A Viúva e o Toque da Curadora

A viúva Isabel contrata a curadora Carmen pra uma massagem sensual e as duas acabam se comendo numa sessão quente de lésbicas.

30 min read August 24, 2026New

A casa antiga cheirava a madeira encerada e a solidão. Isabel passeava os dedos pela corrimão da escada, sentindo o peso familiar das dores que subiam da lombar até o quadril como um ferro em brasa. Quarenta e dois anos, viúva há quase dois, e o corpo ainda pedía a mulher que não voltaria. A esposa deixara o silêncio colado nas paredes, nos lençóis frios, na cadeira vazia da varanda. Isabel aprendeu a viver dentro desse silêncio, mas as dores crônicas não perdoavam. Nem o desejo, que às noites acordava quente entre as coxas e a fazia morder o travesseiro com vergonha e fome.

Quando a campainha tocou, ela endireitou a postura por reflexo e sentiu o puxão agudo no quadril. Abriu a porta.

Carmen estava ali, com uma bolsa de lona escura e um sorriso calmo que não pedia licença para entrar nos olhos de ninguém. Trinta e oito anos, cabelos pretos presos num coque baixo, pele morena, mãos grandes e veias salientes no dorso — mãos de quem trabalhava. O vestido simples marcava seios firmes e quadris largos. O perfume era leve, de óleo de amêndoas e alguma erva que Isabel não soube nomear.

— Isabel? Sou a Carmen. A curadora.

— Entra — disse Isabel, a voz um pouco rouca de pouco uso. — A sala dos fundos já está pronta. Montei a maca como pediste no telefone.

Carmen atravessou a casa observando tudo sem disfarçar: os retratos virados para baixo na estante, o vaso com flores secas, a luz amarela filtrada pelas cortinas pesadas. Isabel sentiu o olhar dela na nuca e um calor estranho subiu-lhe pelo pescoço.

— Mora sozinha há quanto tempo? — perguntou Carmen, já abrindo a bolsa, tirando frascos de óleo, toalhas brancas, uma manta fina.

— Dois anos. Mais ou menos.

— E as dores?

— Costas e quadril. Principalmente à noite. Às vezes irradia pela coxa. Médicos falam em tensão muscular, stress, luto… como se luto fosse só uma palavra.

Carmen ergueu o rosto e olhou-a de verdade pela primeira vez. Os olhos eram escuros, atentos, sem pena barata.

— Luto mora no corpo. Eu sei. Por isso o toque precisa ir além do músculo.

Isabel engoliu em seco. A frase ficou pairando entre elas, densa.

Carmen preparou a maca com movimentos precisos, aqueceu o óleo nas mãos só para testar a temperatura, e depois virou-se de frente para Isabel.

— Preciso que tires a roupa. Tudo. Deitas de bruços, nua. A toalha cobre o que quiseres no começo, mas o trabalho no quadril pede pele limpa. Confias?

O pedido caiu no peito de Isabel como um peso doce e perigoso. Fazia meses que ninguém a via despida. Nem o espelho ela encarava direito. As mãos tremiam um pouco quando desabotoou a camisa. Carmen não desviou o olhar; observava com profissionalismo, mas havia algo por baixo — uma quietude carregada, uma atenção que escorria devagar pela clavícula de Isabel, pelos seios ainda firmes, pela curva da barriga, pelo triângulo escuro entre as pernas quando a calça e a roupa interior desceram.

Isabel sentiu o ar frio nos mamilos e um formigamento traidor na buceta. Cruzou os braços por um segundo, depois os baixou. Não ia se esconder.

— Assim? — perguntou, a voz mais baixa.

Carmen sorriu de canto, quase imperceptível.

— Assim. Linda. Deita.

A palavra “linda” ficou zumbindo. Isabel subiu na maca, deitou de bruços, o rosto encaixado no orifício da cabeceira. A madeira rangia de leve. Sentia as próprias nádegas expostas, a fenda da buceta entreaberta pelo ângulo, o ar tocando a pele quente. Carmen puxou a toalha só até a cintura, deixando as costas e o início do quadril descobertos, e depois tirou a toalha de vez.

— Melhor assim. Preciso de acesso completo.

As mãos de Carmen, já oleadas, pousaram na base do pescoço de Isabel. O primeiro toque foi firme, quente, e Isabel soltou um suspiro que veio do fundo do peito. Os polegares deslizaram ao longo da coluna, abrindo a musculatura rígida, e cada pressão mandava faíscas até o baixo ventre. Carmen trabalhava em silêncio no começo, só a respiração das duas e o leve estalo ocasional de uma articulação cedendo.

— Estás muito presa aqui — murmurou Carmen, os dedos enfiando-se nos músculos ao lado da lombar. — Seguras o mundo inteiro nesta curva.

— Não tenho escolha.

— Tens agora. Solta pra mim.

Isabel fechou os olhos. As mãos da outra desceram para o quadril, polegares cavando as covas sagradas, abrindo a pelve com movimentos lentos e profundos. O óleo brilhava na pele. Carmen subia pelas laterais das coxas e voltava, cada vez mais perto da parte interna, e Isabel sentiu a buceta latejar, molhar-se sem pedir licença. Um fio de excitação escorreu, quente, e ela mordeu o lábio para não gemer alto demais.

Carmen notou. Claro que notou. Os dedos demoraram um segundo a mais na dobra da virilha, só a ponta tocando a pele sensível, e a voz dela saiu rouca:

— A dor irradia pra cá também?

— Sim… — Isabel mal reconheceu a própria voz.

— E o resto? O corpo pede mais do que alívio de dor, não pede?

Isabel virou o rosto de lado na maca, o suficiente para encontrar o olhar de Carmen. As duas ficaram assim, presas. O desejo era mútuo, grosso, sem disfarce. Carmen tinha as faces um pouco coradas, os lábios entreabertos, e o peito subia e descia mais rápido sob o vestido. Uma mecha de cabelo escapara do coque e colara na têmpora suada.

— Faz tempo que ninguém me toca — confessou Isabel, crua. — Faz tempo que eu não deixo.

— Eu sei. Sinto no teu corpo. Cada músculo grita e se esconde ao mesmo tempo.

Carmen subiu as mãos de novo pelas costas, mas agora o toque mudara de intenção. Já não era só terapêutico. Os dedos desenhavam círculos lentos nas omoplatas, desciam pela lateral dos seios esmagados contra a maca, voltavam para apertar a carne do quadril com uma possessividade quieta. Isabel arqueou as costas sem querer, empurrando o rabo um pouco para cima, oferecendo.

— Assim… — sussurrou Carmen. — Exatamente assim. Não precisas ter vergonha do que o corpo quer.

— E tu? — Isabel desafiou, a respiração irregular. — O que o teu corpo quer enquanto me massajas nua?

Carmen riu baixo, um som rouco e honesto. Aproximeu-se mais, o tecido do vestido roçando a coxa de Isabel, o calor do corpo dela irradiando.

— Quer continuar. Quer ver-te virar de barriga para cima. Quer saber o gosto da pele por baixo do óleo. Mas ainda não. Ainda estamos só no começo, Isabel. Ainda estou a abrir-te.

As mãos desceram outra vez, abrindo as nádegas com os polegares, não o suficiente para penetrar, só o bastante para o ar frio beijar a entrada apertada do cu e a fenda molhada da buceta. Isabel soltou um gemido aberto, as unhas cravando no tecido da maca. O clitóris latejava, inchado, e ela sabia que Carmen via tudo: a humidade brilhando, os lábios inchados, a forma como a buceta se contraía sozinha em busca de contacto.

— Estás encharcada — disse Carmen, sem julgamento, só constatação rouca. — E eu mal comecei.

— Não pares.

— Não vou. Mas vais virar-te. Quero as tuas tetas na minha mão enquanto trabalho o quadril pela frente. Quero ver a tua cara quando a dor virar outra coisa.

Isabel obedeceu, o corpo pesado de desejo. Virou-se de costas para a maca, peitos expostos, mamilos duros apontando para o teto amarelado da sala. A buceta aberta, as coxas um pouco afastadas sem pudor. Carmen olhou-a de cima a baixo com uma fome lenta, lambeu o lábio inferior e deitou óleo novo nas mãos. Quando as palmas cobriram os seios de Isabel, apertando, polegar rolando nos bicos, as duas gemeram ao mesmo tempo.

— Porra… — escapou de Isabel.

— Isso. Fala. Geme. Eu gosto de ouvir.

Carmen massageava os seios com firmeza, descia pela barriga, parava logo acima do monte de vénus, voltava a subir. Cada vez que os dedos passavam perto da buceta, Isabel erguia a anca, pedindo. O flerte já não era sutil: era um fio esticado entre as duas, pronto a partir. Carmen inclinou-se, o hálito quente na orelha de Isabel.

— Da próxima pressão no quadril, vou abrir-te as pernas de verdade. Se quiseres que pare, dizes. Se quiseres que continue… também dizes. Ou só geme mais alto. Eu entendo os dois idiomas.

Isabel prendeu a respiração. O coração batia na garganta, na buceta, em todo o lado. As dores nas costas tinham virado uma névoa distante; o que restava era fome, solidão rachando ao meio, e o cheiro de óleo e mulher excitada no ar da casa antiga.

Carmen posicionou as mãos nos ossos do quadril, polegares prontos a cavar fundo outra vez, o corpo dela agora claramente entre as coxas abertas de Isabel, o vestido roçando a pele nua. Os olhares travaram-se. Desejo cru, mútuo, sem pressa de fingir outra coisa.

— Pronto? — perguntou Carmen, a voz grossa.

Isabel abriu mais as pernas, as saldas da buceta brilhando à luz fraca, e respondeu só com um aceno e um sussurro rouco que carregava a promessa de tudo o que ainda viria:

— Continua.A casa antiga cheirava a madeira encerada e a solidão. Isabel passeava os dedos pela corrimão da escada, sentindo o peso familiar das dores que subiam da lombar até o quadril como um ferro em brasa. Quarenta e dois anos, viúva há quase dois, e o corpo ainda pedia a mulher que não voltaria. A esposa deixara o silêncio colado nas paredes, nos lençóis frios, na cadeira vazia da varanda. Isabel aprendeu a viver dentro desse silêncio, mas as dores crônicas não perdoavam. Nem o desejo, que às noites acordava quente entre as coxas e a fazia morder o travesseiro com vergonha e fome.

Quando a campainha tocou, ela endireitou a postura por reflexo e sentiu o puxão agudo no quadril. Abriu a porta.

Carmen estava ali, com uma bolsa de lona escura e um sorriso calmo que não pedia licença para entrar nos olhos de ninguém. Trinta e oito anos, cabelos pretos presos num coque baixo, pele morena, mãos grandes e veias salientes no dorso — mãos de quem trabalhava. O vestido simples marcava seios firmes e quadris largos. O perfume era leve, de óleo de amêndoas e alguma erva que Isabel não soube nomear.

— Isabel? Sou a Carmen. A curadora.

— Entra — disse Isabel, a voz um pouco rouca de pouco uso. — A sala dos fundos já está pronta. Montei a maca como pediste no telefone.

Carmen atravessou a casa observando tudo sem disfarçar: os retratos virados para baixo na estante, o vaso com flores secas, a luz amarela filtrada pelas cortinas pesadas. Isabel sentiu o olhar dela na nuca e um calor estranho subiu-lhe pelo pescoço.

— Mora sozinha há quanto tempo? — perguntou Carmen, já abrindo a bolsa, tirando frascos de óleo, toalhas brancas, uma manta fina.

— Dois anos. Mais ou menos.

— E as dores?

— Costas e quadril. Principalmente à noite. Às vezes irradia pela coxa. Médicos falam em tensão muscular, stress, luto… como se luto fosse só uma palavra.

Carmen ergueu o rosto e olhou-a de verdade pela primeira vez. Os olhos eram escuros, atentos, sem pena barata.

— Luto mora no corpo. Eu sei. Por isso o toque precisa ir além do músculo.

Isabel engoliu em seco. A frase ficou pairando entre elas, densa.

Carmen preparou a maca com movimentos precisos, aqueceu o óleo nas mãos só para testar a temperatura, e depois virou-se de frente para Isabel.

— Preciso que tires a roupa. Tudo. Deitas de bruços, nua. A toalha cobre o que quiseres no começo, mas o trabalho no quadril pede pele limpa. Confias?

O pedido caiu no peito de Isabel como um peso doce e perigoso. Fazia meses que ninguém a via despida. Nem o espelho ela encarava direito. As mãos tremiam um pouco quando desabotoou a camisa. Carmen não desviou o olhar; observava com profissionalismo, mas havia algo por baixo — uma quietude carregada, uma atenção que escorria devagar pela clavícula de Isabel, pelos seios ainda firmes, pela curva da barriga, pelo triângulo escuro entre as pernas quando a calça e a roupa interior desceram.

Isabel sentiu o ar frio nos mamilos e um formigamento traidor na buceta. Cruzou os braços por um segundo, depois os baixou. Não ia se esconder.

— Assim? — perguntou, a voz mais baixa.

Carmen sorriu de canto, quase imperceptível.

— Assim. Linda. Deita.

A palavra “linda” ficou zumbindo. Isabel subiu na maca, deitou de bruços, o rosto encaixado no orifício da cabeceira. A madeira rangia de leve. Sentia as próprias nádegas expostas, a fenda da buceta entreaberta pelo ângulo, o ar tocando a pele quente. Carmen puxou a toalha só até a cintura, deixando as costas e o início do quadril descobertos, e depois tirou a toalha de vez.

— Melhor assim. Preciso de acesso completo.

As mãos de Carmen, já oleadas, pousaram na base do pescoço de Isabel. O primeiro toque foi firme, quente, e Isabel soltou um suspiro que veio do fundo do peito. Os polegares deslizaram ao longo da coluna, abrindo a musculatura rígida, e cada pressão mandava faíscas até o baixo ventre. Carmen trabalhava em silêncio no começo, só a respiração das duas e o leve estalo ocasional de uma articulação cedendo.

— Estás muito presa aqui — murmurou Carmen, os dedos enfiando-se nos músculos ao lado da lombar. — Seguras o mundo inteiro nesta curva.

— Não tenho escolha.

— Tens agora. Solta pra mim.

Isabel fechou os olhos. As mãos da outra desceram para o quadril, polegares cavando as covas sagradas, abrindo a pelve com movimentos lentos e profundos. O óleo brilhava na pele. Carmen subia pelas laterais das coxas e voltava, cada vez mais perto da parte interna, e Isabel sentiu a buceta latejar, molhar-se sem pedir licença. Um fio de excitação escorreu, quente, e ela mordeu o lábio para não gemer alto demais.

Carmen notou. Claro que notou. Os dedos demoraram um segundo a mais na dobra da virilha, só a ponta tocando a pele sensível, e a voz dela saiu rouca:

— A dor irradia pra cá também?

— Sim… — Isabel mal reconheceu a própria voz.

— E o resto? O corpo pede mais do que alívio de dor, não pede?

Isabel virou o rosto de lado na maca, o suficiente para encontrar o olhar de Carmen. As duas ficaram assim, presas. O desejo era mútuo, grosso, sem disfarce. Carmen tinha as faces um pouco coradas, os lábios entreabertos, e o peito subia e descia mais rápido sob o vestido. Uma mecha de cabelo escapara do coque e colara na têmpora suada.

— Faz tempo que ninguém me toca — confessou Isabel, crua. — Faz tempo que eu não deixo.

— Eu sei. Sinto no teu corpo. Cada músculo grita e se esconde ao mesmo tempo.

Carmen subiu as mãos de novo pelas costas, mas agora o toque mudara de intenção. Já não era só terapêutico. Os dedos desenhavam círculos lentos nas omoplatas, desciam pela lateral dos seios esmagados contra a maca, voltavam para apertar a carne do quadril com uma possessividade quieta. Isabel arqueou as costas sem querer, empurrando o rabo um pouco para cima, oferecendo.

— Assim… — sussurrou Carmen. — Exatamente assim. Não precisas ter vergonha do que o corpo quer.

— E tu? — Isabel desafiou, a respiração irregular. — O que o teu corpo quer enquanto me massajas nua?

Carmen riu baixo, um som rouco e honesto. Aproximou-se mais, o tecido do vestido roçando a coxa de Isabel, o calor do corpo dela irradiando.

— Quer continuar. Quer ver-te virar de barriga para cima. Quer saber o gosto da pele por baixo do óleo. Mas ainda não. Ainda estamos só no começo, Isabel. Ainda estou a abrir-te.

As mãos desceram outra vez, abrindo as nádegas com os polegares, não o suficiente para penetrar, só o bastante para o ar frio beijar a entrada apertada do cu e a fenda molhada da buceta. Isabel soltou um gemido aberto, as unhas cravando no tecido da maca. O clitóris latejava, inchado, e ela sabia que Carmen via tudo: a humidade brilhando, os lábios inchados, a forma como a buceta se contraía sozinha em busca de contacto.

— Estás encharcada — disse Carmen, sem julgamento, só constatação rouca. — E eu mal comecei.

— Não pares.

— Não vou. Mas vais virar-te. Quero as tuas tetas na minha mão enquanto trabalho o quadril pela frente. Quero ver a tua cara quando a dor virar outra coisa.

Isabel obedeceu, o corpo pesado de desejo. Virou-se de costas para a maca, peitos expostos, mamilos duros apontando para o teto amarelado da sala. A buceta aberta, as coxas um pouco afastadas sem pudor. Carmen olhou-a de cima a baixo com uma fome lenta, lambeu o lábio inferior e deitou óleo novo nas mãos. Quando as palmas cobriram os seios de Isabel, apertando, polegar rolando nos bicos, as duas gemeram ao mesmo tempo.

— Porra… — escapou de Isabel.

— Isso. Fala. Geme. Eu gosto de ouvir.

Carmen massageava os seios com firmeza, descia pela barriga, parava logo acima do monte de vénus, voltava a subir. Cada vez que os dedos passavam perto da buceta, Isabel erguia a anca, pedindo. O flerte já não era sutil: era um fio esticado entre as duas, pronto a partir. Carmen inclinou-se, o hálito quente na orelha de Isabel.

— Da próxima pressão no quadril, vou abrir-te as pernas de verdade. Se quiseres que pare, dizes. Se quiseres que continue… também dizes. Ou só geme mais alto. Eu entendo os dois idiomas.

Isabel prendeu a respiração. O coração batia na garganta, na buceta, em todo o lado. As dores nas costas tinham virado uma névoa distante; o que restava era fome, solidão rachando ao meio, e o cheiro de óleo e mulher excitada no ar da casa antiga.

Carmen posicionou as mãos nos ossos do quadril, polegares prontos a cavar fundo outra vez, o corpo dela agora claramente entre as coxas abertas de Isabel, o vestido roçando a pele nua. Os olhares travaram-se. Desejo cru, mútuo, sem pressa de fingir outra coisa.

— Pronto? — perguntou Carmen, a voz grossa.

Isabel abriu mais as pernas, as saldas da buceta brilhando à luz fraca, e respondeu só com um aceno e um sussurro rouco que carregava a promessa de tudo o que ainda viria:

— Continua.

Carmen pressionou os polegares nos ossos do quadril de Isabel com força lenta e deliberada, abrindo a pelve como quem desata um nó antigo. O óleo escorria pelas curvas da carne, quente, e Isabel arqueou as costas, um gemido baixo escapando-lhe da garganta. As mãos da curadora não paravam: desciam pelas coxas internas, apertavam a carne macia, subiam de novo até as nádegas, abrindo-as só o bastante para o ar frio beijar a fenda molhada. Isabel contorceu-se na maca, as unhas cravando no tecido, o corpo inteiro a trair o que a boca ainda hesitava em dizer alto.

— Assim… porra, assim — murmurou Isabel, a voz rouca, os olhos semicerrados. O clitóris latejava exposto, os lábios da buceta inchados e brilhantes de excitação. Cada pressão mandava faíscas diretas para o centro dela. Carmen trabalhava com mãos firmes, quentes, as veias salientes no dorso enquanto os dedos cavavam mais fundo nas covas do quadril e depois deslizavam para as coxas, massajando a parte interna com movimentos circulares cada vez mais íntimos, a ponta dos dedos roçando a dobra da virilha, quase tocando a humidade que escorria.

Isabel gemeu baixinho, o som abafado, e se contorceu de prazer, empurrando o rabo contra as mãos da outra. A solidão de dois anos rachava sob aquele toque. O corpo pedia, suava, molhava-se sem vergonha.

— Estou… estou molhada pra caralho — confessou Isabel, a respiração irregular, o peito subindo e descendo rápido. Os mamilos duros apontavam para cima, ainda brilhantes de óleo das mãos anteriores de Carmen. — Excitada desde que puseste as mãos em mim. A buceta lateja, Carmen. Sinto escorrer pela bunda.

Carmen riu baixo, um som rouco que vibrava no peito. Continuou o percurso: mãos quentes e firmes percorriam as costas de Isabel (mesmo de barriga para cima, ela a fazia girar um pouco a lateral), desciam pela curva da lombar até as nádegas, apertavam a carne farta com pressão possessiva, abriam as coxas mais ainda. Os polegares desenhavam círculos lentos na pele oleada, subiam de novo, desciam, cada vez mais perto da entrada molhada. Isabel gemia sem parar agora, baixinho no começo, depois mais solto, o corpo contorcendo-se, as ancas erguendo-se em oferta clara.

— Olha pra mim — ordenou Carmen, a voz grossa de desejo. Os olhos escuros fixos nos de Isabel. As mãos pararam nas coxas internas, os dedos a centímetros da buceta latejante. — Queres mais? Direto. Sem rodeios. Queres que eu continue a te tocar assim, mais fundo, mais sujo?

Isabel engoliu em seco, o coração a bater na garganta e entre as pernas. O cheiro de óleo de amêndoas misturado com o aroma fresco da própria excitação enchia o ar da sala dos fundos. A casa antiga, a solidão, o luto — tudo ficava distante sob aquelas mãos. Ela abriu mais as pernas, descarada, a buceta se contraindo sozinha à vista de Carmen.

— Sim — respondeu, crua, o sussurro carregado de fome. — Quero mais. Desejo o teu toque há semanas, Carmen. Desde que falei contigo no telefone, desde que imaginei essas mãos grandes em mim. Às noites acordava molhada só de pensar. Continua. Mete os dedos, beija, faz o que quiseres. Estou a pedir. Quero.

O consentimento caiu claro, pesado, sem sombra de dúvida. Carmen lambeu o lábio inferior, o peito subindo rápido sob o vestido. O flerte escalou num instante: ela inclinou-se sobre Isabel, o tecido do vestido roçando os seios nus da viúva, o calor do corpo inteiro irradiando. As mãos voltaram às nádegas, apertaram forte, abriram, os polegares escorregando pela fenda molhada sem entrar ainda, só espalhando a humidade. Isabel gemeu mais alto, contorceu-se, as coxas a tremer.

— Semanas, hein? — provocou Carmen, a boca perto da orelha de Isabel. — Ficavas em casa a esfregar essa buceta pensando nas minhas mãos? Imaginavas-me a abrir-te assim, a massajar-te até gemeres o meu nome?

— Sim… porra, sim — Isabel arqueou o pescoço, oferecendo. — Imaginava-te a me foder com os dedos enquanto massajavas as dores. Queria acordar com a tua boca na minha buceta. Queria isto.

Carmen beijou o pescoço de Isabel de repente, lábios quentes e úmidos na pele oleada, dentes roçando de leve a veia que pulava. Isabel soltou um gemido aberto, as mãos voando para a nuca de Carmen, puxando-a mais perto. A curadora chupou a pele ali, marcou com a língua, desceu beijos molhados até a clavícula enquanto uma mão descia firme pela barriga, pelo monte de vénus, e finalmente deslizava os dedos entre as pernas de Isabel.

Dois dedos grossos encontraram a fenda encharcada, abriram os lábios inchados, escorregaram de cima a baixo colecionando a humidade. O clitóris inchado recebeu um círculo lento, firme, e Isabel gritou baixinho, as ancas saltando da maca. Carmen gemiu contra o pescoço dela, o som vibrando na pele.

— Tão molhada… escorre nos meus dedos — murmurou Carmen, beijando de novo o pescoço, lambendo o suor e o óleo. Os dedos deslizaram mais abaixo, circularam a entrada apertada sem penetrar ainda, só pressionando, provocando. — A tua buceta puxa, Isabel. Quer engolir. Diz-me outra vez que queres.

— Quero — ofegou Isabel, contorcendo-se, as pernas abertas ao máximo, a bunda apertada nas mãos livres de Carmen que ainda massageavam, abriam, apertavam. — Mete. Massaja por dentro. Fode-me com esses dedos enquanto beijas o meu pescoço. Há semanas que espero por isto. Não pares. Por favor.

Carmen obedeceu em parte: os dedos escorregaram para dentro devagar, dois de uma vez, a entrada cedeu fácil de tão molhada, o calor apertado engolindo-os até ao fundo. Isabel gemeu alto, o corpo inteiro a tremer, as paredes da buceta a contrair em volta. Carmen fodeu-a com movimentos lentos e profundos, o polegar a circular o clitóris ao mesmo tempo, enquanto a boca continuava no pescoço — beijos molhados, mordidas leves, língua a traçar caminhos até atrás da orelha. A outra mão continuava o trabalho nas nádegas e coxas, apertando a carne, abrindo, massageando com pressão íntima que misturava alívio muscular e puro tesão.

Isabel se contorcia sem parar, gemia baixinho entre dentes cerrados e depois mais solto, confessando entre ofegos:

— Mais fundo… assim… a tua mão é tão quente… estou a pingar na maca… Carmen…

Carmen acelerou um pouco os dedos, curvando-os para dentro, encontrando aquele ponto que fazia as coxas de Isabel tremerem violentamente. O vestido dela estava manchado de óleo e humidade onde roçava a pele nua. O coque desfazia-se, mechas pretas caindo sobre o rosto de Isabel enquanto ela beijava o pescoço com mais fome, chupando, marcando. O flerte virara urgência crua: as duas ofegavam, os corpos a roçar, o cheiro de sexo a misturar-se ao da madeira encerada e do óleo.

— Tu pediste — rosnou Carmen contra a pele. — E eu vou te dar. Mas devagar. Quero sentir cada contração. Quero ouvir-te a confessar mais. Queres a minha boca depois destes dedos? Queres lamber-me também enquanto te abro?

Isabel balançava a cabeça num sim desesperado, as mãos puxando o vestido de Carmen para cima, sentindo a pele quente das coxas da curadora por baixo. Os dedos dentro dela moviam-se com maestria, massajando por dentro como tinham massajado por fora, profundos, firmes, íntimos. A pressão nas coxas e na bunda nunca parava — Carmen usava o corpo inteiro, o cotovelo a apoiar, a anca a empurrar entre as pernas abertas de Isabel.

O prazer subia em ondas, mas Carmen controlava o ritmo, tirava os dedos quase de fora, espalhava a porra molhada pelos lábios e pelo cu apertado, voltava a enfiar. Isabel gemia e se contorcia, a confissão saindo em pedaços:

— Estou tão excitada que dói… a buceta lateja à volta dos teus dedos… há semanas a imaginar isto… continua a beijar o meu pescoço… mete mais fundo…

Carmen beijou com força o ponto onde o pescoço encontrava o ombro, os dedos a foder em estocadas lentas e molhadas, o polegar no clitóris a circular sem piedade. O corpo de Isabel tremia na maca, as dores esquecidas, só restando o desejo cru que as duas alimentavam. A mão livre de Carmen deslizou de novo pelas costas (Isabel meio de lado agora, oferecendo tudo), apertou a bunda, abriu, um dedo a pressionar de leve a entrada do cu enquanto os outros trabalhavam a buceta.

Isabel gritou um gemido rouco, as unhas nas costas de Carmen agora, por baixo do vestido puxado. O consentimento ecoava em cada movimento, em cada “sim” ofegante, em cada anca erguida pedindo mais. Carmen não parava, mas também não acelerava até o fim — mantinha-as no fio, os dedos dentro, a boca no pescoço, as mãos percorrendo coxas e bundas com aquela pressão cada vez mais íntima e suja.

— Ainda não vais gozar — sussurrou Carmen no ouvido dela, os dedos parando fundo, só a pulsar. — Ainda te quero mais aberta. Ainda quero virar-te de novo e lamber cada gota. Queres isso? Diz.

— Quero… caralho, quero tudo — Isabel ofegava, a buceta a contrair desesperada à volta dos dedos imóveis. — Continua a me tocar. Não tires a mão. Beija mais. Fode-me com os dedos até eu implorar.

Carmen sorriu contra a pele, recomeçou o movimento devagar, profundo, os lábios a voltarem ao pescoço num beijo molhado e possessivo enquanto os dedos deslizavam entre as pernas com domínio total. A maca rangia. O óleo e a excitação misturavam-se. Isabel contorcia-se de prazer puro, gemia baixinho e depois alto, o corpo inteiro entregue ao toque da curadora que há semanas habitava as suas fantasias solitárias. O ar cheirava a sexo e amêndoas. E Carmen ainda estava só a começar a abrir o que Isabel tinha trancado por tanto tempo.

Carmen manteve os dedos enterrados até ao fundo, curvados, pulsando contra aquele ponto inchado que fazia as coxas de Isabel tremerem sem parar. A boca da curadora desceu do pescoço, lambendo o suor misturado ao óleo, até fechar com fome num mamilo duro. Chupou forte, a língua a girar no bico enquanto os dentes roçavam de leve, e Isabel arqueou as costas da maca com um gemido rouco que ecoou na sala dos fundos.

— Porra, Carmen… assim… — ofegou Isabel, as mãos a enterrar-se nos cabelos pretos da outra, puxando o coque desfeito. O peito subia e descia rápido. Sentia cada chupão mandar faíscas diretas para a buceta, onde os dois dedos grossos entravam e saíam com estalo molhado, o polegar a esmagar o clitóris em círculos firmes.

Carmen mamava com voracidade, trocando de seio, lambendo a curva inferior, chupando o outro mamilo até ele ficar vermelho e brilhante de saliva. Os dedos aceleraram, fodendo fundo, abrindo as paredes quentes que se contraíam à volta. Isabel contorcia-se, as pernas abertas ao máximo, a bunda a erguer-se da maca a cada estocada. O prazer subia como uma onda pesada, apertando a barriga, tremebundas nas coxas.

— Vais gozar pra mim agora — rosnou Carmen contra o peito oleado, a voz vibrando no mamilo. — Quero sentir essa buceta a espremer os meus dedos. Quero ouvir-te.

Isabel não aguentou. O corpo inteiro endureceu, a buceta a puxar os dedos com força, o clitóris a latejar sob o polegar. Gozou alto, um grito rouco rasgando a garganta, as unhas a arranhar as costas de Carmen por baixo do vestido. O orgasmo veio em espasmos longos, quentes, a humidade a escorrer pela mão da curadora e a molhar a maca. Tremia, suava, os olhos marejados de alívio e fome ainda por saciar. Carmen continuou a chupar os mamilos e a foder devagar até o último espasmo passar, só então tirando os dedos brilhantes e os levando à boca para lamber o gosto da viúva.

— Doce pra caralho — murmurou, os olhos escuros fixos nos de Isabel. — Mas ainda não terminei contigo.

Subiu na maca de um salto, o vestido já puxado pela cintura, a roupa interior descida pelas coxas e chutada para o chão. A buceta morena, lisa e inchada, brilhava de excitação própria. Carmen ajoelhou-se por cima do peito de Isabel, depois avançou, as coxas a encaixarem-se dos lados da cabeça da viúva. Sentou-se devagar na cara dela, a fenda quente e molhada a esmagar-se contra a boca aberta.

— Lambê — ordenou, a voz grossa, as mãos a agarrarem a cabeceira da maca. — Usa essa língua. Come-me.

Isabel gemeu contra a buceta, o som abafado pela carne. A língua saiu imediatamente, larga e ávida, lambendo de baixo a cima, abrindo os lábios, encontrando o clitóris inchado e chupando-o com vontade. O gosto era salgado e doce, o cheiro de excitação pura a encher o nariz. Carmen começou a esfregar-se, o rabo a balançar, a buceta a deslizar para trás e para a frente na língua da viúva. Gemia alto, sem vergonha, o peito a saltar sob o vestido aberto, os mamilos duros à mostra.

— Assim… porra, Isabel… mais fundo… enfia a língua — ofegava Carmen, as ancas a roçar com mais força, o clitóris a esfregar no nariz e na boca. Sentia a viúva a engolir, a chupar, os dentes a roçar de leve. As coxas tremiam à volta da cabeça de Isabel. O prazer subia rápido, molhando o queixo e o pescoço da outra. Carmen agarrou os seios de Isabel por baixo, apertando os mamilos enquanto se esfregava com mais fome. — Tua língua é boa pra caralho… chupa mais… vou gozar na tua cara se continuares assim…

Isabel segurava as coxas largas, puxando Carmen mais para baixo, a língua a entrar na entrada apertada, a foder e a retirar, depois a voltar ao clitóris em lambidelas rápidas e sujas. O corpo da curadora balançava, suado, o óleo ainda brilhando na pele das duas. Cada gemido alto de Carmen vibrava na buceta contra a boca de Isabel, e a viúva sentia a própria buceta latejar de novo, vazia, pedindo mais.

Quando Carmen estava no limite, as coxas a tremer violentamente, ela ergueu-se de repente, o fôlego ofegante, a buceta brilhante de saliva e humidade. Virou-se na maca com urgência bruta, deitando-se de bruços por cima de Isabel num 69 feroz. A boca desceu direto para a buceta da viúva, ainda encharcada do primeiro orgasmo, e chupou o clitóris com fome ao mesmo tempo que enfiaava a língua fundo. Isabel gritou contra a buceta de Carmen, agora de novo na sua cara, e recomeçou a lamber com a mesma voracidade.

As duas se comiam sem piedade. Carmen abria os lábios de Isabel com os dedos, chupava o clitóris inchado, enfiava a língua e dois dedos de novo, fodendo enquanto gemia na carne molhada. Isabel fazia o mesmo: a boca a engolir a buceta morena, a língua a bater no clitóris, os dedos a abrir a entrada e a enfiar fundo, o polegar a pressionar o cu apertado. O cheiro de sexo era denso, suor e óleo e gozo misturados. A maca rangia com o movimento das ancas, as duas a esfregar-se na cara uma da outra, a chupar, a lamber, a morder de leve os lábios inchados.

— Chupa mais forte… assim… a minha buceta tá a pingar na tua língua — gemia Carmen entre lambidelas, a voz abafada pela coxa de Isabel. — Vou gozar de novo… juntas… quero sentir-te a tremer na minha boca…

Isabel não respondia com palavras, só com a língua mais rápida, os dedos curvados a massajar por dentro enquanto chupava o clitóris até Carmen gritar. O segundo orgasmo da viúva veio primeiro: o corpo a sacudir sob o peso de Carmen, a buceta a contrair nos dedos e na boca da curadora, um gemido longo e rouco abafado contra a carne molhada. Carmen gozou logo a seguir, as coxas a apertarem a cabeça de Isabel, a buceta a pulsar e a escorrer na língua da viúva, o corpo inteiro a tremer em espasmos suados.

Ficaram assim por longos segundos, a lamber devagar os restos uma da outra, ofegantes, os corpos colados e brilhantes. Carmen virou-se devagar, deitando-se de lado na maca apertada, o rosto ainda entre as coxas de Isabel, a respiração quente na buceta latejante. Isabel mantinha a boca aberta contra a fenda da outra, a língua a sair de vez em quando para um lambisco lento. O ar cheirava a gozo e amêndoas. As dores de Isabel tinham sumido por completo, mas o desejo ainda queimava baixo no ventre, pedindo a próxima rodada, a próxima forma de se abrirem uma à outra naquela casa antiga onde o silêncio finalmente se partira.

As duas ficavam na maca estreita, peitos colados, bucetas ainda latejando uma contra a língua da outra, o ar cheio de gozo fresco e óleo de amêndoa. Carmen puxou o ar com força, o peito a subir e descer contra a barriga de Isabel, saliva e porra misturadas a escorrer-lhe do queixo. Isabel ofegava de boca aberta, as coxas a tremerem devagar, o clitóris inchado a roçar o nariz da curadora cada vez que se mexia. O suor escorria entre os seios delas, quente, salgado, e o cheiro grosso de sexo molhado impregnava a madeira da sala.

Carmen deslizou para cima, devagar, o corpo oleado a esfregar no de Isabel até as bocas se encontrarem. Beijou-a com a língua ainda a saber a buceta, profunda, lambendo os dentes, chupando o lábio inferior até Isabel gemer dentro da boca dela. Os seios amassavam-se, mamilos duros a roçar, e Carmen enfiou a mão entre as pernas da viúva outra vez, só para sentir a humidade quente que ainda pingava.

— Volto sempre que quiseres — murmurou contra a boca de Isabel, a voz rouca de quem tinha acabado de gozar duas vezes. — É só chamares. Marco na agenda, trago o óleo, trago a fome. O teu corpo já é meu pra abrir quando doer… e quando não doer.

Isabel sorriu, os olhos escuros ainda vidrados de tesão, e puxou Carmen pelo cabelo suado. Beijou-lhe o pescoço, mordeu a clavícula, depois desceu a mão até à bunda da curadora e apertou forte, abrindo as nádegas com os dedos.

— Vem pro banho comigo agora — disse, a voz baixa e suja. — Quero lavar essa buceta que acabei de chupar, quero ensaboar-te os peitos e meter os dedos outra vez enquanto a água escorre. Anda.

Levantaram-se da maca cambaleando, pernas moles, fios de gozo a escorrerem pelas coxas internas. Isabel puxou Carmen pelo corredor até à casa de banho antiga, azulejos brancos rachados, banheira de pé de galo funda. Abriu a torneira quente, o vapor a subir logo, e empurrou a curadora para dentro antes da água encher. As duas entraram nuas, pele brilhante de óleo e saliva, e a água quente bateu nos peitos, escorrendo entre as pernas, lavando o cheiro mas não o desejo.

Isabel pegou no sabão, esfregou as mãos até fazer espuma e passou as palmas nos seios grandes de Carmen, apertando, rolando os mamilos entre os dedos enquanto a água escorria. Carmen gemeu, encostou-se à parede da banheira, abriu as pernas. Isabel desceu, ajoelhou-se na água rasa, ensaboou as coxas morenas, subiu até à buceta inchada e abriu os lábios com os polegares. A espuma misturou-se com a humidade fresca. Metade da língua de Isabel já estava outra vez no clitóris de Carmen, chupando devagar sob a água corrente, enquanto dois dedos entravam fundo, curvados, massajando aquele ponto que fazia a curadora tremer e prender a respiração.

— Porra, Isabel… mais fundo — rosnou Carmen, as mãos nos cabelos molhados da viúva, empurrando a cara dela contra a buceta. — Chupa enquanto me fodes com a mão. Quero gozar outra vez aqui dentro, quero ver a água levar o meu gozo pela tua garganta.

Isabel obedeceu, chupando o clitóris inchado com barulho molhado, os dedos a entrarem e saírem rápidos, a água a salpicar. Carmen gozou de pé, coxas a tremerem violentamente, a buceta a contrair e a escorrer na boca de Isabel, um gemido longo a ecoar nos azulejos. Isabel engoliu tudo o que pôde, depois subiu, beijou-lhe a boca com gosto de porra fresca e empurrou Carmen para se sentar na beira da banheira.

Agora era a vez dela. Carmen puxou Isabel para o colo, de costas para si, abriu-lhe as pernas largas sob a água e meteu três dedos de uma vez na buceta encharcada da viúva. Fodeu-a com força, o polegar no clitóris, a outra mão a apertar um seio, a torcer o mamilo. Isabel cavalgava aqueles dedos, a água a bater nos peitos, a bunda a esfregar no monte de vénus de Carmen. Gemia alto, sem vergonha, pedindo mais fundo, mais rápido.

— Assim… caralho, fode essa buceta… quero sentir a tua mão inteira — ofegava Isabel, a cabeça caída para trás no ombro de Carmen. — Amanhã ainda quero sentir os teus dedos quando me sentar.

Carmen acelerou, chupou o pescoço dela, mordeu, e Isabel gozou gritando, a buceta a esguichar quente à volta dos dedos, o corpo a sacudir na água. Ficaram assim mais uns minutos, ofegantes, a água a escorrer, mãos a roçarem peitos e coxas sem pressa de parar de vez. Depois se lavaram de verdade, sabão entre as nádegas, dedos a limparem as fendas ainda sensíveis, risos baixos quando escorregavam e voltavam a se apalparem.

Saíram da banheira pingando, enxugaram-se com toalhas grossas, mas os corpos continuavam quentes, mamilos duros, bucetas a latejarem. No quarto, enquanto Carmen vestia o vestido molhado nas beiradas e Isabel só punha um roupão entreaberto, as duas riam baixinho, já a combinarem.

— Próxima semana — disse Isabel, puxando Carmen pela cintura, a mão a descer até apertar a bunda por cima do tecido. — Tu trazes aqueles brinquedos que falaste no telefone. Quero o consolo grosso na minha buceta enquanto me chupas o cu. Quero ficar de quatro na maca e tu a me foder com a cinta até eu gozar no chão.

Carmen riu, um som sujo, e mordeu o lábio de Isabel.

— Trago o vibrador grande também. Vou enfiar na tua buceta e no teu cu ao mesmo tempo enquanto te monto a cara. Quero ver-te a babar e a pedir porra de brinquedo. E se te portares bem, trago as algemas. Prendo-te as mãos e abro-te as pernas até não dares mais.

Isabel puxou-a para a porta, as duas ainda a rirem, mãos a roçarem peitos por baixo da roupa, o cheiro de sexo limpo ainda a subir delas. Pararam na soleira, Carmen com a bolsa na mão, Isabel com o roupão aberto o bastante para mostrar a buceta ainda vermelha e brilhante.

— Segunda-feira, nove da manhã — confirmou Isabel, a voz grossa. — E vem com a buceta já molhada, porque a primeira coisa que faço é te sentar na minha cara outra vez.

Carmen saiu pela porta, mas virou-se no último segundo, o sorriso safado.

— E eu vou te deixar a pingar gozo até a próxima visita, viúva puta.

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