Três Noites Amarrados no Sofá

Xavier se entrega amarrado como submisso da dominatrix Paulina.

18 min read August 20, 2026New

Eu sempre soube que era assim. Vinte e oito anos, corpo treinado, boca insolente e uma fome quieta de ajoelhar. Quando mandei a mensagem pra Paulina, não foi por acidente. Ela tinha vinte e seis, risada afiada e aquela reputação de dominatrix que fazia os caras mais duros abaixarem o olhar no clube. A gente se conhecia há tempo o bastante pra flerte virar ameaça doce. Três noites no meu sofá, disse eu. Só isso. Ela respondeu com um “preparado pra entregar de verdade?” e um emoji de corrente. Eu arrepiei inteiro.

Na sexta ela chegou com uma bolsa preta. Não pediu café. Abriu o zíper bem na minha frente e tirou cordas de seda vermelha, algemas forradas e um plug anal de aço com base larga o bastante pra me fazer engolir em seco. O silêncio ficou grosso.

— Tu sabes o que eu trouxe — falou ela, voz baixa, quase carinhosa. — E eu sei o que tu queres. Diz aí, Xavier. Em voz alta.

Eu engoli. As mãos suavam.

— Quero uma dinâmica total. BDSM de verdade. Nesses três dias eu sou teu submisso. Completo. Tu decides tudo. Eu obedeço.

Ela sorriu de lado, aquele sorriso que sempre me desmontava quando a gente bebia e ela encostava a boca no meu ouvido falando putaria.

— E se eu quiser te deixar com o cu aberto e o pau roxo de tanto negar gozo?

— Então eu fico — respondi, rouco. — Sem safeword falsa. A gente tem a nossa. Mas dentro disso… eu me entrego.

Paulina se aproximou. O perfume dela era pesado, couro e baunilha. Segurou meu queixo com dois dedos e me beijou como quem marca território: língua fundo, dente puxando o lábio inferior, mão no meu cabelo puxando pra trás até eu gemer na boca dela. Eu retribuí com fome, mãos na cintura dela, mas ela already estava no comando. Empurrou meu peito.

— Tira a roupa. Devagar. Quero ver cada pedaço se oferecendo.

Fiquei de pé na sala, o sofá largo atrás de mim como um altar. Tirei a camisa primeiro, botão por botão, o peito subindo rápido. Ela se sentou na poltrona, pernas cruzadas, olhando com aquela autoridade fria que me deixava duro antes mesmo do jeans descer. Passei o polegar pelo cinto, abri, empurrei a calça junto com a cueca. Meu pau pulou pra fora, já grosso, veias saltadas, a cabeça brilhando. Paulina lambeu o lábio inferior.

— Mais devagar nos sapatos. Ajoelha pra desamarrar.

Eu ajoelhei. O carpete ralou os joelhos. Cada laçada desfeita era uma confissão. Quando fiquei nu de verdade, ela se levantou, pegou as cordas de seda e as algemas.

— No sofá. Deitado de costas. Braços pra cima, pernas abertas.

Obedeci. O couro frio colou na minha pele. Paulina trabalhou com precisão cruel: corda de seda nos pulsos, puxando pra trás até os braços ficarem esticados acima da cabeça e amarrados nas pernas traseiras do sofá. Depois os tornozelos — um de cada lado, afastados, corda passando por baixo e firmando de um jeito que eu mal conseguia fechar as coxas. Testei. A seda queimava gostoso quando eu puxava. Ela ainda prendeu as algemas por cima das cordas nos pulsos, o clique metálico soando final.

— Agora tu és móvel. Meu móvel safado.

A primeira noite foi tortura doce. Paulina tirou a blusa, ficou de sutiã preto e saia curta, se ajoelhou entre minhas pernas abertas. Pegou o vibrador — daqueles firmes, de ponta arredondada — e ligou no médio. Encostou a cabeça do meu pau sem pressa. O zumbido subiu pela glande como um choque. Eu soltei um gemido alto, quadris tentando empurrar pra cima. Ela segurou minha barriga com a mão livre e me prendeu no lugar.

— Quieto. Tu não manda nessa porra.

O vibrador deslizou pra baixo, massagando as bolas, subindo de novo pelo eixo, girando em círculos sob a coroa. Ela falava sujo o tempo todo, voz de quem sabe exatamente o que faz com um homem amarrado:

— Olha esse pau babando só de eu encostar. Tu adora ser exibido assim, né? Pernas abertas, cu no couro, esperando eu decidir se te fodo ou te deixo comendo o travesseiro. Diz o que tu és.

— Sou teu submisso — gemi. — Porra, Paulina… deixa eu gozar…

— Não. Ainda não.

Ela baixou a intensidade e passou o brinquedo só na fenda molhada da minha glande, de leve, enquanto a outra mão dava tapas leves nas coxas internas — estalos secos, a pele esquentando, a ardência misturando com o zumbido. Cada tapa me fazia contrair o cu e o pau pulsar. Ela ria baixo.

— Mais corado. Quero ver marca.

Passou a noite nisso. Subia a vibração até eu tremer, os ombros puxando as cordas, a respiração virando soluço, e aí tirava tudo. Sopra no pau molhado. Lambia uma vez só a cabeça e parava. Enfiava dois dedos na minha boca e mandava chupar como se fosse o pau dela. Eu chupava, babava, olhava nos olhos dela pedindo. Ela negava com a cabeça e voltava o vibrador nas bolas, apertando devagar, me deixando na beira outra vez. As coxas queimavam dos tapas. O pau doía de tanto ficar duro sem alívio. Em algum momento ela enfiou a ponta do plug gelado entre minhas nádegas só pra me sentir tremer, mas não empurrou — só circundou, prometendo.

— Amanhã — sussurrou no meu ouvido, mordendo o lóbulo. — Amanhã esse cu abre pra mim. Hoje tu só sofre bonito.

Eu quase chorei de tesão. O corpo inteiro era nervo exposto. Quando finalmente ela desligou o vibrador e se sentou no meu peito, a calcinha molhada colando na minha pele, eu estava delirando.

— Dorme assim — ordenou. — Amarrado. Se gozar sozinho eu te castigo de um jeito que tu vai lembrar a vida inteira.

Não gozei. Fiquei com o pau latejando contra o ar frio da madrugada, ouvindo ela se ajeitar na poltrona, o celular iluminando o rosto dela enquanto ela me observava de longe como se eu fosse um brinquedo caro. As cordas seguravam. O sofá cheirava a couro e porra contida. Eu cochilei aos trancos, acordando toda vez que o sangue puxava forte demais pro pau e a seda roçava nos pulsos.

A segunda noite começou diferente. Paulina chegou do banho só de robe aberto, peitos à mostra, o plug e o vibrador já na mesa de centro. Me desamarrou só o bastante pra me virar de bruços e amarrou de novo — pulsos nas costas, tornozelos afastados, peito no assento, bunda erguida. O gel escorreu frio na minha fenda. O plug entrou devagar, grosso, abrindo, e eu gemi alto no couro quando a base assentou.

— Agora sim — ela murmurou, ajoelhada atrás de mim. — Agora tu tá completo.

O vibrador voltou, dessa vez pressionado sob as bolas e na base do pau enquanto o plug preenchia por dentro. A combinação me fez babar no sofá. Paulina falava ordens sujas sem parar:

— Rebola. Mostra como o teu cu engole metal. Pede pra eu te bater mais forte. Pede pra eu te usar.

Os tapas nas coxas viraram palmadas na bunda, leves ainda, mas ritmados, a pele cantando. Cada impacto fazia o plug se mexer e o vibrador roçar o perineu. Eu estava destruído. O tesão tinha virado algo maior que orgulho. Na terceira ou quarta vez que ela me deixou na beira — pau pingando fios longos no couro, coxas tremendo, voz rachada — alguma coisa quebrou de verdade dentro de mim.

— Por favor — soltei, e a voz saiu crua, sem pose. — Paulina… me usa. Me usa do jeito que tu quiser. Fode minha boca, meu cu, me deixa escorrer, me marca, me faz chorar gozando ou sem gozar… tanto faz. Eu sou teu. Completamente. Só… me usa.

Ela parou. O vibrador ainda zumbia contra mim, mas a mão dela subiu pela minha coluna até puxar meu cabelo e virar meu rosto de lado. Os olhos dela brilhavam escuros, satisfeitos e perigosos.

— Repete.

— Me usa como quiser. Eu imploro. Sou teu submisso de verdade nessas noites. Faz o que der na telha. Eu aguento. Eu quero.

O sorriso dela foi lento, quase terno de tão cruel. Ela beijou minha boca aberta, lambendo o gemido que escapou, e murmurou contra meus lábios:

— Boa menino. Agora a gente começa de verdade.

O vibrador aumentou. O plug girou com um movimento da mão dela. As cordas puxaram quando eu me contorci. E a noite ainda era longa — o sofá ainda ia ouvir muito mais, e eu, amarrado e aberto, sentia no osso que a segunda noite mal tinha arranhado a superfície do que ela pretendia arrancar de mim antes do sol nascer de novo.

A segunda noite se arrastou até o corpo não aguentar mais de tanto ser levado à beira e abandonado. Paulina me deixou arfando de bruços, o plug ainda enfiado até a base, o pau esmagado contra o couro encharcado de pré-gozo. Ela tirou o vibrador só quando os meus gemidos viraram quase soluços, passou a mão na minha nuca com uma doçura cruel e sussurrou que eu tinha sido um bom menino… por enquanto. Desamarrou os tornozelos o bastante para eu conseguir me virar de lado, mas manteve os pulsos presos nas costas. Dormi assim, com o metal frio do plug me lembrando a cada respiração de quem mandava. Acordei com a luz fraca do domingo entrando pela janela e o cheiro dela ainda grudado na minha pele.

A terceira noite começou cedo. O sol nem tinha sumido de vez quando ela entrou na sala de robe preto aberto, os peitos duros, o cabelo solto caindo nos ombros. Na mão carregava a bolsa de novo, e dessa vez o barulho do zíper me fez tremer antes mesmo de ver o que saía. Cordas novas, mais grossas. Um frasco de lubrificante grosso. O strap-on de silicone escuro, grosso pra caralho, veias moldadas, a base larga. E o plug de aço, maior que o da noite anterior.

— Hoje tu vira águia de verdade — disse ela, voz baixa, quase brincando. — Pernas bem abertas. Quero esse cu exposto e esse pau apontando pro teto como se estivesse pedindo esmola.

Ela me desamarrou só o tempo de me virar de costas no sofá. O couro já estava quente do meu corpo. Paulina trabalhou sem pressa: pulsos esticados acima da cabeça, corda de seda vermelha passando pelas pernas traseiras do sofá e apertando até os ombros arderem gostoso. Depois os tornozelos — um de cada lado, bem afastados, corda descendo por baixo do assento e subindo de novo, puxando as coxas até eu ficar completamente aberto, a bunda no limite, o cu piscando no ar frio. Testei. Mal conseguia mexer os quadris. O pau já estava duro pra porra, batendo contra a barriga, a cabeça brilhando.

Ela ajoelhou entre as minhas pernas abertas e despejou o lubrificante direto na minha fenda. O gel escorreu frio, grosso, escorrendo pelas bolas. Dois dedos dela circularam o meu cu, abriram, entraram até a segunda falange só pra me sentir se contrair.

— Molhadinho. Pronto pra engolir o que eu quiser.

Os dedos saíram. Ela se levantou, tirou o robe e ficou nua. O corpo dela era uma provocação — peitos pesados, bicos escuros, a buceta já brilhando entre as coxas. Montou em mim de frente, ajoelhada no sofá, segurou o meu pau com uma mão e desceu devagar. A cabeça abriu os lábios dela e eu gemi alto quando o calor molhado me engoliu inteiro de uma vez. Paulina sentou até o fundo, o cu dela encostando nas minhas bolas, e ficou ali, só rebolando em círculos lentos.

— Olha pra mim — ordenou.

Eu olhei. Os olhos dela estavam escuros, satisfeitos. A mão direita subiu pelo meu peito, passou no pescoço e apertou de leve os lados da garganta. Não o bastante pra cortar o ar de verdade, só o suficiente pra o mundo ficar um pouco mais estreito, o coração bater mais alto nas têmporas, o pau latejar mais forte dentro dela. Ela começou a cavalgar de verdade — subia quase até a glande sair e descia com força, a buceta molhada fazendo barulho molhado a cada estocada. Os peitos balançavam na minha cara. Eu puxava as cordas, os pulsos queimando, as pernas tremendo de tanto estar abertas.

— Isso… porra, Paulina… me usa — gemi, a voz saindo rouca por causa da mão no pescoço.

Ela apertou um pouco mais e riu.

— Eu decido quando tu fala. Agora só sente.

Cavalgarou com força. O sofá rangeu. O pau dela entrava fundo, a cabeça batendo no fundo dela, o lubrificante do meu cu se misturando com o mel que escorria dela e molhava as minhas bolas. A mão no pescoço controlava o ritmo da minha respiração — soltava quando eu ficava roxo demais, apertava de novo quando o gemido saía alto demais. Eu estava perdido. Cada descida dela me esmagava contra o couro, as cordas segurando, o tesão subindo rápido demais depois de duas noites de negação.

De repente ela parou no fundo, rebolou devagar e se inclinou pra frente, a boca colada no meu ouvido.

— Ainda não. Tu não goza no meu cu ainda.

Levantou devagar, o pau saindo dela com um som molhado, brilhando de porra dela. Virou de quatro em cima de mim, a bunda pra minha cara por um segundo, depois se ajoelhou de lado, pegou o plug de aço e o passou no lubrificante que ainda escorria de mim.

— Respira fundo.

O plug entrou mais grosso que o da noite anterior. A base larga esticou, abriu, e eu soltei um gemido gutural quando o metal assentou dentro, preenchendo tudo. Paulina não deu tempo de eu me acostumar. Pegou o cinto do strap-on, ajustou nas coxas, o silicone grosso apontando pra mim, brilhando de lube. Ajoelhou de novo entre as minhas pernas abertas, posicionou a cabeça do brinquedo na minha entrada já ocupada pelo plug e empurrou.

— Porra… — eu quase gritei.

O silicone abriu ao redor do plug, esticou mais, entrou centímetro por centímetro enquanto ela falava baixo e sujo:

— Isso. Engole. Tu pediu pra ser usado. Agora o teu cu vai gozar pra mim. Só com isso. Sem mão no pau. Sem eu te tocar. Tu goza só com a porra do meu pau na tua bunda, ouvido? Diz.

— Eu gozo… só com isso… por favor…

Ela começou a foder. Estocadas firmes, ritmadas, o strap-on entrando até a base, o plug se mexendo dentro de mim a cada movimento, massageando de um jeito que fazia o pau latejar sozinho no ar, pingando fios longos na minha barriga. As cordas puxavam quando eu tentava fechar as pernas. Paulina segurava minhas coxas abertas com as duas mãos e metia fundo, a pele dela batendo na minha.

— Mais fundo. Rebola. Mostra como o submisso safado adora levar no cu.

Eu rebolei o que as amarras deixavam. O tesão era uma faca quente. Ela parou no fundo de repente, tirou o strap-on quase todo, se virou e sentou na minha cara de costas — facesitting pesado, a buceta molhada esmagando minha boca, o cu dela no meu nariz.

— Chupa. Limpa o que escorreu.

Lambia com fome, a língua enfiada nela, o gosto salgado e doce, enquanto o plug e o vazio do strap-on ainda latejavam. Ela rebolava no meu rosto, sufocando de leve, depois levantava, se virava de novo e enfiava o silicone de volta no meu cu de uma estocada só. Alternava. Facesitting até eu quase não conseguir ar, depois deepthroat — ela se ajoelhava de lado, puxava meu cabelo e enfiava o pau dela (o real, o quente, o molhado) na minha garganta até as bolas baterem no meu queixo. Eu engasgava, baba escorria, os olhos lacrimejavam, e ela puxava pra fora só pra meter o strap-on de novo.

— Goza — ordenou, a voz dura, enquanto o silicone entrava fundo e o plug girava com o movimento. — Goza só com o cu. Agora. Quero ver esse pau jorrar sem ninguém tocar.

O corpo obedeceu antes da cabeça. A pressão no ponto certo, o preenchimento, a humilhação gostosa de estar completamente aberto e amarrado, a mão dela de volta no meu pescoço apertando de leve… tudo explodiu. O pau tremeu sozinho, jatos grossos de porra subindo e caindo na minha barriga, no peito, alguns chegando quase no queixo. Eu gritei com a boca aberta, o som saindo rouco, o cu se contraindo com força em volta do strap-on e do plug. Paulina meteu até o fim enquanto eu gozava, cavalgando as contrações, depois tirou o brinquedo de uma vez, se posicionou de novo em cima do meu pau ainda latejando e sentou fundo.

— Dentro — ela falou, rebolando devagar no meu orgasmo ainda tremendo. — Goza gritando dentro de mim também. Isso. Mais.

O segundo jato veio fraco, mas veio — eu ainda estava esvaziando quando a buceta dela me engoliu de novo, quente, molhada, apertando. Gemi alto, a voz rachada, o corpo inteiro puxando as cordas até a seda queimar os pulsos. Ela cavalgarou até o último espasmo, depois parou sentada em mim, a mão ainda no meu pescoço, o polegar acariciando a mandíbula.

O silêncio ficou grosso de novo, só o som da nossa respiração e do sofá rangendo de leve. Paulina se inclinou, lambeu um fio de porra que tinha chegado no meu peito e sorriu aquele sorriso perigoso.

— Boa menino. Mas a noite ainda não acabou. Tu achou que gozar era o fim?

Ela não tirou o plug. Não desamarrou nada. Só se levantou devagar, o strap-on ainda pendurado nas coxas, brilhando do meu cu, e foi até a bolsa preta de novo. O som do zíper abriu mais uma vez. Eu, ainda tremendo, o pau amolecendo devagar contra a barriga suja de porra, as pernas abertas e doendo gostoso, senti o estômago revirar de antecipação quando vi o que ela tirava em seguida. O olhar dela dizia que a terceira noite mal tinha começado de verdade — e que o que vinha agora ia arrancar de mim bem mais do que gritos.

O zíper da bolsa preta abriu pela última vez naquela noite e Paulina tirou um chicote de camurça com várias tiras finas, o cabo forrado de couro preto que cabia perfeito na mão dela. Meu estômago revirou de antecipação gostosa. Eu ainda tremia, o plug de aço preenchendo meu cu, o pau sujo de porra mole contra a barriga, as pernas abertas até doer, as cordas vermelhas queimando os pulsos de tanto eu puxar.

— Ainda não acabou, menino — murmurou ela, a voz rouca de tesão. — Tu gozou bonito, mas eu quero te ver chorar de novo. Quero marca na pele.

O primeiro estalo das tiras caiu na parte interna da minha coxa esquerda. Não foi forte demais — só o suficiente pra arder, pra a pele ficar quente e vermelha na hora. Eu soltei um gemido baixo, o cu se contraindo em volta do metal. Paulina riu, aquele som baixo e satisfeito, e bateu de novo, agora na coxa direita, depois subindo pras nádegas, as tiras beijando a base do plug a cada golpe. Cada estalo fazia o plug se mexer dentro de mim, massageando o ponto que ainda latejava do orgasmo anterior.

— Conta quantos — ordenou ela. — Em voz alta. Se errar, recomeço.

— Um… dois… três… — minha voz saía rachada, o peito subindo rápido. O chicote dançava, marcando, esquentando. Quatro na sola do pé esquerdo, cinco na direita, seis de volta nas coxas. Eu contava, o pau endurecendo de novo contra a própria vontade, pingando o resto do gozo misturado com o lubrificante que escorria. Sete, oito, nove. No décimo ela parou, ajoelhou entre minhas pernas e lambeu uma das marcas vermelhas, a língua quente contrastando com a ardência.

— Bom menino. Agora respira.

Ela tirou o plug devagar, centímetro por centímetro, e eu gemi alto quando o vazio veio, o cu piscando aberto, molhado, exposto. Não deu tempo de fechar. Paulina encaixou o strap-on de novo, mais grosso ainda com o silicone brilhando de lube fresco, e empurrou até a base de uma estocada só. O sofá rangeu. Eu gritei, os ombros puxando as cordas até a seda roçar a pele crua. Ela fodeu sem pressa dessa vez — estocadas longas, profundas, o corpo dela batendo no meu, os peitos balançando, a mão de novo no meu pescoço apertando de leve só pra eu sentir o mundo apertar junto com o cu.

— Olha pra mim enquanto eu te uso — mandou. — Diz o que tu és.

— Sou teu submisso… porra, Paulina… teu móvel safado… teu cu aberto… — as palavras saíam entre gemidos, a saliva escorrendo do canto da boca. Ela metia mais fundo, o silicone esfregando exatamente onde eu precisava, e o pau voltou a latejar duro, batendo na barriga a cada impacto.

Ela se inclinou, mordeu meu mamilo esquerdo com força o bastante pra deixar marca, depois o direito, e sussurrou no meu ouvido:

— Goza de novo. Sem eu tocar nesse pau. Só com o cu. Agora.

O corpo obedeceu como se tivesse sido treinado a vida inteira pra aquilo. A pressão, o preenchimento, a humilhação gostosa de estar completamente amarrado e aberto, o chicote ainda quente nas coxas… tudo explodiu. O pau tremeu sozinho, jatos mais fracos mas longos subindo e caindo no peito sujo, no queixo. Eu gritei o nome dela, a voz rouca, o cu se contraindo com força em volta do silicone. Paulina meteu até o fim enquanto eu esvaziava, cavalgando as contrações, depois tirou o brinquedo de uma vez e se sentou na minha cara de novo, facesitting pesado, a buceta esmagando minha boca.

— Limpa. Chupa tudo.

Lambia com fome, a língua enfiada nela, o gosto dela misturado com o meu, enquanto ela rebolava e gozava na minha cara — um orgasmo longo, molhado, o mel escorrendo pelo meu queixo, pelo pescoço. Eu engolia o que dava, sufocava de leve, e amava cada segundo. Quando ela desceu, as pernas tremendo, o olhar dela estava mais macio, ainda dominante, mas com aquele brilho de quem já tinha tirado tudo o que queria.

O silêncio voltou, só a nossa respiração pesada e o cheiro grosso de sexo no ar da sala. Paulina ficou ajoelhada entre minhas pernas um tempo, acariciando as marcas vermelhas do chicote com a ponta dos dedos, depois começou a desamarrar. Primeiro os tornozelos — a seda saindo devagar, os dedos dela massageando a pele marcada, o sangue voltando com formigamento gostoso. Depois os pulsos. Ela tirou as algemas com cuidado, o clique metálico soando final, e esfregou meus pulsos com as duas mãos, beijando cada vermelhidão.

— Mexe devagar — falou baixo. — Sem pressa.

Eu abaixei os braços, os ombros doendo de um jeito que eu queria guardar pra sempre. Paulina sumiu um segundo e voltou com uma toalha quente e um frasco de óleo. Limpou o pau, a barriga, o peito, o cu ainda aberto e sensível, com carinho quase reverente. Depois despejou o óleo nas mãos e começou a massagem de verdade — polegares firmes nas coxas internas, subindo pras nádegas, contornando o cu com leveza, depois a coluna inteira, os ombros, os pulsos. Cada movimento era aftercare puro, o contraste com a crueldade de antes me desmanchando por dentro.

Ela beijou as marcas do chicote uma por uma. Beijou meus pulsos. Beijou a boca, devagar, língua suave, sem dente dessa vez. Deitou ao meu lado no sofá largo, o corpo nu colado no meu, uma perna jogada por cima das minhas, a mão fazendo círculos lentos no meu peito.

— Xavier… — a voz dela saiu quase confessional também. — Quero repetir. Todo mês. Três noites iguais. Ou piores. Ou melhores. Do jeito que der na minha cabeça. Tu topa?

Meu coração bateu forte demais. Eu virei o rosto, encostei a testa na dela, ainda sentindo o formigamento das cordas e o cu latejando vazio.

— Topo na hora — respondi, rouco. — Marca já. Próximo mês, mesmas três noites. Sofá. Cordas. Tudo. Eu entrego de novo. Completo.

Ela sorriu contra minha boca, aquele sorriso perigoso agora misturado com algo mais quente, mais dela.

— Fechado então. Todo mês. Nosso vício secreto.

Ficamos ali, suados, oleosos, as marcas ainda queimando gostoso sob os dedos dela. O sofá cheirava a couro, a porra, a nós dois. Eu sentia o corpo inteiro pesado, esvaziado, satisfeito de um jeito que nunca tinha sentido. Paulina continuava a massagem lenta nos meus ombros, beijando de leve a curva do meu pescoço, e eu já sabia — no fundo dos ossos — que aquelas três noites amarrados tinham virado o começo de algo que a gente não ia largar mais. O vício consensual, a entrega, a dor doce, o aftercare que vinha depois… tudo nosso. Secreto. Mensal. Eterno enquanto a gente quisesse.

Ela puxou a manta que ficava jogada no braço do sofá e cobriu os dois. A mão dela encontrou a minha sob o pano, os dedos entrelaçando sem apertar. Eu fechei os olhos, o gosto dela ainda na língua, o eco das cordas ainda nos pulsos, e deixei o afterglow me levar devagar, no meio daquilo, sem pressa de levantar, sem vontade de que a noite acabasse de verdade.

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