A Última Medida Depois da Festa

Depois da festa, Clara se entrega toda amarrada pro Dom Rafael dominar e foder ela com força.

17 min read September 01, 2026New

A música da festa ainda ecoava distante na cabeça de Clara quando a porta do apartamento de Rafael se fechou atrás deles com um clique suave. O elevador tinha sido silencioso demais, o corredor vazio demais, e agora o ar condicionado gelado contrastava com o calor que subia pelo pescoço dela. Ela tirou os saltos altos e os deixou perto da entrada, os pés descalços afundando no tapete grosso. Vinte e quatro anos, vestido curto colado ao corpo suado da festa de fim de ano, batom um pouco borrado — e o coração batendo como se ainda estivesse dançando.

Rafael, trinta e oito, casaco jogado no braço, gravata já frouxa, observava-a do meio da sala com aquele olhar que ela conhecia há meses. Amigos de longa data. Conversas até tarde. Flertes que nunca viravam nada concreto. Até hoje.

— Quer água? — perguntou ele, voz baixa, quase rouca de tanto conversar alto na festa.

— Não. Só… ficar um pouco. — Clara deu um passo para a frente, as mãos nervosas ajeitando a alça do vestido. — Você falou tanta coisa ontem no bar. Sobre entrega. Sobre deixar alguém… tomar conta. Eu fiquei pensando nisso a noite inteira.

Ele não se moveu. Só inclinou a cabeça, os olhos escuros fixos nela como se já soubesse o final da frase.

— E o que você quer experimentar, Clara?

Ela engoliu em seco. O peito subia e descia rápido demais. A bochecha quente. A lembrança das palavras dele — cordas, ordem, disciplina, o corpo rendido — fazia a buceta latejar dentro da calcinha fina.

— Quero sentir isso. A entrega total que você descreveu. Eu… eu quero tentar. Com você. Hoje.

Rafael deu um passo, depois outro, até ficar perto o bastante para o cheiro do perfume masculino dela misturar com o dele. A mão dele não tocou; apenas pairava no ar perto do queixo dela.

— Olha pra mim. — A ordem saiu calma, firme. Ela ergueu o rosto. — Você está pedindo pra eu te amarrar. Te disciplinar. Te foder do jeito que eu quiser enquanto você não puder se mexer. É isso mesmo? Porque se for, eu preciso ouvir claro. Sem brincadeira de festa.

O silêncio engrossou. Clara sentiu o peito apertar de excitação e medo bom. O olhar dominante dele varria cada centímetro do vestido colado, das coxas, do decote.

— Sim. Eu quero. Quero ser amarrada e disciplinada por você esta noite. De verdade.

Um sorriso lento, quase cruel de satisfação, puxou o canto da boca dele.

— Então tira o vestido. Devagar. Sem pressa. Eu quero ver cada pedaço.

Clara tremeu. As mãos foram para as alças. Ela deslizou uma, depois a outra, o tecido caindo pelos ombros, revelando o sutiã preto de renda. O vestido desceu pela cintura, pelas coxas, até o chão. Ela ficou só de sutiã, calcinha e a pele arrepiada. Rafael deu meia volta, abriu uma gaveta da estante e tirou cordas de seda preta, macias, longas. O som delas deslizando entre os dedos dele fez o estômago dela revirar de antecipação.

— Continua — ordenou ele, sem olhar ainda. — Tira o sutiã. Devagar.

Ela obedeceu. Os seios pesados saltaram livres, mamilos já duros com o ar frio e o olhar que ele finalmente lançou. Rafael enrolava a corda com calma ritualística, o polegar testando a textura.

— Boa menina. Obediente. — Aproximou-se. A ponta dos dedos traçou a clavícula dela, desceu entre os seios, apertou de leve um mamilo. Clara soltou um suspiro curto. — Assim. Sem esconder nada de mim.

Ele torceu o mamilo entre o polegar e o indicador, o bastante para doer gostoso, e ela arquejou. A outra mão dele desceu pela barriga até a beirada da calcinha.

— Tira. Agora.

Clara puxou a calcinha pelas coxas, desceu até os tornozelos e chutou para o lado. Ficou nua no meio da sala, as pernas um pouco juntas de vergonha e tesão. Ele circundou-a, as cordas ainda nas mãos, e parou atrás. Os dedos dele deslizaram pela curva da bunda, apertaram a carne macia, depois subiram pela coluna.

— Abre as pernas. Mais. — A voz dele era aço envolto em veludo. — Quero ver se você já está molhada só de eu mandar.

Ela abriu. O ar frio tocou a buceta exposta. Rafael passou a mão por baixo, entre as coxas, e os dedos encontraram os lábios inchados, escorregadios. Ele riu baixo, satisfeito, e esfregou o clitóris com dois dedos lentos.

— Encharcada. Que submissa rápida. Fica assim. Não fecha as pernas até eu mandar.

Clara ofegava. Os seios balançavam a cada respiração. Ele veio pela frente de novo, pegou os dois peitos com as mãos grandes e apertou com força, os polegares esmagando os mamilos. Dor doce. Prazer quente que descia direto pra buceta.

— Cruzas as mãos atrás das costas. Agora.

Ela obedeceu na hora. Os seios projetados. Rafael puxou um trecho da corda de seda e passou ao redor dos pulsos dela, apertando o suficiente para marcar, mas ainda não amarrando de verdade. O toque da seda fria na pele quente fez ela gemer baixinho.

— Você está me pedindo com o corpo inteiro — murmurou ele perto do ouvido, mordiscando o lóbulo. — Mas eu quero ouvir a boca. Me diz o que você quer que eu faça com essas cordas.

Clara sentia o líquido escorrendo pela coxa interna. O pau dele, duro dentro da calça, roçava a bunda dela quando ele se aproximava por trás. As mãos grandes apertavam os seios de novo, sovando, puxando, testando até ela soltar um choramingo.

— Me amarra… por favor. De verdade. Quero sentir as cordas. Quero que você me deixe sem saída.

— Mais alto. E mais claro.

— Me amarra, Dom Rafael. Me disciplina. Eu estou pedindo. Eu preciso.

Ele soltou um som gutural de aprovação e deu um tapa seco na bunda dela. O estalo ecoou. A carne tremeu. Outro tapa, mais forte, no outro lado. Clara ganiu, o corpo se projetando para frente, mas as mãos ainda cruzadas atrás.

— Fica quieta. Aguenta. — Mais dois tapas ritmados. A bunda já queimava. Ele esfregou a mão na pele vermelha, aliviando e ao mesmo tempo lembrando quem mandava. — Isso. Você aguenta disciplina. Boa putinha obediente.

Os dedos dele voltaram à buceta. Dois entraram de uma vez, fundo, curvados, fodendo devagar enquanto o polegar esmagava o clitóris. Clara gemiu alto, as pernas tremendo, quase caindo. Ele segurou pelo cabelo com a outra mão, puxando a cabeça para trás.

— Não goza. Ainda não. Você só goza quando eu deixar. Entendeu?

— Sim… sim, Dom.

— Repete.

— Eu só gozo quando o senhor deixar.

Rafael tirou os dedos encharcados e passou na boca dela.

— Chupa. Limpa.

Ela chupou os próprios fluidos dos dedos dele, a língua quente, submissa. O gosto dela mesma misturado ao sal da pele dele. Ele puxou a mão de volta e abriu a primeira corda de verdade, esticando-a entre as mãos.

— Ajoelha. De frente pra mim. Coxas abertas. Seios pra fora. Mãos ainda atrás.

Clara desceu no tapete, o joelho direito, depois o esquerdo. A posição forçava os seios a ficarem em evidência, a buceta exposta e brilhando de tesão. Rafael crouchou na frente dela, a corda de seda pronta, e passou a ponta pelo mamilo, circulando, provocando.

— Você pediu entrega total. Eu vou te dar. Mas a partir daqui não tem volta pra “acho que não”. Você confia?

Os olhos dela estavam brilhantes, a boca entreaberta, a respiração curta.

— Confio. Me amarra. Eu quero. Por favor… me amarra agora. Eu não aguento mais só o toque. Preciso das cordas. Preciso que o senhor me pegue de verdade.

Rafael passou a corda ao redor do peito dela, acima dos seios, apertando o bastante para marcar a carne macia e fazer os peitos incharem um pouco para frente. Depois por baixo, criando um aperto que deixava os mamilos ainda mais sensíveis. Clara gemia a cada laçada, o corpo inteiro vibrando de antecipação. Ele ainda não tinha amarrado os pulsos de vez nem as pernas. Só o torso começava a ficar preso na seda preta, e já era o bastante para ela se sentir perdida e segura ao mesmo tempo.

Ele se levantou, olhou para baixo, para a figura ajoelhada e parcialmente enfaixada, e abriu o cinto com um clique deliberado. O pau duro esticava o tecido da calça. Clara olhou para cima, ofegante, molhada até a coxa, as cordas ainda frouxas o bastante para ele completar o trabalho — ou apertar até ela não conseguir se mexer.

— Ainda não terminei com você — disse ele, a voz carregada de promessa e controle. — Fica exatamente assim. Respira. E espera a próxima ordem.

A tensão pairava no ar quente entre eles, as cordas de seda brilhando sob a luz baixa da sala, o corpo dela rendido e pedindo mais, o dele ainda vestido e no comando absoluto. A noite só estava começando.

Rafael tirou a camisa devagar, cada botão solto revelando o peito peludo e os ombros largos. Clara continuava ajoelhada, coxas abertas, seios aprisionados nas primeiras laçadas de seda preta que já marcavam a carne macia. O pau dele saltou livre quando a calça e a cueca desceram, grosso, veias latejando, a cabeça brilhando de pré-gozo. Ela engoliu em seco, a buceta contraída só de ver.

— Levanta. Devagar. Mãos no lugar.

Ela obedeceu, pernas trêmulas. Rafael pegou mais cordas da gaveta — longas, macias, cheirando a seda limpa. Começou o shibari de verdade. Passou a corda pelos pulsos dela ainda cruzados atrás das costas, apertando num nó firme que unia os antebraços num diamante apertado. Depois puxou para cima, amarrando a um gancho baixo no teto da sala que ela nem tinha notado. Os braços dela subiram parcialmente, cotovelos flexionados, ombros abertos, seios forçados para frente e para cima. A tensão nas articulações ardia gostoso; ela não conseguia baixar os braços nem se equilibrar sozinha. A corda puxava o suficiente para suspendê-la um pouco, os pés ainda no chão mas o peso dividindo entre as pontas dos pés e a seda.

Ele desceu para as pernas. Laçadas ao redor das coxas, abrindo-as num ângulo largo e fixo, joelhos separados por um espaçador improvisado de corda. Outra volta pelas panturrilhas, prendendo os tornozelos afastados. Clara ficou exposta, a buceta completamente aberta, lábios inchados e pingando no tapete. O peito subia e descia rápido; cada respiração fazia as cordas roçarem os mamilos sensíveis.

— Olha pra você — murmurou Rafael, andando em volta. A mão dele deslizou pela curva da bunda suspensa. — Toda aberta. Sem como fechar as pernas. Sem como se esconder. É assim que eu quero minha putinha.

Ele deu o primeiro tapa firme. A palma grande estalou na carne da bunda direita, o impacto ecoando. Clara gritou baixinho, o corpo balançando nas cordas. Outro tapa no lado esquerdo, mais forte, deixando a marca vermelha. Depois no interior da coxa esquerda — o estalo molhado, a dor quente subindo direto para a buceta. Ela gemeu alto, o líquido escorrendo mais.

— Conta. Quantos.

— Um… dois… três… — a voz dela saía embargada.

Mais palmadas ritmadas. Na bunda, nas coxas internas, alternando lados até a pele arder e latejar. Rafael esfregava a marca depois de cada série, dedos entrando de vez em quando na buceta molhada só para verificar, puxando os lábios, esmagando o clitóris inchado. Clara tremia, braços puxados, pernas abertas à força, cada tapa fazendo o corpo dela se contorcer sem escape.

— Aguenta. Você pediu disciplina. — Mais quatro estalos seguidos no meio da bunda. — Boa. Vermelha pra mim.

Quando a carne já queimava e ela choramingava de dor misturada com tesão, ele parou. Pegou um vibrador grosso da mesma gaveta — preto, com várias velocidades — e ligou no mínimo. O zumbido baixo fez o estômago dela revirar.

— De quatro. O quanto as cordas deixarem.

Ele a guiou, ajustando a suspensão parcial para que ela ficasse de joelhos e peito no chão, bunda alta, braços ainda puxados para trás e para cima. A posição a abria ainda mais. Rafael se ajoelhou atrás, a cabeça do pau roçando a entrada escorregadia. Sem aviso, enterrou tudo de uma vez, fundo, até as bolas baterem nela.

Clara gritou. O pau grosso a esticava, enchendo cada centímetro. Ele puxou o cabelo dela com uma mão, puxando a cabeça para trás, e começou a foder com força. Estocadas longas e pesadas, o barulho molhado de pele batendo em pele enchendo a sala. A outra mão controlava o vibrador, pressionando o clitóris dela com o brinquedo zumbindo agora no médio.

— Gemidos são meus — rosnou ele, metendo fundo. — Cada um. Não esconde. Mas não goza. Peça.

Ela gemia alto a cada investida, o vibrador mandando choques elétricos pelo clitóris enquanto o pau martelava o ponto fundo. As cordas queimavam nos pulsos e coxas; cada estocada a balançava na suspensão.

— Por favor… Dom… posso gozar? — a voz dela saía quebrada.

— Não. Ainda não. — Ele aumentou a velocidade do vibrador, metendo mais forte, puxando o cabelo até as raízes doerem. — Aguenta. Repete o que eu quero ouvir.

— Eu só gozo quando o senhor permitir… ah, porra… por favor, deixa eu gozar…

Rafael riu baixo e tirou o vibrador de repente, continuando só com o pau, fundo e bruto. Depois voltava o brinquedo no máximo, pressionando o clitóris inchado enquanto fodia sem piedade. Clara soluçava de prazer, o corpo todo contraído nas cordas, a buceta apertando o pau dele em espasmos que ela mal controlava.

— De novo. Pede direito.

— Dom Rafael… me deixa gozar… eu preciso… peço permissão… por favor, senhor…

Ele alternava sem piedade: vibrador no clitóris até ela quase explodir, depois só o pau martelando, depois os dois juntos. Palmadas ocasionais na bunda já vermelha enquanto puxava o cabelo e exigia mais pedidos. O suor escorria entre os seios dela, as cordas molhadas de saliva e fluido. Rafael dominava cada gemido, cada contorção, a mão no cabelo ditando o ritmo da cabeça dela, o pau enchendo e esvaziando a buceta quente com força animal.

— Mais uma vez. Mais alto.

— Por favor! Dom, deixa eu gozar! Eu peço… eu peço permissão pra gozar pra o senhor… não aguento mais…

Ele meteu até o fundo, o vibrador no máximo premendo o clitóris, e rosnou no ouvido dela:

— Agora. Goza. Goza pra mim, putinha. Agora.

O orgasmo a rasgou. Clara gritou, o corpo inteiro se contorcendo nas cordas de shibari, a buceta espasmando violentamente em volta do pau dele, líquido escorrendo pelas coxas. O prazer veio em ondas longas e brutais, os músculos trancando, os mamilos duros roçando o ar frio, os braços puxados e latejando. Ele continuou fodendo através do clímax dela, estocadas profundas que prolongavam cada tremor, o vibrador ainda zumbindo até ela chorar de sensibilidade demais.

Quando os espasmos diminuíram, Rafael tirou o pau pingando e o vibrador, mas não a desamarrou. Ficou ajoelhado atrás, a mão acariciando a bunda vermelha e latejante, os dedos entrando de leve na buceta ainda contraída.

— Boa menina. Gozo intenso. Mas a noite não acabou. — Ele se inclinou, mordendo a nuca dela. — Você ainda vai pedir mais. Muito mais. As cordas ficam. Eu decido o próximo.

Clara ofegava no chão, braços suspensos, pernas abertas à força, o corpo inteiro rendido e latejando, o pau duro dele ainda latejando contra a coxa dela. A tensão pairava quente; ele ainda não tinha gozado, e as cordas de seda brilhavam sob a luz baixa, prontas para o que viesse a seguir.

Rafael puxou Clara de volta para a posição de quatro, ajustando as cordas de seda com um puxão firme nos nós que ainda prendiam os braços dela para trás e para cima. O corpo dela tremia, a buceta ainda latejando do orgasmo anterior, escorrendo fluido grosso pelas coxas abertas à força. Ele se ajoelhou atrás de novo, o pau duro e latejante roçando a entrada inchada, e enterrou tudo de uma só vez, fundo, até as bolas baterem na carne vermelha da bunda dela.

Clara gritou, o som abafado contra o tapete. As cordas queimavam nos pulsos e nas coxas a cada estocada pesada. Rafael segurou os cordões que saíam do peito dela com uma mão, puxando-os como rédeas, forçando o torso dela para cima enquanto metia com força bruta. A outra mão apertava a cintura, os dedos cravados na pele suada.

— Isso. Agora a gente goza junto — rosnou ele, a voz rouca, as estocadas longas e violentas, o pau grosso abrindo e enchendo a buceta molhada com estalos molhados. — Sente eu te enchendo. Sente as cordas te segurando enquanto eu te fodo até o fundo.

Ela gemeu alto, o clitóris latejando de novo, o corpo inteiro rendido na suspensão parcial. Cada puxão nos cordões fazia os seios dela balançarem aprisionados, os mamilos duros roçando o ar frio. O prazer subia rápido, quente, misturado à dor doce das cordas e da bunda ainda queimando das palmadas. Rafael acelerou, metendo fundo e bruto, o peito peludo colado nas costas dela, o suor dos dois se misturando.

— Goza comigo — ordenou ele, puxando os cordões com força, o pau latejando dentro dela. — Agora. Aperta em mim.

Clara explodiu de novo, o segundo orgasmo rasgando mais fundo que o primeiro. A buceta dela contraiu em espasmos violentos ao redor do pau dele, esguichando fluido quente enquanto ela gritava o nome dele. Rafael segurou os cordões ainda mais apertado, enterrou até o fundo e gozou com um gemido gutural, jatos quentes e espessos enchendo o fundo dela, pulsando, vazando pelas laterais do pau enquanto ele continuava metendo devagar, esvaziando tudo dentro. O calor do esperma dele a preencheu, misturado ao próprio gozo dela, escorrendo pelas coxas abertas e pingando no tapete. Eles tremeram juntos, o corpo dela contorcido nas cordas, o dele colado, ofegante, ainda segurando os nós como se não quisesse soltar.

Por longos segundos só o som da respiração deles encheu a sala. Rafael ficou dentro dela até o pau amolecer um pouco, depois saiu devagar, o esperma grosso escorrendo da buceta aberta e vermelha. Clara ficou ali, de joelhos e peito no chão, braços ainda puxados, o corpo inteiro latejando, a mente em branco de prazer e exaustão.

Ele se moveu com cuidado agora. As mãos grandes, que antes puxavam e batiam, começaram a desfazer os nós um por um. Primeiro as laçadas das coxas e tornozelos, a seda escorrendo pela pele marcada de vermelho. Depois o peito, liberando os seios inchados e sensíveis. Por último os pulsos, o diamante de corda se abrindo devagar. Clara soltou um suspiro longo quando os braços caíram livres, formigando, pesados. Rafael a pegou no colo com facilidade, carregando-a até o sofá grande da sala. Deitou-a de lado e começou a massagear os pulsos com polegar e indicador, circulando as marcas da seda, aliviando a tensão.

— Respira fundo — murmurou ele, a voz agora baixa, quase carinhosa. As mãos subiram pelos antebraços, pelos ombros tensos, amassando a musculatura dolorida com pressão firme e quente. — Isso. Devagar. Você foi incrível.

Clara fechou os olhos, o corpo mole, ainda sentindo o esperma dele escorrendo devagar entre as pernas. Ele pegou um cobertor macio de lã do braço do sofá e a envolveu toda, o tecido quente contrastando com a pele fria e marcada. Depois trouxe um copo de água da cozinha, ajoelhou-se ao lado dela e levantou a cabeça dela com cuidado.

— Bebe. Tudo. — A ordem ainda estava ali, mas suave. Ela bebeu em goles lentos, a garganta seca, a água fresca descendo gostosa. Rafael enxugou um fio que escapou do canto da boca dela com o polegar.

Os dois ficaram em silêncio por um tempo, só o ar condicionado zunindo baixo e o coração deles desacelerando. Ele se sentou no sofá, puxou-a para o colo ainda enrolada no cobertor, e passou a mão pelos cabelos suados dela, penteando com os dedos.

— Foi intenso demais? — perguntou ele baixinho, a boca perto da orelha dela. — Me fala a verdade. As cordas, a força, o vibrador… você sentiu seguro o tempo todo?

Clara abriu os olhos, a bochecha encostada no peito peludo dele. O corpo ainda latejava gostoso, a buceta dolorida e cheia, as marcas das cordas latejando sob o cobertor. Interiormente ela revivia cada puxão, cada estocada, o momento em que ele gozou dentro enquanto puxava os cordões — o peso da entrega, o alívio de não precisar decidir nada.

— Foi… forte — respondeu ela, a voz rouca. — Mais do que eu imaginava quando a gente falou ontem no bar. Eu gostei. Gostei pra caralho de não poder me mexer, de pedir permissão, de você me enchendo enquanto me segurava. Mas… porra, Rafael, no final eu quase não aguentei de tanto. As cordas nos ombros doeram de verdade.

Ele acariciou o ombro marcado dela por cima do cobertor, beijando a têmpora.

— Eu vi. Por isso parei quando parei. Você confiou, e eu cuidei. Mas a gente pode ir mais calmo da próxima. Menos suspensão, nós mais frouxos no começo, mais tempo de aquecimento. Sem o vibrador no máximo logo de cara. Só as cordas e eu te fodendo devagar até você pedir pra ir mais fundo. O que acha?

Clara sorriu fraco, os dedos traçando o peito dele por baixo do cobertor. O carinho afetuoso vinha fácil agora — beijos leves no pescoço, mãos se tocando sem pressa, o cheiro de sexo e suor misturado ao perfume dele. Ela se aconchegou mais.

— Combinado. Próxima vez com mais calma. Eu quero repetir. Quero sentir de novo as cordas, mas sem o corpo todo doendo assim depois. Quero… ficar mais tempo só te sentindo dentro, sem pressa de gozar.

Rafael beijou a testa dela, apertando-a contra o peito.

— Fechado. A gente marca. Você manda o ritmo do aftercare também. Agora descansa. Eu fico aqui.

Eles ficaram assim, trocando carinhos lentos — ele massageando de leve a nuca dela, ela beijando o maxilar dele, sussurros baixos sobre como a festa parecia distante, sobre o quão bom tinha sido se entregar de verdade depois de meses de flerte. O cobertor os envolvia, o esperma dele ainda quente dentro dela, a água acabando no copo na mesinha. Tudo parecia certo, o cuidado depois da disciplina, o plano de repetir mais suave.

Mas quando o silêncio alongou e Clara fechou os olhos de novo, algo frio se instalou no peito dela. Não era a dor das marcas. Era uma dúvida pequena e persistente, como um fio solto nas cordas. Ela tinha pedido entrega total, tinha gozado gritando, tinha sentido segura nos braços dele depois… então por que agora, enrolada no cobertor macio, com o gosto do esperma ainda na boca da mente, uma voz baixinha perguntava se ela tinha se entregado demais? Se aquela intensidade toda, o jeito que ele puxava os cordões enquanto gozava dentro, o controle absoluto, não tinha revelado uma fome nele que ela não sabia se queria alimentar de novo? Rafael acariciava o cabelo dela com ternura, planejando a próxima vez com calma, e ela sorria de volta, mas por dentro um arrependimento sutil, quase vergonhoso, começava a brotar: e se amanhã, sóbria da adrenalina, ela olhasse as marcas roxas nos pulsos e pensasse que tinha ido longe demais com um amigo, que a “última medida depois da festa” tinha mudado algo entre eles de um jeito que não dava pra desfazer? O corpo ainda queria, o acordo de repetir ainda soava bom, mas a dúvida ficou ali, quieta e errada, enquanto o sono vinha e a festa distante finalmente sumia de vez.

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