sala. A corda rangia. O cabelo de Pedro estava colado de suor. Lucas se inclinava e mordia o ombro dele, chupava a orelha, falava putaria baixa:

— Isso. Aguenta. Tu vai gozar só quando eu deixar. E depois eu te amarro de outro jeito e meto de novo. A noite é nossa.

Pedro só conseguia gemer e empurrar a bunda de volta, pedindo mais fundo, mais forte. O tesão subia rápido demais. Lucas sentiu o cu dele apertar ritmado e desacelerou de propósito, mantendo só a cabeça dentro, torturando.

— Ainda não — avisou, voz de comando. — Eu quero te ver implorar direito primeiro. E depois eu quero te virar, te amarrar as pernas abertas e te foder de frente pra eu ver essa cara de puta enquanto tu goza.

Pedro soluçou de tesão puro, o pau latejando sem alívio, a corda marcando pulso e peito, o amigo grosso e quente ainda enterrado nele. A sala cheirava a sexo, a suor, a anos de amizade virando outra coisa completamente. Lucas puxou o cabelo dele de novo, beijou a boca de lado, sujo, e sussurrou:

— Isso é só o começo, porra. Ainda tem muito nó pra dar.

Lucas puxou o pau quase até a cabeça sair do cu apertado de Pedro, o anel de músculo se agarrando desesperado à glande grossa, e soltou um gemido baixo contra a orelha do amigo. O sofá estava encharcado de pré-porra e saliva. Ele deu mais duas estocadas profundas só pra sentir Pedro tremer inteiro, a corda rangendo nos pulsos, e depois saiu de uma vez. O buraco ficou boquiaberto por um segundo, piscando, vermelho, molhado.

— Ainda não, porra — Lucas rosnou, voz rouca de comando. — Eu quero te ver bem amarrado de verdade. Na cama. Pernas abertas. Cego. Completamente meu. Levanta.

Pedro se arrastou de bruços, gemendo quando o pau latejou contra o estofado frio, e conseguiu se ajoelhar com dificuldade. Lucas desamarrou só o arnês do peito e os pulsos o bastante pra ele conseguir se mover, mas manteve a corda frouxa enrolada no pulso direito como uma coleira improvisada. Puxou o amigo pelo corredor até o quarto, a bermuda e a cueca de Pedro ainda grudadas nas coxas, o rabo vermelho das palmadas brilhando sob a luz fraca do abajur. O colchão de casal cheirava a sabonete e a Lucas. Pedro caiu de quatro em cima dele, ofegante.

— Tira o resto. Devagar pra caralho. Quero ver cada pedaço desse corpo se oferecendo.

Pedro obedeceu. Puxou a cueca e a bermuda restantes pelos tornozelos com as mãos ainda meio presas, o movimento lento, deliberado, o pau grosso saltando pra frente, veias latejando, a cabeça roxa pingando um fio transparente no lençol. O saco pesado balançou. Ele se virou de costas, peito arqueado, mamilos duros, e olhou pra Lucas com os olhos vidrados de tesão.

— Assim? — a voz saiu rouca. — Tô nu pra ti. Todo teu.

Lucas pegou o rolo de corda de nylon preta mais grosso que tinha trazido da sala — a mesma que usava pra acampar, áspera o bastante pra marcar. Empurrou Pedro de costas no meio da cama, abriu as coxas gordinhas com as mãos grandes e começou a trabalhar. Primeiro os pulsos: voltas firmes em cada um, cruzando, puxando até a madeira da cabeceira ranger, nós duplos que não cediam. Pedro testou puxando; a corda mordeu a pele macia, deixando sulcos vermelhos na hora. Depois os tornozelos. Lucas dobrou os joelhos de Pedro, abriu as pernas num V largo e amarrando cada tornozelo nas laterais da cama, corda grossa cinchando o osso, puxando até as coxas tremerem de esforço e o cu ficar completamente exposto, a fenda brilhando de saliva e do rastro do pau dele.

— Mais apertado — Pedro pediu, a respiração falhando. — Quero acordar amanhã ainda sentindo.

Lucas puxou. O corpo de Pedro ficou esticado, peito pra cima, pau apontando pro teto, bolas retraídas de tesão. Por último a venda: um lenço preto que Lucas tirou da gaveta, amarrado firme nos olhos castanhos, apagando tudo. O mundo de Pedro virou cheiro de Lucas, calor da corda, o som da própria respiração acelerada e o latejar louco no pau.

Ele estava completamente exposto. Vulnerável. O ar-condicionado gelava o suor nas costas. Cada fibra da corda raspava. O pau latejava tão forte que doía, uma gota escorrendo pela glande e caindo quente na barriga.

Lucas ficou em silêncio por um tempo que pareceu eterno. Pedro ouviu o barulho da calça jeans caindo no chão, o cinto de couro sendo puxado de novo. Depois o colchão afundou entre as pernas abertas.

— Verde? — a voz veio baixa, perto demais.

— Verde pra porra. Me toca. Faz alguma coisa.

Lucas começou com a ponta de um dedo. Só isso. Passou devagar pela parte interna da coxa esquerda, subindo sem pressa, parando a milímetros do saco. Pedro arqueou, a corda nos pulsos estalando. O dedo desceu de novo, contornou o joelho, subiu pela outra coxa. Toques leves demais. Quase nada. Depois a palma aberta bateu seca na coxa interna — tapa molhado, quente, que fez a carne tremer e o pau pular.

— Conta — Lucas ordenou, voz baixa, suja. — Cada um.

— Um… — Pedro gemeu.

Outro tapa, mais forte, na mesma coxa. A pele já ardia.

— Dois… caralho…

Terceiro, quarto, quinto — alternando as coxas, a força aumentando, o calor se espalhando até o cu contrair sozinho. Lucas parava entre um e outro pra passar a unha de leve pela glande molhada, só o suficiente pra fazer Pedro soltar um soluço e empurrar o quadril pra cima, pedindo atrito que não vinha. A corda nos tornozelos segurava tudo. Ele não conseguia fechar as pernas, não conseguia se esfregar, não conseguia nada.

— Seis… sete… porra, Lucas, me chupa. Me fode. Qualquer coisa.

— Ainda não — Lucas riu baixo, o som vibrando contra a pele da barriga de Pedro quando ele se inclinou e lambeu só a fenda da glande, uma lambida única, quente, e se afastou. — Tu implora bonito pra caralho. Continua contando.

Os tapas voltaram. Oito na coxa direita, deixando a marca da mão. Nove. Dez — esse veio mais baixo, quase no saco, e Pedro gritou o número com a voz quebrada. Lucas enfiou dois dedos na boca dele de surpresa.

— Chupa. Molha bem. Vai precisar.

Pedro chupou voraz, saliva escorrendo pelo queixo, a língua trabalhando os nós dos dedos enquanto outro tapa estalava na coxa. Onze. Doze. A pele estava quente, sensível, latejando junto com o pau. Lucas tirou os dedos babados e esfregou devagar no cu já meio aberto, só a ponta entrando e saindo, provocando, sem dar profundidade. Pedro puxou as cordas com força, o corpo inteiro tenso, o peito subindo e descendo rápido.

— Treze… quatorze… Lucas, pelo amor de Deus, me mete os dedos fundo. Me fode com a mão. Me usa. Eu tô pedindo. Eu preciso.

— Precisa do quê exatamente? Fala direito, putinho.

— Do teu pau. Da tua boca. Dos teus dedos na próstata. De tapa na bunda. De qualquer merda. Me toca de verdade. Eu tô doido já. O pau tá doendo de tanto latejar. Me deixa gozar ou me fode até eu não aguentar. Verde. Verde pra caralho. Só… faz.

Lucas deu mais três tapas seguidos, secos, nas coxas abertas, e depois passou a língua inteira da base do saco até a ponta do pau, sem engolir, só lambendo o gosto salgado da pré-porra. Pedro gritou, o corpo se contorcendo contra as amarras. A venda apagava tudo exceto a sensação: corda queimando nos pulsos e tornozelos, ardor das palmadas, a respiração quente de Lucas pairando perto demais e longe demais.

Mais toques leves. A unha contornando o mamilo. O polegar abrindo o cu e entrando só a ponta de novo. Um tapa seco na glande — leve o bastante pra não doer de verdade, forte o bastante pra fazer o pau jorrar mais líquido. Pedro estava babando, a boca aberta, pedindo sem formar palavras direito. O peito dele subia num soluço contínuo de tesão puro.

— Eu não aguento mais — ele confessou, a voz saindo fina, desesperada. — Me fode. Me amarra mais se quiser. Me vende a boca. Faz o que tu quiser, só para de provocar. Eu vou gozar só de tapa se tu continuar. Por favor, Lucas. Eu sou teu. Usa.

Lucas ficou quieto de novo. Pedro ouviu o som molhado de saliva, o barulho da mão de Lucas batendo no próprio pau grosso, preparando. O colchão afundou mais. A cabeça quente e molhada do pau encostou no buraco exposto, só pressionando, sem entrar. Pedro empurrou o quadril pra frente o máximo que as cordas dos tornozelos permitiam, tentando se enfiar sozinho.

— Ainda não — Lucas murmurou contra a boca dele, beijando sujo, mordendo o lábio inferior. — Mas quase. Eu quero te ouvir implorar mais uma vez. Bem alto. Diz o que eu vou fazer contigo.

— Tu vai me foder — Pedro soluçou, cego, amarrado, o pau latejando no ar sem alívio. — Vai enfiar esse pau grosso até as bolas, vai me abrir, vai bater nessas coxas enquanto mete, vai me chamar de putinho, vai gozar fundo ou na minha cara, o que tu quiser. Vai me deixar amarrado depois e me usar de novo. Eu quero. Eu preciso. Me fode agora, caralho. Eu não aguento mais essa tortura.

A tensão arrebentou nos dois ao mesmo tempo. Lucas empurrou de uma vez, o pau grosso abrindo o cu de Pedro num único movimento fundo, as bolas batendo na bunda ainda quente das palmadas. Pedro gritou “verde!” alto o bastante pra vizinho ouvir se quisesse, o corpo se contorcendo nas cordas, o pau jorrando um jato de pré-porra na própria barriga só da penetração. Lucas não esperou. Começou a foder pesado, ritmo bruto, cada estocada fazendo a cama bater na parede, as cordas rangendo, o som molhado de pau entrando e saindo enchendo o quarto. As mãos grandes apertavam as coxas marcadas, os polegares abrindo mais o buraco, a boca descendo pra morder o peito, chupar mamilo, cuspir na cara vendada de Pedro.

— Isso. Aguenta meu pau. Tu foi feito pra ficar assim, amarrado, cego, levando porra de amigo no cu — Lucas rosnava entre estocadas, a voz suja, o suor caindo no peito de Pedro. — Eu vou te foder até tu gozar sem eu tocar nesse pau. E depois eu te deixo pingando e começo de novo. A noite mal começou, porra.

Pedro só conseguia gemer e puxar as amarras, o corpo inteiro oferecido, o cu se agarrando a cada retirada, a mente vazia de qualquer coisa que não fosse o pau grosso martelando a próstata. O tesão subia num fio perigoso. Lucas desacelerou de propósito de novo, mantendo só metade dentro, girando o quadril, torturando o ponto exato, e Pedro soluçou alto, pedindo mais, pedindo fundo, pedindo pra gozar, a corda nos pulsos já marcando fundo o bastante pra deixar morete.

Eles não aguentavam mais brincar de leve. O jogo tinha virado fome pura. Lucas voltou a meter com força total, uma mão no pescoço de Pedro sem apertar de verdade, só segurando, a outra batendo na coxa no ritmo das estocadas, e o quarto inteiro cheirava a sexo cru, a corda, a anos de vontade engasgada finalmente arrebentando. Pedro estava no limite, o pau latejando sem alívio, o cu sendo arado sem piedade, a venda molhada de suor e lágrima de tesão, e ainda assim queria mais. Sempre mais.

Lucas se inclinou, mordeu a orelha dele e sussurrou, a voz rouca de quem também estava prestes a perder o controle:

— Isso é só o aquecimento, putinho. Ainda vou te virar, te amarrar de outro jeito e te foder a boca até tu engasgar. Tu aguenta?Lucas puxou o pau quase inteiro pra fora, a cabeça grossa esticando o anel do cu de Pedro numa última provocação molhada, e parou ali, respirando fundo contra a nuca suada do amigo. O sofá rangeu quando ele se afastou de vez. Pedro soltou um gemido frustrado, o buraco piscando vazio, a corda ainda marcando os pulsos.

— Levanta — Lucas ordenou, voz baixa e rouca. — A gente vai pra cama. Quero te amarrar direito. Pernas abertas. Cego. Completamente exposto. Agora.

Pedro se arrastou com dificuldade, o pau duro batendo na barriga a cada movimento. Lucas guiou ele pelo corredor até o quarto, a mão firme na nuca, a corda frouxa ainda enrolada no pulso como aviso. O colchão afundou sob o peso dos dois. A luz do abajur dourava o peito peludo de Lucas e o corpo já marcado de Pedro.

— Tira o que sobrou. Devagar pra caralho. Quero ver cada centímetro se oferecendo pra mim.

A cueca e a bermuda ainda grudavam nas coxas de Pedro. Ele puxou o tecido com as mãos meio livres, o movimento lento, deliberado, a bermuda descendo centímetro por centímetro pela pele suada. O pau saltou livre, grosso, a glande roxa pingando um fio grosso de pré-porra no lençol claro. O saco pesado balançou. Pedro se ajoelhou nu no meio da cama, peito arqueado, mamilos duros, e esperou.

Lucas pegou o rolo de corda de nylon preta mais grosso — áspera, de acampamento, que ia deixar marca fundo. Empurrou Pedro de costas, abriu as coxas gordinhas com força e começou. Primeiro os pulsos: voltas apertadas em cada um, cruzando a corda na cabeceira de madeira, nós duplos puxados até a pele ficar branca e depois vermelha. Pedro testou; não saía. A corda mordeu gostoso. Depois os tornozelos. Lucas dobrou os joelhos, abriu as pernas num V impossível e amarrou cada tornozelo nas laterais da cama, puxando até as coxas tremerem e o cu ficar escancarado, a fenda brilhando de saliva velha e do rastro do pau dele.

— Mais — Pedro pediu, a voz já falhando. — Aperta até eu sentir amanhã quando sentar.

Lucas puxou de novo. O corpo de Pedro ficou esticado como oferta, peito pra cima, pau apontando pro teto latejando sozinho, bolas retraídas. Por último a venda: um lenço preto amarrado firme nos olhos, apagando tudo. O mundo virou só cheiro de Lucas — suor, cerveja, tesão —, o ardor da corda e o latejar louco no pau que doía de tão duro.

Completamente exposto. Vulnerável. O ar-condicionado gelava o suor que escorria pelas costas. Cada fibra da corda raspava a pele. Uma gota transparente escorreu pela glande e caiu quente na barriga.

Lucas ficou em silêncio. Pedro ouviu o jeans caindo, o cinto de couro sendo puxado devagar. O colchão afundou entre as pernas abertas.

— Verde? — a pergunta veio baixa, quase no ouvido.

— Verde pra porra toda. Me toca. Faz qualquer merda.

Lucas começou com a ponta de um dedo só. Passou devagar pela parte interna da coxa esquerda, subindo sem pressa, parando a milímetros do saco pesado. Pedro arqueou, a corda nos pulsos estalando contra a madeira. O dedo desceu, contornou o joelho, subiu a outra coxa. Toques leves demais. Quase nada. Depois a palma aberta bateu seca na carne macia — tapa molhado, quente, que fez a coxa tremer e o pau pular no ar.

— Conta cada um — Lucas ordenou, voz suja, baixa. — Se errar, recomeço.

— Um… — saiu gemido.

Outro tapa, mais forte, na mesma coxa. A pele já ardia vermelha.

— Dois… caralho, Lucas…

Terceiro, quarto, quinto — alternando as coxas, a força crescendo, o calor se espalhando até o cu contrair sozinho de vontade. Lucas parava entre um e outro pra passar a unha de leve pela fenda da glande molhada, só o bastante pra Pedro soltar um soluço e empurrar o quadril pra cima pedindo atrito que não vinha. As cordas nos tornozelos seguravam tudo. Ele não fechava as pernas, não se esfregava, não fazia porra nenhuma.

— Seis… sete… me chupa logo. Me fode. Qualquer coisa, porra.

— Ainda não — Lucas riu baixo, o som vibrando quando se inclinou e lambeu só a ponta do pau, uma lambida única, quente, salgada, e se afastou. — Tu implora bonito pra caralho. Continua.

Os tapas voltaram mais baixos. Oito na coxa direita, a marca da mão surgindo na hora. Nove. Dez — esse veio quase no saco e Pedro gritou o número com a voz quebrada. Lucas enfiou dois dedos grossos na boca dele de surpresa.

— Chupa. Molha bem. Vai precisar disso tudo.

Pedro chupou voraz, saliva escorrendo pelo queixo e pingando no peito, a língua trabalhando os nós enquanto outro tapa estalava na carne quente. Onze. Doze. A pele latejava junto com o pau. Lucas tirou os dedos babados e esfregou devagar no cu já meio aberto, só a ponta entrando e saindo, girando, sem dar fundo. Pedro puxou as cordas com força, o corpo inteiro tenso, o peito subindo e descendo rápido demais.

— Treze… quatorze… mete os dedos fundo. Usa a mão. Me fode com os dedos pelo menos. Eu tô pedindo. Eu preciso.

— Precisa do quê? Fala direito, putinho amarrado.

— Do teu pau grosso. Da tua boca engolindo. Dos teus dedos na próstata sem piedade. De mais tapa. De porra na cara. Me toca de verdade. O pau tá doendo de tanto latejar sem alívio. Me deixa gozar ou me fode até eu não conseguir nem gritar. Verde. Verde pra caralho. Só para de torturar.

Lucas deu mais três tapas seguidos, secos, nas coxas abertas já vermelhas, e depois passou a língua inteira da base do saco até a ponta do pau sem engolir, só lambendo o gosto. Pedro gritou, o corpo se contorcendo contra as amarras. A venda apagava tudo exceto a sensação pura: corda queimando pulsos e tornozelos, ardor das palmadas, a respiração quente de Lucas pairando perto e longe ao mesmo tempo.

Mais toques leves. A unha contornando o mamilo até ele doer de sensível. O polegar abrindo o cu e entrando só a ponta de novo, puxando pra fora. Um tapa seco na glande — leve o bastante pra não quebrar, forte o bastante pra o pau jorrar mais líquido quente. Pedro babava, a boca aberta, pedindo sem formar palavra direita. O peito soluçava num ritmo contínuo de tesão bruto.

— Eu não aguento mais — confessou, a voz fina, desesperada, o cu piscando vazio. — Me fode. Me amarra mais se quiser. Me vende a boca depois. Faz o que tu quiser, só para de provocar. Eu vou gozar só de tapa e dedo se tu continuar. Por favor, Lucas. Eu sou teu putinho. Usa.

Lucas ficou quieto de novo. Pedro ouviu o som molhado de saliva na mão, o barulho ritmado da punheta que Lucas batia no próprio pau grosso, preparando a cabeça. O colchão afundou mais. A glande quente e escorregadia encostou no buraco exposto, só pressionando, sem entrar. Pedro empurrou o quadril pra frente o máximo que as cordas dos tornozelos permitiam, tentando se enfiar sozinho no pau do amigo.

— Ainda não — Lucas murmurou contra a boca dele, beijando sujo, mordendo o lábio inferior até doer gostoso. — Mas quase. Eu quero te ouvir implorar mais uma vez. Bem alto. Diz exatamente o que eu vou fazer contigo essa noite.

— Tu vai me foder — Pedro soluçou, cego, amarrado, o pau latejando no ar sem uma carícia. — Vai enfiar esse pau até as bolas, vai me abrir todo, vai bater nessas coxas enquanto mete fundo, vai me chamar de putinho e de amigo puta, vai gozar dentro ou na minha cara, o que tu quiser. Vai me deixar pingando e amarrado e vai meter de novo. Eu quero. Eu preciso. Me fode agora, caralho. Eu não aguento mais essa porra de tortura.

A tensão arrebentou nos dois ao mesmo tempo. Lucas empurrou de uma vez só, o pau grosso abrindo o cu de Pedro num único movimento fundo e brutal, as bolas batendo na bunda ainda quente e marcada. Pedro gritou “verde!” alto o bastante pra ecoar no apartamento, o corpo se contorcendo nas cordas, o pau jorrando um jato grosso de pré-porra na própria barriga só da penetração. Lucas não esperou respirar. Começou a foder pesado, ritmo bruto de quem segura há anos, cada estocada fazendo a cama bater na parede, as cordas rangendo, o som molhado e obsceno de pau entrando e saindo enchendo o quarto inteiro. As mãos grandes apertavam as coxas vermelhas, os polegares puxando as nádegas pra abrir mais o buraco, a boca descendo pra morder o peito, chupar mamilo até doer, cuspir na cara vendada.

— Isso. Aguenta meu pau inteiro. Tu foi feito pra ficar assim, amarrado, cego, levando porra de amigo no cu apertado — Lucas rosnava entre as estocadas, a voz suja de comando, o suor caindo quente no peito de Pedro. — Eu vou te foder até tu gozar sem eu nem tocar nesse pau latejando. E depois eu te deixo escorrendo e começo de novo com a boca. A noite mal começou, porra.

Pedro só conseguia gemer gutural e puxar as amarras até os pulsos latejarem, o corpo inteiro oferecido, o cu se agarrando desesperado a cada retirada lenta, a mente vazia de qualquer coisa que não fosse o pau grosso martelando a próstata sem piedade. O tesão subia num fio perigoso, quase no limite. Lucas desacelerou de propósito outra vez, mantendo só a metade dentro, girando o quadril em círculos cruéis, torturando o ponto exato até Pedro soluçar alto pedindo mais, pedindo fundo, pedindo pra gozar, a corda nos pulsos já marcando morete fundo.

Eles não aguentavam mais brincar de leve. O jogo tinha virado fome pura e crua. Lucas voltou a meter com força total, uma mão grande no pescoço de Pedro sem apertar de verdade, só segurando o controle, a outra batendo na coxa no ritmo exato das estocadas profundas, e o quarto inteiro cheirava a sexo suado, a corda queimando, a anos de amizade virando putaria sem freio. Pedro estava no limite absoluto, o pau latejando no ar sem alívio nenhum, o cu sendo arado sem misericórdia, a venda encharcada de suor e de lágrima de tesão puro, e ainda assim queria mais. Sempre mais. Sempre mais fundo.

Lucas se inclinou todo, mordeu a orelha dele com dente e sussurrou, a voz rouca de quem também estava prestes a perder o controle de uma vez:

— Isso é só o aquecimento, putinho. Ainda vou te virar de lado, te amarrar as coxas no peito e te foder a garganta até tu engasgar no meu pau. Tu aguenta essa porra toda?

Lucas mordeu a orelha de Pedro de novo, o pau ainda enterrado fundo, pulsando, e esperou a resposta. Pedro soluçou contra a venda, a corda nos pulsos já latejando, a voz saindo rouca e faminta:

— Aguento. Aguento tudo. Me vira. Me enfia na garganta. Me usa até eu não conseguir nem respirar direito. Verde. Verde pra porra.

Lucas saiu de uma vez, o cu de Pedro piscando vazio e molhado. Ele desamarrou rápido os tornozelos das laterais da cama, mas manteve as pernas abertas com a corda frouxa enrolada nas coxas, pronta pra puxar de novo. Puxou Pedro pelo cabelo curto, virando o corpo inteiro até ele ficar de joelhos no colchão, peito pra frente, boca na altura do pau grosso e brilhando de saliva e pré-porra. A venda ainda no lugar. Os pulsos ainda presos atrás. Lucas agarrou o cabelo com força, puxou a cabeça pra trás e enfiou o pau inteiro na boca de Pedro num único empurrão brutal.

— Abre. Engole. Sem porra de dente.

Pedro engasgou na hora, a garganta se abrindo à força, saliva escorrendo pelo queixo e pingando no peito. Lucas não deu tempo. Segurou o cabelo com as duas mãos e começou a foder a boca com força total, quadril batendo no rosto, bolas pesadas batendo no queixo, cada estocada fazendo Pedro soltar sons molhados e desesperados. A língua dele trabalhava em volta da glande sempre que sobrava um segundo, chupando voraz, babando mais. Lucas puxava o cabelo pra cima, forçando o ângulo, controlando a profundidade, enfiando até a base e segurando ali enquanto Pedro se contorcia, o nariz esmagado contra o pelo da barriga, o ar sumindo.

— Isso. Engole meu pau. Tu é minha puta amarrada. Olha só como tu chupa gostoso quando não tem escolha — Lucas rosnava, a voz suja, suada, o ritmo cada vez mais bruto. Ele puxava quase até a ponta sair e enfiava de novo até as bolas, sentindo a garganta de Pedro apertar e tremer. — Respira quando eu deixar. Agora engole fundo.

Pedro gemia em volta do pau, o som vibrando na glande, lágrimas de tesão molhando a venda. O pau dele balançava livre entre as pernas, latejando, pingando no lençol sem ninguém tocar. Lucas fodia a boca por longos minutos, o cabelo preso nos dedos, a saliva fazendo barulho obsceno a cada retirada. Quando sentiu o corpo de Pedro tremer de falta de ar, puxou pra fora de uma vez, deixando um fio grosso de baba ligando a glande aos lábios inchados.

— Respira. Rápido. E depois engole de novo.

Pedro puxou ar num soluço alto, a boca aberta, e Lucas enfiou de novo, mais fundo, mais rápido, usando a garganta como cu. Puxava o cabelo com uma mão, a outra descendo pra apertar o pescoço por fora, sentindo o pau dele empurrar por dentro. Pedro tremia inteiro, o cu se contraindo no ar vazio, pedindo em gemidos abafados.

— Usa… me usa… — conseguiu balbuciar quando Lucas tirou de novo por dois segundos. — Me fode a boca até eu engasgar. Me deixa teu.

Lucas riu baixo, sujo, e enfiou de novo até o fundo, segurando a cabeça firme enquanto dava estocadas curtas e brutais. A saliva escorria pelo peito de Pedro, o cheiro de sexo e suor enchendo o quarto. Quando a garganta dele já estava frouxa e molhada pra caralho, Lucas puxou o pau pra fora, babado, latejando, e virou Pedro de uma vez só.

— De bruços. Quatro. Agora.

Pedro caiu de peito no colchão, o rabo empinado, os joelhos abertos. Lucas puxou a corda que ainda restava, enrolou firme nas coxas e abriu as pernas amarradas num V forçado, puxando até o cu ficar escancarado de novo, vermelho, brilhando de saliva velha e do rastro da foda anterior. Amarrou os tornozelos um no outro por trás, mantendo as pernas abertas e imóveis. Pedro testou; não saía. Completamente exposto, rabo pra cima, pau esmagado contra o lençol.

Lucas se ajoelhou atrás, abriu as nádegas com as duas mãos e cuspiu direto no buraco. Alinhou a cabeça grossa e enfiou fundo de uma vez, até as bolas baterem na bunda quente. Pedro gritou alto, o corpo inteiro se contorcendo nas cordas:

— Porra! Verde! Me fode! Me usa!

Lucas não esperou. Começou a meter com estocadas brutais, ritmadas, profundas, cada uma fazendo a cama bater na parede e o pau de Pedro vazar mais no tecido. Alternava: três estocadas violentas, depois uma palmada forte na nádega direita que fazia a carne tremer e o cu apertar em volta do pau. Outra palmada na esquerda, ainda mais forte, deixando a marca da mão. Depois voltava a foder sem piedade, o som molhado de pele contra pele enchendo tudo.

— Isso. Aguenta. Tu pede pra ser usado, então eu uso — Lucas rosnava, a voz de comando puro, uma mão puxando o cabelo de Pedro pra trás, a outra batendo na bunda no meio das estocadas. — Meu putinho amarrado. Amigo puta. Cu aberto só pra meu pau. Diz o que tu quer.

— Me usa! — Pedro gemeu alto, a voz quebrada, o rosto esmagado no travesseiro. — Me fode mais forte. Bate na minha bunda. Me deixa teu buraco. Me enche. Eu sou teu. Porra, Lucas, me domina inteiro!

Lucas obedeceu com fome. Estocadas brutais que faziam as bolas baterem molhadas, palmadas secas que deixavam a bunda vermelha e quente, o cu se agarrando desesperado a cada retirada. Ele se inclinava, a mão grande fechando no pescoço de Pedro por trás, apertando o suficiente pra controlar a respiração, o polegar e o indicador pressionando os lados, sentindo o pulso acelerado. Pedro ofegava contra a pressão, o ar entrando curto, o tesão explodindo mais forte com a falta controlada.

— Respira quando eu deixar — Lucas mandou, sujo, metendo fundo enquanto apertava. — Tu não manda em porra nenhuma agora. Eu controlo teu ar. Eu controlo teu cu. Eu controlo quando tu goza. Fala.

— Eu… sou teu… — Pedro soluçou, a voz falhando com a mão no pescoço. — Usa meu cu. Me fode até eu gozar sem tocar. Me marca por dentro. Por favor…

Lucas soltou o pescoço o bastante pra ele puxar ar fundo, depois apertou de novo, metendo mais rápido, mais fundo, as palmadas caindo sem parar na bunda já latejando. O suor escorria pelas costas dos dois. A corda rangia. O pau de Pedro latejava esmagado, prestes a arrebentar sem uma carícia. Lucas sentia o cu apertando ritmado, a próstata sendo martelada sem piedade, e acelerava ainda mais.

— Agora. Eu vou gozar dentro. Encher esse cu de porra de amigo. E tu vai gozar junto. Sem tocar nesse pau. Só do meu pau te arando. Ordeno. Goza pra mim. Agora.

Ele enfiou até o fundo, a mão apertando o pescoço com controle total, a outra batendo forte na bunda uma última vez, e gozou em jatos quentes e grossos, bombeando fundo, enchendo Pedro por dentro enquanto rosnava putaria no ouvido:

— Toma. Toma tudo. Meu porra no teu cu. Goza, putinho. Goza sem mão. Agora, caralho.

Pedro gritou alto, o corpo inteiro se contorcendo nas amarras, o cu se agarrando em espasmos violentos em volta do pau que ainda jorrava. O pau dele explodiu sem toque nenhum, jatos grossos sujando o lençol embaixo, o orgasmo rasgando por dentro enquanto a mão de Lucas controlava o ar e o pau ainda latejava enchendo mais. Ele gozou longo, soluçando, pedindo mais mesmo no meio do gozo:

— Isso… me usa… me enche… porra…

Lucas continuou metendo devagar enquanto gozava, sentindo a porra escorrer pra fora em volta do pau a cada estocada curta, a mão ainda no pescoço, o domínio completo. Quando o último jato saiu, ele ficou enterrado fundo, respirando pesado, o suor pingando nas costas de Pedro. Não tirou. Não desamarrou. Só puxou o cabelo de novo, beijou a nuca suada e murmurou, a voz ainda rouca de comando:

— Ainda não acabou. Tu vai ficar assim, pingando minha porra, amarrado, enquanto eu recupero. Depois eu te viro de novo. Te amarro as coxas no peito. Te fodo a garganta até tu engasgar outra vez. E depois meto de novo nesse cu já frouxo e cheio. A noite é longa pra caralho, putinho. Tu aguenta mais?

Pedro, ainda tremendo no orgasmo, o cu latejando cheio, a venda molhada, a corda queimando gostoso, só conseguiu gemer alto e empurrar a bunda de volta contra o pau que ainda pulsava dentro:

— Aguento. Me usa de novo. Me deixa assim. Eu sou teu. Verde pra porra toda… me fode mais.

Lucas ficou enterrado fundo mais uns longos segundos, o pau ainda latejando dentro do cu quente e cheio de Pedro, sentindo cada espasmo fraco que apertava em volta dele. O suor escorria das costas dele pro peito suado do amigo. A respiração dos dois era um caos rouco, o quarto fedendo a sexo, a corda e a porra fresca. Pedro tremia inteiro debaixo dele, o corpo mole e aberto, a venda encharcada colada nos olhos, a bunda vermelha latejando das palmadas.

— Porra… — Lucas murmurou contra a nuca, a voz rouca de quem tinha acabado de esvaziar as bolas. Ele beijou o ombro marcado a dente, devagar, e só então começou a sair. O pau escorregou pra fora num fio grosso de porra branca que pingou direto no lençol. O cu de Pedro ficou aberto, piscando, vazando. Lucas passou o polegar ali, espalhando o creme, e Pedro soltou um gemido cansado, gostoso.

— Fica quieto. Agora eu cuido.

Lucas desamarrou primeiro a corda dos tornozelos, nós por nós, com calma de quem sabia exatamente o que fazia. Os dedos grandes massageavam a pele marcada enquanto a nylon preta ia saindo. Depois as coxas. Pedro suspirou fundo quando as pernas puderam se fechar um pouco, o ardor bom se espalhando. Lucas virou o corpo dele com cuidado, deitou Pedro de costas no colchão sujo e tirou a venda. Os olhos castanhos piscavam, vermelhos de tesão e de suor, vidrados ainda.

— Olha pra mim — Lucas pediu, baixo. — Verde ainda?

— Verde pra caralho… só tô mole agora — Pedro riu fraco, a voz rouca de tanto gritar e engolir pau. — Me desamarra os pulsos também. Quero te tocar.

Lucas obedeceu. Os pulsos estavam fundos de marca vermelha, a corda tinha deixado sulcos bonitos que iam virar morete amanhã. Ele beijou cada um, chupou de leve a pele roxa, e soltou os nós devagar. As mãos de Pedro caíram moles nas laterais da cabeça, formigando. Lucas pegou a toalha molhada que tinha no banheiro — tinha deixado pronta sem Pedro perceber — e começou a limpar. Primeiro o peito suado, os mamilos mordidos, a barriga suja de porra do próprio Pedro. Depois desceu, limpou o pau mole e sensível com carinho, o saco, a dobra das coxas ainda quentes das palmadas. Por último o cu: passou o pano com delicadeza, limpando o excesso que escorria, enquanto Pedro arqueava e soltava um “porra, tá sensível” baixo.

— Eu sei. Eu cuido — Lucas repetiu. Limpou o próprio pau também, o peito peludo, a barriga. Jogou a toalha no chão e se deitou do lado, puxando Pedro pra cima dele. Os corpos grudaram, quentes, suados, o cheiro misturado. Pedro enfiou o rosto no pescoço de Lucas, a mão grande do amigo subindo e descendo pelas costas livres agora, acariciando as marcas da corda no peito e nos braços.

Ficaram assim um tempo só respirando. O ar-condicionado zumbia. A cama cheirava a eles. Pedro sentia o coração de Lucas bater forte ainda sob a orelha.

— Caralho, Lucas… — Pedro falou primeiro, a voz abafada no pescoço. — Isso foi… porra. Melhor que qualquer punheta que eu já bati pensando em ti. Eu gozei sem ninguém tocar no pau. Tu me fodeu a cabeça inteira.

Lucas riu baixo, o peito vibrando sob a bochecha de Pedro. A mão dele apertou a bunda ainda quente, sem força, só sentindo.

— Tu aguenta pra caralho, putinho. Eu quase perdi o controle de verdade quando tu engasgou no meu pau e ainda pedia mais. Aquela hora que eu apertei teu pescoço e tu gozou me apertando… fodeu. Eu senti cada jato teu. E encher esse cu… porra, Pedro. Eu quero de novo. Já.

Pedro levantou a cabeça, olhou nos olhos escuros do amigo. O sorriso torto de sempre, mas agora sujo de pós-porra, cabelo bagunçado, lábios inchados de tanto morder.

— Eu também. Tipo… a gente pode fazer isso de novo? Não só hoje. Tipo, de verdade. Eu quero mais corda. Mais palmada. Quero que tu me amarre de jeitos que eu nem sei ainda. Me deixe cego mais tempo. Me use a boca até eu chorar de novo. Eu confio em ti pra me foder a cabeça e o cu do jeito que tu quiser, desde que a gente continue com vermelho, amarelo, verde. E… caralho, eu quero te foder também um dia. Te amarrar e te ver pedindo. Mas primeiro eu quero mais disso. Mais intenso. Mais tempo. Mais nós dois assim.

Lucas passou o polegar no lábio inferior inchado de Pedro, puxou de leve, beijou devagar — língua mansa agora, não a foda bruta de antes. O beijo durou, molhado, gostoso, cheio de saliva e alívio.

— Combinado — Lucas murmurou contra a boca. — Amizade com benefício de corda e porra. A gente marca. Próxima vez eu trago corda melhor, umas algemas de verdade, talvez uma mordaça. Te deixo amarrado na cadeira da sala enquanto eu jogo videogame e te ignoro de propósito só pra te ver pingando. Ou te fodo no chuveiro com as mãos presas. O que tu quiser, desde que tu peça. Eu vou te destruir gostoso e depois te limpar igual fiz agora. Sempre. Tu é meu putinho agora. E eu sou teu.

Pedro riu, o som rouco, feliz pra caralho. A mão dele desceu e apertou o pau mole de Lucas de leve, só brincando.

— Porra, eu tô mole e já tô ficando duro de novo só de ouvir. A gente vai repetir. Mais forte. Mais sujo. Eu quero acordar amanhã com morete de corda e o cu latejando da tua porra. E quero te mandar foto das marcas no grupo de amigos só pra zoar e depois te foder a boca no banheiro do bar. Novo tipo de amizade, caralho. Selado com porra e nó.

Lucas puxou ele pra mais perto, pernas enroscadas, peitos colados. Os dois ficaram abraçados de verdade, mãos passeando nas marcas, beijos preguiçosos no ombro, na boca, no pescoço. Conversaram mais baixo sobre o que cada um tinha sentido: o peso da corda, o gosto da garganta, o jeito que o cu apertou na hora do gozo, o alívio absurdo de finalmente ter falado e fudido. Pedro confessou que quase falou “vermelho” de tão bom na hora da falta de ar, mas não quis porque confiou. Lucas admitiu que ia ter parado no segundo se escutasse. Falaram de limites futuros, de brinquedos, de passar a noite inteira amarrados. O peito de Pedro estava leve pra caralho. Anos de vontade finalmente no ar, selados com suor e cuidado.

— Eu te amo pra porra, amigo — Pedro murmurou, sincero, a mão no cabelo curto de Lucas. — Desse jeito agora também.

— Eu também, porra. Desde a escola. Agora a gente só vai se foder gostoso no meio — Lucas respondeu, beijando a testa. — Dorme aqui. Ou a gente toma banho e come a pizza fria pelado. Tanto faz. A cama é tua também agora.

Eles riram, preguiçosos, o corpo de Pedro ainda latejando gostoso das cordas, o cu macio e limpo, o pau começando a endurecer de novo só do contato. Lucas enfiou a mão entre as pernas dele e apertou de leve, provocando.

— Ou a gente começa a rodada dois agora mesmo… devagar…

Pedro ia responder, ia pedir pra ser amarrado de novo, ia open a boca pro pau do amigo outra vez —

Quando a campainha do apartamento gritou.

Aguda. Longa. Insistente.

Três toques seguidos. Depois a voz alta de alguém no corredor, batendo na porta com força:

— Lucas! Porra, abre! Eu sei que tu tá aí, caralho! Esqueci a chave do teu bagulho e a porra do Uber tá me cobrando espera! Abre logo, irmão!

Os dois congelaram. O pau de Lucas latejou contra a coxa de Pedro. A porra ainda escorrendo fraca no lençol. A porta da sala a poucos metros. O amigo lá fora batendo mais forte.

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