No Luxo da Suíte, Ela Se Tocava Pensando Nele
Na suíte do hotel, Brigitte se masturba gemendo o nome de Theo enquanto imagina ele metendo nela.
Eu fechei a porta da suíte com o ombro, o cartão-chave ainda escorregadio na mão suada, e encostei a testa na madeira fria por um segundo. Vinte e oito anos, executiva cheia de reunião e PowerPoint, e aqui estava eu, Brigitte, num hotel cinco estrelas no meio de uma viagem de trabalho que devia ser só isso: trabalho. Mas o corpo não mentia. O corredor do décimo quinto andar ainda cheirava a carpete novo e ar-condicionado limpo, e eu só conseguia sentir o eco da voz dele no bar, horas atrás.
Theo. Alto pra caralho, ombros largos que esticavam a camisa social escura, braços musculosos que eu imaginei segurando meu quadril enquanto ele ria baixo da piada idiota que eu soltei sobre o cliente chato da manhã. A gente flertou descarado. Olhares longos por cima da borda do copo de uísque. Ele se inclinou pra perto, o polegar roçando de leve o meu joelho por baixo da mesa alta, e sussurrou — aquele tom rouco que desceu direto pra entre as minhas pernas — que adoraria me ver me tocando. “Só imagina”, ele disse, quase colado na minha orelha, o hálito quente de bourbon. “Você sozinha depois, a mão descendo devagar… eu daria tudo pra assistir.” Eu ri, nervoso e molhado ao mesmo tempo, e respondi que ele era um safado. Ele só sorriu aquele sorriso torto, confiante, e pediu mais uma rodada. A tensão ficou no ar igual fumaça. Depois cada um foi pro seu andar. Eu subi pro meu, ele pro dele. E agora eu estava aqui, sozinha, a camisola de seda preta ainda grudada no corpo do suor do dia, o cansaço sumindo no segundo em que fechei os olhos e vi de novo aquele sorriso.
A cama king size ocupava quase metade do quarto. Lençóis brancos caros, travesseiros altos demais, a luz amarela do abajur deixando tudo meio dourado e sujo de intenção. Eu tirei o salto, joguei a bolsa na poltrona e fiquei de pé um minuto só sentindo o silêncio. Meu corpo já esquentava. Os seios pesados dentro do sutiã que eu nem tinha tirado direito, o tecido da camisola roçando nos mamilos duros só de lembrar da mão dele quase na minha coxa. “Porra, Theo”, murmurei alto, a voz saindo rouca. Eu caminhei até a cama e me joguei de costas, as pernas abertas sem nem perceber. A seda subiu nas coxas. Eu fechei os olhos e deixei a memória tomar conta.
Ele tinha falado baixo, pra ninguém mais ouvir: “Eu te olharia o tempo todo. Você esfregando essa buceta gostosa pensando em mim.” Eu respondi na hora, ousadia misturada com vinho: “E se eu fizer isso mesmo quando chegar no quarto?” Ele mordeu o lábio inferior, os olhos escuros brilhando. “Então geme o meu nome bem alto. Quero imaginar o som.” Agora, deitada, eu deslizei a mão direita por baixo da camisola. A pele da barriga estava quente. Os dedos passaram pela calcinha de renda — já úmida, caralho, já encharcada só da conversa — e eu puxei o tecido pro lado. O clitóris inchado latejava assim que eu toquei. Lento. Circular. Exatamente como eu imaginei que seriam os dedos grossos dele.
“Isso… assim”, eu suspirei, a outra mão subindo pra apertar o seio esquerdo por cima da seda. O mamilo doía de tão duro. Eu apertei com força, o polegar esfregando em círculos enquanto os dedos da mão direita faziam o mesmo embaixo, devagar demais de propósito. O prazer subia em ondas preguiçosas. Eu abri mais as pernas, o joelho dobrado, o pé plantado no colchão macio. A camisola subiu até a cintura. Eu conseguia sentir o ar-condicionado gelado no meu cu exposto, no molhado que escorria já pra bunda. “Theo… porra, Theo”, gemi baixinho, o nome saindo quase como confissão. Eu queria que ele estivesse na poltrona, pernas abertas, o pau duro marcando a calça, só assistindo. Queria ouvir ele mandar eu ir mais fundo.
Eu enfiei o dedo do meio devagar, só a ponta primeiro, sentindo as paredes quentes se apertarem. Depois mais um. Dois dedos entrando e saindo molhados, o polegar ainda no clitóris, círculos firmes agora. O som era obsceno — molhado, rítmico, a cama quase sem ranger de tão cara. Eu apertei o seio com mais força, a unha roçando o mamilo, e soltei um gemido mais alto. “Me fode… imagina você me fodendo agora.” A fantasia veio nítida: Theo em cima de mim, aquela porra toda de músculo pressionando, a boca no meu pescoço, o pau grosso abrindo caminho devagar enquanto ele falava putaria no meu ouvido. “É assim que você gosta, né, safada? Se tocando igual uma putinha pensando no colega.” Eu rebolei contra a própria mão, os quadris subindo do colchão. Os dedos iam mais fundo, curvados, procurando aquele ponto que fazia minha barriga tremer.
O suor começou a brilhar entre os seios. Eu puxei a alça da camisola pra baixo, liberei um peito inteiro, e apertei a carne macia com a mão esquerda enquanto a direita trabalhava sem parar. O clitóris estava tão inchado que doía gostoso cada vez que o polegar passava por cima. Eu gemia o nome dele entre dentes: “Theo… Theo, mete fundo… assim…” A voz saía falhada. Eu me via no espelho do teto da suíte — sim, tinha um espelho caro lá em cima, safadeza de hotel de luxo — e a imagem me deixou ainda mais molhada. Eu, pernas abertas, dois dedos sumindo dentro da buceta brilhante, seio exposto, cabelo bagunçado no travesseiro, boca entreaberta. “Olha pra mim”, eu sussurrei como se ele estivesse ali. “Olha como eu fico só de pensar na sua pica.”
A tensão no baixo ventre apertava. Eu acelerava um pouco, depois voltava pro ritmo lento, deliciosamente cruel, porque não queria gozar ainda. Queria ficar nesse fio. Queria carregar essa fome até o dia seguinte, até talvez esbarrar com ele de novo no café da manhã e ver se o olhar dele ainda prometia a mesma coisa. Eu enfiei o terceiro dedo — aperto gostoso demais — e forcei a entrada, o polegar esfregando o clitóris em círculos apertados agora. “Ah, porra… isso…” O gemido saiu mais alto. Eu mordia o lábio pra não gritar. A mão no peito desceu um pouco, apertou a carne logo abaixo do mamilo, depois voltou a puxar o bico com dois dedos, esticando, soltando. Cada puxão mandava um choque direto pra buceta.
Eu lembrei das palavras exatas dele no bar, o jeito que a voz baixou quando falou que queria me ver gozando sozinha. “Quero saber como você fica quando goza pensando em mim.” Eu respondi na época rindo, mas a verdade era que eu já estava encharcada naquele banquinho alto. Agora eu rebolava de verdade, a mão inteira trabalhando, o som molhado enchendo o quarto silencioso. “Estou te mostrando”, confessei pro teto, pros lençóis, pra fantasia. “Olha… tô toda aberta pra você. Dedos no lugar da sua pica. Seios pra você morder.” Eu imaginei a boca dele chupando meu mamilo enquanto eu me dedava, a língua grossa, os dentes de leve. O corpo inteiro tremeu. Mais um pouco e eu ia gozar forte, mas segurei na beira de propósito, diminuindo a pressão no clitóris, só deslizando os dedos pra dentro e pra fora bem devagar, sentindo cada centímetro molhado.
A respiração saía pesada. Suor no pescoço, nas coxas internas. Eu virei a cabeça pro lado, vi a luz da cidade piscando pela janela enorme, e sorri sozinha, safada. Amanhã a gente ia se ver de novo na reunião. Eu ia chegar com a calcinha já úmida só de lembrar dessa noite. E se ele chegasse perto o suficiente pra sentir o meu cheiro? Se ele sussurrasse de novo? Eu enfiei os dedos até o fundo uma última vez nessa posição, apertei o seio com força, e gemi o nome dele bem claro, sem vergonha:
“Theo… porra, Theo, me fode…”
A onda ficou latente, quente, pulsando bem ali, pronta pra explodir mas ainda contida. Eu tirei os dedos devagar, brilhantes de molhado, e passei eles nos lábios, lambendo o gosto salgado e doce de mim mesma como se fosse o prévia da boca dele. A camisola estava toda amarrotada na cintura. Eu continuei deitada, pernas ainda abertas, o corpo inteiro vibrando naquele limite gostoso, sabendo que a noite ainda era longa e que a fantasia não tinha terminado. Não nem perto.
Eu ainda estava naquela beira deliciosa, os dedos brilhando na minha boca, o gosto de mim mesma misturado com a fantasia dele. O corpo inteiro pulsavava, a buceta aberta e latejando no ar-condicionado gelado, os lençóis já manchados debaixo da minha bunda. Eu não conseguia parar. A onda que eu tinha segurado com tanta crueldade agora pedia pra estourar, e eu ia deixar.
Abri as pernas bem abertas, os joelhos dobrados, os pés plantados firme no colchão macio da king size. A camisola de seda preta estava toda amarrotada na cintura, um peito ainda exposto, o mamilo inchado e vermelho de tanto eu puxar. Deslizei a mão direita de novo pra baixo, sem pressa no começo, só pra sentir o quão encharcada eu estava. Os lábios da buceta inchados, escorregadios, o clitóris latejando forte como um coração à parte. “Theo… caralho, Theo”, murmurei, a voz já rouca de tanto gemer sozinha.
Enfiei dois dedos de uma vez só. A entrada molhada e quente engoliu fácil, as paredes se apertando em volta como se quisessem sugar mais. Eu empurrei até o fundo, sentindo o nó dos dedos bater no ponto que fazia minha barriga tremer, e o polegar já começou a massagem rápida e forte no clitóris. Circular, apertado, sem piedade agora. O som molhado encheu o quarto de novo — chup-chup obsceno, rítmico, a cama ranger baixo debaixo do meu rebolado.
A fantasia veio nítida pra caralho. Theo ali em cima de mim, aqueles ombros largos cobrindo tudo, a camisa social aberta, o peito peludo roçando nos meus seios. Eu imaginava o pau grosso dele abrindo caminho no lugar dos meus dedos, metendo com força, as bolas batendo na minha bunda a cada estocada. “Isso, mete fundo, porra”, gemi alto, a mão esquerda apertando o seio exposto com força, o polegar esfregando o mamilo no mesmo ritmo frenético do clitóris. “Me fode igual você prometeu no bar, safado. Olha pra mim gozando na sua pica.”
Os dedos iam e vinham rápido agora, curvados, encharcados até o pulso. Eu rebolava contra a própria mão, o quadril subindo e caindo no colchão, a buceta fazendo barulho de puta barata em suíte de luxo. O polegar não parava — rápido, forte, esfregando o capuz inchado pra lá e pra cá, círculos apertados que mandavam choque direto na espinha. O suor escorria entre os peitos, pelo pescoço, escorria pela coxa interna misturado com o meu suco que já pingava. Eu via no espelho do teto: eu toda aberta, pernas abertas demais, dois dedos sumindo e aparecendo brilhantes, o rosto contorcido de tesão, a boca aberta gemendo o nome dele sem vergonha nenhuma.
“Theo… Theo, porra, assim… mais forte…” A voz saía quebrada, quase grito. Eu imaginei ele segurando minhas coxas abertas com aquelas mãos grandes, enfiando até o talo, a boca no meu ouvido falando putaria: “Grita meu nome, Brigitte. Goza nessa pica. Me mostra como essa buceta safada goza sozinha pensando em mim.” Eu respondia alto pra fantasia, pro quarto vazio, pros lençóis caros: “Tô gozando pra você, caralho. Olha como eu fico molhada só de imaginar sua porra toda dentro.”
A tensão no baixo ventre apertou de repente, uma corda prestes a estourar. Eu acelerei tudo — dedos metendo fundo e rápido, polegar massacrando o clitóris sem freio, a outra mão puxando o mamilo com força quase dolorosa. O corpo inteiro tremeu. As paredes da buceta se contraindo violentas em volta dos dedos, sugando, pulsando. E aí veio.
O gozo explodiu forte pra caralho. Eu gritei o nome dele, alto, sem freio, a voz ecoando na suíte: “Theo! Porra, Theo, tô gozando… ah, caralho, Theo!” O corpo inteiro em espasmos, as coxas tremendo descontroladas, o quadril subindo do colchão numa curva arqueada. Os sucos escorreram quentes pela coxa interna, encharcando os lençóis brancos numa poça escura e brilhante. Eu continuei metendo os dedos mesmo no meio do orgasmo, cavalgando a própria mão enquanto as ondas vinham uma atrás da outra, cada espasmo mais forte, a buceta jorrando mais um pouco a cada contração. O clitóris latejava debaixo do polegar, hipersensível, mas eu não parava, esfregando até a última gota de prazer.
Os gemidos saíam falhados, quase choro de alívio. “Isso… fode… me fode, Theo…” Eu via estrelas atrás das pálpebras fechadas, o corpo inteiro suado e mole e ainda assim trêmulo. Os dedos dentro de mim ainda eram apertados pelas paredes que se contrainham em espasmos menores, o suco escorrendo devagar pela bunda agora, molhando tudo. A respiração vinha em soluços pesados. Eu abri os olhos devagar, o teto com espelho me devolvendo a imagem de uma mulher destruída de tesão: cabelo colado na testa, seio marcado de unha, pernas ainda abertas largas, a mão molhada até o pulso parada lá dentro.
Mas a fome não tinha morrido de vez. O gozo tinha sido intenso pra porra, o corpo ainda formigando, mas a fantasia continuava viva atrás dos olhos. Eu tirei os dedos devagar, o som molhado de saída quase obsceno demais, e passei eles de novo na boca, lambendo cada gota como se fosse porra dele. O gosto salgado-doce me fez gemer baixo de novo. “Amanhã… amanhã eu te vejo de novo”, confessei pro silêncio do quarto, a voz rouca. Eu imaginei ele no café da manhã, aquele sorriso torto, os olhos escuros sabendo exatamente o que eu tinha feito. Será que ele ia sentir o cheiro de sexo ainda grudado em mim? Será que eu ia chegar na reunião com a calcinha já outra vez úmida só de lembrar desse gozo gritado?
Eu rolei de lado, as pernas ainda moles, a camisola presa na cintura, um fio de suco escorrendo devagar pela coxa até o lençol já estragado. A mão esquerda desceu de novo, preguiçosa, só acariciando os lábios inchados, sentindo o quanto eu ainda latejava. Não era pra gozar de novo agora. Era pra manter a fome viva. Eu fechei os olhos e vi Theo de novo: ele na poltrona, a braguilha aberta, o pau duro na mão, me mandando continuar. “Mais uma vez, Brigitte. Quero ouvir você gritar de novo.”
O corpo inteiro ainda vibrava naquele pós-orgasmo quente e sujo. Eu enfiei só a ponta de um dedo de leve, só pra sentir o aperto gostoso, e sussurrei o nome dele outra vez, mais baixo, quase promessa: “Theo… ainda não terminei contigo.” A noite era longa. A suíte cheirava a sexo e seda molhada. E eu sabia que, quando a luz da manhã entrasse pela janela enorme, eu ainda ia estar com o gosto dele na boca — mesmo que fosse só da minha própria mão.
Eu ainda tremia quando o último espasmo soltou o corpo. A respiração vinha em puxões curtos, o peito subindo e descendo depressa demais, o suor esfriando na pele e deixando a camisola de seda colada nas costas e entre os seios. Um sorriso idiota, largo, safado, não saía da minha boca. Eu virei a cabeça no travesseiro e ri baixinho sozinha, o som rouco ecoando na suíte silenciosa. Porra, tinha gozado tão forte que as coxas ainda latejavam, o clitóris hipersensível latejando contra o ar-condicionado gelado que batia direto na buceta aberta e inchada.
Levantei a mão direita devagar. Os dedos brilhavam até o meio da palma, cobertos daquele mel grosso e quente que eu mesma tinha fabricado gritando o nome dele. Cheguei os três na boca sem pressa. A língua saiu devagar, lambeu a base do indicador primeiro, depois chupou o médio inteiro, sentindo o gosto salgado-doce de tesão puro. Fechei os olhos e gemí de novo, mais baixo, saboreando. Era o gosto da minha fome. Era o gosto de tudo que eu tinha imaginado ele metendo fundo enquanto eu me fodia sozinha. Passei a língua entre os dedos, chupei até limpar, e ainda assim voltei a lamber o polegar devagar, como se fosse a cabeça do pau dele pingando.
O corpo inteiro estava mole e ao mesmo tempo elétrico. Eu rolei de lado, a camisola ainda amassada na cintura, um peito de fora, o mamilo vermelho e marcado das minhas próprias unhas. A mão esquerda desceu preguiçosa pela barriga suada e parou em cima da buceta latejante, só cobrindo, sentindo o calor que ainda saía dali. Os lábios estavam inchados, escorregadios, um fio fino de gozo escorrendo devagar pela fenda da bunda e manchando mais o lençol branco já destruído. Eu apertei de leve com a palma inteira e soltei um suspiro comprido, sorrindo de novo contra o travesseiro.
“Amanhã”, murmurei alto, a voz ainda embargada de orgasmo. “Amanhã eu transformo isso em carne.”
A ideia nasceu clara enquanto eu ainda lambeava o gosto de mim mesma dos cantos da boca. Café da manhã na suíte. Não no restaurante lá embaixo, cheio de executivos de terno e conversa de PowerPoint. Aqui. Nesta cama. Nestes lençóis que ainda cheiravam a buceta gozada. Eu ia mandar mensagem cedo, bem cedo, antes dele descer. Algo simples, direto, no mesmo tom safado da noite no bar: “Theo, sobe pro 1523. Pedi café pra dois. Quero te ver de verdade desta vez.” Ele ia entender. O olhar dele no bar já tinha prometido exatamente isso. Aquele polegar roçando meu joelho, a voz rouca colada na minha orelha dizendo que queria me ver me tocando… ele estava com a mesma fome. Eu sentia. Tinha sentido o pau dele endurecer só de imaginar, mesmo por cima da calça. A mesma vontade bruta.
Fechei os olhos e me vi amanhã. Eu abrindo a porta de camisola só, sem calcinha, o cabelo ainda bagunçado de sono e de tesão velho. Ele entrando, aquele sorriso torto, os ombros largos enchendo o batente. Eu puxando ele pela gravata antes mesmo do café esfriar na bandeja. A boca dele na minha, quente, com gosto de pasta de dente e desejo. As mãos grandes dele descendo direto pra minha bunda, apertando, sentindo que eu já estava molhada de novo só de esperar. Eu ia contar. Ia encostar os lábios no ouvido dele e sussurrar enquanto ele me empurrava pra trás na cama: “Goziei gritando seu nome ontem à noite. Três dedos no lugar da sua pica. Quer ver como eu fiquei?”
O pensamento mandou outro calafrio gostoso pela espinha. A mão que cobria a buceta se mexeu sozinha. Dois dedos deslizaram devagar entre os lábios inchados, só espalhando o molhado que ainda saía, sem entrar de verdade. Eu estava sensível demais, mas o toque leve mantinha a fome viva, exatamente como eu queria. Rebolei de leve contra a própria palma, o clitóris inchado roçando a base dos dedos. “Ele também quer”, confessei pro teto de espelho. “Tá com o pau duro agora pensando em mim, eu sei.”
Imaginei ele no quarto dele, alguns andares abaixo ou ao lado, sei lá. A mão grande fechada no pau grosso, relembrando o jeito que eu ri nervoso e molhado quando ele falou aquelas putarias. Talvez ele tivesse gozado também, sozinho, gemendo meu nome baixinho pra não acordar a parede. A ideia me deixou ainda mais molhada. Empurrei a ponta do dedo médio só um centímetro pra dentro, sentindo as paredes ainda latejarem e se apertarem no vazio que ele ia preencher amanhã. O sorriso voltou, maior.
Levantei devagar, as pernas tremendo um pouco, e caminhei até a janela enorme de meia-luz. A cidade piscava lá embaixo, carros e luzes distantes. Eu estava nua da cintura pra baixo, a camisola presa só num ombro, o gosto de gozo ainda na língua. Peguei o celular na mesa de cabeceira. A tela acendeu. O número dele estava ali, salvo desde o bar, quando a gente trocou “pro caso de precisar falar de trabalho”. Que piada. Digitei devagar, sem enviar ainda, só pra sentir o peso das palavras:
“Acordei molhada lembrando de você. Sobe tomar café aqui na suíte amanhã cedo. 1523. Vem faminto.”
Apaguei. Reescrevi mais direta. Apaguei de novo. O corpo inteiro formigava com a certeza. Eu ia mandar de manhã, quando a luz entrasse de verdade. Agora era só guardar essa fome. Voltei pra cama, me joguei de bruços no meio da poça que eu mesma tinha feito, o rosto enterrado no travesseiro que cheirava a sexo e perfume caro. A bunda pra cima, as pernas abertas o bastante pra sentir o ar gelado lambendo a buceta ainda aberta e brilhante. A mão escorregou por baixo do corpo outra vez, achou o clitóris inchado e só fez carinho lento, circular, quase inocente. Não era pra gozar de novo. Era pra lembrar o corpo de quem mandava na fantasia até o sol nascer.
Fiquei naquilo longos minutos, ofegante de novo, sorrindo contra o tecido. Planejava cada detalhe. O café ia chegar às sete e meia. Croissant, frutas, café preto forte do jeito que ele tinha pedido no bar. Eu ia abrir a porta assim, suja de sono e de ontem. Ia puxar ele pra dentro antes que dissesse bom dia. Ia colocar a mão dele direto entre as minhas pernas e deixar ele sentir o quanto eu ainda escorria por causa dele. “Mete”, eu ia dizer simples. “Do jeito que eu imaginei a noite inteira.”
O cansaço bom começou a descer de verdade. Os músculos afrouxaram. A mão parou, só descansando em cima da buceta quente, dona daquilo tudo. Eu lambi os lábios pela última vez, ainda sentindo o gosto salgado-doce nos cantos da boca, e fechei os olhos com o sorriso colado no rosto.
A suíte ficou em silêncio completo, só o ar-condicionado e o meu coração desacelerando. O sexo sozinho tinha acabado. O corpo estava saciado e ao mesmo tempo faminto de amanhã. E enquanto o sono me levava de vez, eu guardava apertado o único segredo que ele ainda não sabia: eu já tinha escolhido a gravata que ele ia usar quando eu o puxasse pra dentro desta cama. Aquela escura, a mesma da noite no bar. Porque eu tinha prestado atenção demais nele o tempo todo. E amanhã, quando a porta se fechasse atrás de nós dois, Theo ia descobrir que a mulher que ele provocou no bar já tinha gozado gritando o nome dele até a voz falhar… e que ela não pretendia gozar sozinha nunca mais.
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