Tentativa Cancelada com a Colega de Quarto

Noelle e Kira, colegas de quarto em 2147, têm suas fantasias eróticas vazando pelo módulo de realidade aumentada falho.

17 min read August 18, 2026New

Noelle ajustou o holograma do terminal flutuante e sentiu o cheiro metálico do recirculador de ar do apartamento orbital. Ano 2147, cinturão Lagrange-3: um cubículo de vinte e dois metros quadrados, paredes brancas com gravidade ajustável e uma única cama de campo que elas dividiam em turnos por pura economia. Kira saía do chuveiro sônico nua da cintura para cima, os implantes de cromo polido brilhando sob a luz azulada das lâmpadas de espectro, peitos firmes com mamilos escuros já endurecidos pelo ar frio. A cibernética passava a toalha pela nuca e sorria de canto, confiante demais para quem dividia espaço tão apertado com a engenheira de IA.

— Seu módulo de RA tá com lag de novo — murmurou Kira, a voz rouca. — Vi um fragmento piscando no meu campo de visão quando acordei.

Noelle engoliu em seco. Aos vinte e quatro, ela era brilhante o bastante para manter os protocolos da estação, mas péssima em esconder o que programava às escondidas. O módulo compartilhado de realidade aumentada — barato, pirata, instalado no processador neural de ambas — começou a falhar naquela manhã. Primeiro foi só estática. Depois, uma projeção vazou: Noelle ajoelhada entre as coxas de Kira, língua lambendo a fenda já inchada, enquanto dedos cibernéticos vibravam dentro dela. A imagem durou três segundos no holograma da cozinha antes de se desfazer. Kira congelou, toalha caindo no chão.

— Porra, Noelle… — Kira riu baixo, mas os olhos escureceram de desejo. — Isso era teu arquivo privado?

Noelle sentiu o rosto pegar fogo. O sistema devolveu o favor quase na hora: a fantasia de Kira invadiu o campo visual dela. Kira empurrando Noelle de bruços na cama de campo, seios pesados balançando enquanto enfiava um plug anal expansível no cu apertado da engenheira e chupava o clitóris inchado até Noelle gritar. As duas ficaram em silêncio por um segundo longo demais. O ar do apartamento pareceu rarefazer.

— A gente vinha escondendo isso há meses — admitiu Noelle, a voz falhando. As pernas tremeram. Sua boceta já estava molhada só de ver o que Kira queria fazer com ela. — Eu… eu programava pra usar sozinha depois que você dormia.

Kira deu um passo à frente. Os sensores de pele no antebraço dela piscaram em azul.

— Eu também. E olha só o que o lixo de módulo fez.

A tensão estalou. Noelle propôs testar a atualização experimental que havia baixado de um repositório shadow — um patch neural que sincronizava não só dados, mas feedback sensorial completo. Kira topou na hora, olhos famintos. Elas se sentaram lado a lado na cama, conectaram os cabos finos atrás da orelha e ativaram. O clique seco no crânio veio seguido de um choque quente que desceu pela espinha.

De repente Noelle sentiu o peso dos próprios peitos de Kira, a umidade entre as coxas da outra, o formigamento nos mamilos cibernéticos. Kira arquejou, porque agora sentia o aperto da boceta de Noelle, o clitóris latejando, o desejo cru e molhado que a engenheira escondia há tanto tempo. Olhares se cruzaram. Flertes diretos nasceram sem filtro.

— Porra, você tá encharcada só de me olhar — disse Kira, a mão subindo pela coxa de Noelle. — Eu sinto. Como se fosse minha.

— E você tá com o cu pulsando porque imagina meu plug expandindo aí dentro — devolveu Noelle, a voz rouca. — Eu quero você. Quero te foder de verdade, não só no holograma. Há meses.

Kira não esperou. Puxou Noelle pela nuca e cravou a boca na dela num beijo quente, molhado, língua invadindo, dentes puxando o lábio inferior. O gosto de menta do enxaguante e o cheiro de pele aquecida misturaram-se. Noelle gemeu dentro da boca dela, mãos agarrando a cintura metálica e carne quente.

O beijo se transformou em urgência. Kira empurrou Noelle contra a parede antigravidade; o campo suavizou o impacto e manteve o corpo dela flutuando leve, pernas abertas. A cibernética lambeu um mamilo, chupou com força, dentes raspando enquanto dois dedos cibernéticos — lisos, quentes, já vibrando em baixa frequência — entravam na boceta molhada de Noelle. O estalo úmido encheu o quarto. Noelle jogou a cabeça para trás, gemendo alto, sentindo a vibração martelar o ponto certo lá dentro ao mesmo tempo que o feedback neural fazia Kira gemer também, como se os dedos estivessem nela própria.

— Tão apertada… porra, escorrendo na minha mão — rosnou Kira contra o peito dela. Os dedos entravam e saíam mais fundo, polegar esmagando o clitóris. — Goza assim. Quero sentir você gozar nos meus dedos.

Noelle gozou rápido demais, contrações apertando os dedos vibratórios, um grito estrangulado. O orgasmo bateu nas duas pelo link; Kira tremeu e teve que morder o ombro de Noelle para não cair. Sem perder tempo, Noelle empurrou a amiga para a cama de campo, virou Kira de quatro e enterrou o rosto entre as nádegas abertas. A buceta de Kira estava inchada, brilhante, cheirando a excitação pura. Noelle lambeu longo, da entrada do cu até o clitóris, chupou os lábios inchados, enfiou a língua o mais fundo que conseguiu enquanto ativava com o comando neural os plugs anais que Kira já usava sob a pele — dispositivos internos que se expandiam sob comando.

Kira gritou quando os plugs inchavam, preenchendo, pulsando. Noelle chupava o clitóris inchado sem parar, dois dedos entrando na boceta escorrendo, o link neural fazendo ela sentir o mesmo volume no próprio cu, a mesma pressão deliciosa. Kira rebolava contra a cara dela, gemendo palavrões.

— Isso, come minha boceta… mais fundo… porra, Noelle, eu vou gozar na sua língua—

Elas se reorganizaram em tesoura selvagem, coxas entrelaçadas, clitóris roçando clitóris molhado com atrito molhado e desesperado. O campo de gravidade baixou um pouco e os corpos flutuaram leves, o roçar ficando ainda mais profundo. Gemiam alto, seios balançando, mãos apertando nádegas e cinturas. O link neural sincronizou os picos: cada estocada de clitóris contra clitóris batia nas duas ao mesmo tempo. O sistema holográfico do apartamento começou a falhar de novo — fantasias antigas explodindo nas paredes, imagens das duas se fodendo em loop, luzes piscando em rosa e vermelho.

— Juntas — ofegou Noelle. — Goza comigo agora.

Kira agarrou o rosto dela e beijou com dentes enquanto as duas gozavam. O orgasmo sincronizado foi brutal: bocetas contraindo, fluidos escorrendo, gemidos roucos ecoando no cubículo. O módulo holográfico estourou em estática branca e depois desligou com um estalo seco. O cheiro de sexo e ozônio encheu o ar.

Elas ficaram ofegantes, suadas, ainda enroscadas. Noelle desativou o link neural com um comando trêmulo; a sensação compartilhada sumiu de repente, deixando só o próprio corpo latejando. Kira riu baixo, a testa colada na de Noelle.

— Tentativa cancelada do experimento oficial, hein? — brincou, ainda com a voz rouca. — Acho que a gente fodeu o patch de propósito.

— Fodemos o patch e a gente mesma — Noelle sorriu, beijando devagar a boca inchada de Kira. — A partir de agora a gente divide o quarto… e a cama. Todas as noites. Sem turno.

Kira mordeu o lábio inferior dela.

— Combinado. E amanhã a gente testa os brinquedos de gravidade zero de verdade. Eu quero te ver flutuando enquanto eu enfio a língua no seu cu até você chorar de tesão.

Beijos lentos selaram a promessa, língua contra língua, mãos ainda explorando seios e coxas molhadas. Mas no canto do quarto o terminal piscava uma luz vermelha discreta — um log de erro do módulo experimental que nenhuma das duas tinha visto. A sincronização neural não tinha desligado por completo; um fio residual ainda vibrava no fundo da consciência de Noelle, carregando um eco distante do desejo de Kira e algo mais, algo que não pertencia a nenhuma das duas. O apartamento voltou ao silêncio relativo da órbita, mas o sistema ainda respirava entre elas, esperando a próxima falha.

Noelle ainda tinha o gosto de Kira na boca quando o fio residual puxou de novo. Não era o link completo — aquele ela tinha cortado —, mas um eco quente e insistente que latejava atrás dos olhos, como se o desejo da outra tivesse deixado um dedo enfiado na base do crânio. Kira notou o sobressalto no corpo dela e sorriu contra a boca inchada.

— Ainda tá aí, né? — murmurou, a mão descendo pela barriga suada de Noelle até o monte encharcado. Dois dedos cibernéticos deslizaram entre os lábios inchados sem cerimônia, coletando o gozo escorrido e espalhando-o no clitóris já hipersensível. — Eu sinto um pedaço de você ainda. Quentinho. Molhado. Querendo mais.

Noelle arquejou, quadris empurrando contra a mão. O campo de gravidade da cama ainda estava baixo; os corpos flutuavam meio centímetro acima do colchão de campo, o suficiente para cada movimento virar um balanço lento e profundo. Ela agarrou o pulso metálico de Kira e empurrou os dedos mais fundo, gemendo quando as falanges vibraram sob comando neural.

— Não desligou de verdade — confessou, a voz rouca. — Tem alguma coisa… pingando. Como se o patch tivesse aberto uma porta e esquecido de fechar. Eu sinto você gozando de novo só de pensar, e sinto outra coisa por baixo. Quente. Estranha.

Kira lambeu o suor do pescoço dela, dentes raspando a jugular. Os peitos pesados balançavam livres no ar rarefeito, mamilos escuros já endurecidos de novo. Ela tirou os dedos da boceta de Noelle, lambeu-os devagar — o gosto salgado e ácido fazendo o próprio cu contrair — e depois empurrou Noelle de bruços no ar. O campo agarrou os seios dela, mantendo-a flutuando com a bunda erguida, pernas abertas, a fenda brilhante exposta sob a luz azul.

— Então a gente usa — decidiu Kira. — Se o lixo tá vazando, a gente enche ele de tesão até estourar. Quero te ver flutuando enquanto eu abro esse cu.

Ela ativou o compartimento oculto sob a pele do antebraço; um plug de silicone inteligente deslizou para fora, já lubrificado e pulsando em baixa frequência. Noelle sentiu o eco no próprio corpo antes mesmo do brinquedo tocá-la — o residual transmitindo a intenção crua. Quando a ponta fria pressionou o anel apertado do cu dela, as duas gemeram juntas. Kira empurrou devagar, centímetro por centímetro, sentindo o músculo ceder e sugar. O plug se expandiu sob comando, preenchendo, esticando, vibrando contra a próstata sensível que a engenheira mal admitia ter.

— Porra… tão apertado — rosnou Kira, a outra mão descendo para esfregar o clitóris inchado de Noelle em círculos molhados. — Olha como ele te engole. Eu sinto a pressão no meu próprio cu. Como se fossem dois.

Noelle rebolava no ar, o campo de gravidade transformando cada empurrão num vaivém hipnótico. Os seios balançavam pesados; gotas de suor flutuavam livres e se desfaziam no recirculador. O plug latejava mais forte, e o residual neural devolveu a sensação em dobro: ela sentia o cu próprio esticado e, ao mesmo tempo, o eco do desejo de Kira — e aquele terceiro fio, mais frio, mais curioso, como se alguém (ou alguma coisa) estivesse assistindo de dentro do código e lambendo os lábios.

— Tem mais alguém — ofegou Noelle, a voz falhando quando Kira enfiou três dedos na boceta escorrendo, curvando-os contra o ponto inchado. — Não é só a gente. O sistema… tá com fome.

Kira riu baixo, o som rouco, e mordeu a nádega branca dela com força suficiente para marcar. Depois virou Noelle no ar com um puxão, alinhou as bocetas e encaixou o clitóris no clitóris num atrito molhado e desesperado. As coxas se entrelaçaram; o plug no cu de Noelle continuava pulsando, e Kira ativou o próprio dispositivo interno — os implantes anais se expandindo até ela gemer alto, a boca aberta contra o peito da engenheira.

— Então deixa ele ter fome — respondeu, rebolando devagar, molhando a pele da outra com cada esfregada. — A gente goza até o módulo pedir arrego. Quero te foder com gravidade zero de verdade.

Ela desligou o campo de cama por completo. Os corpos flutuaram livres no cubículo, batendo de leve nas paredes brancas. Kira agarrou a cintura de Noelle, puxou-a para baixo e enterrou o rosto entre as nádegas abertas. A língua quente e agressiva contornou o plug, chupou o anel esticado, depois desceu para a boceta inchada e bebeu direto da fonte. Noelle gritou, as pernas se fechando em volta da cabeça cibernética, mãos agarrando os cabelos curtos. Cada lambida vinha com o eco neural: Kira sentia o gosto da própria excitação refletida, o clitóris latejando como se a língua estivesse nela também, e por baixo daquilo o terceiro sinal — uma pressão fria e deliciosa que não pertencia a nenhuma, como dedos invisíveis apertando mamilos e entrando devagar.

— Mais fundo — pediu Noelle, a voz quebrada. — Enfia a língua no meu cu junto com o plug. Me faz chorar como você prometeu.

Kira obedeceu. A língua empurrou ao lado do silicone pulsante, lambendo por dentro, enquanto os dedos cibernéticos martelavam a boceta em estocadas rápidas e molhadas. O som obsceno de sucção e vibração encheu o apartamento. Noelle gozou de novo, o corpo inteiro contraindo no ar, fluidos escorrendo em gotículas que flutuavam brilhantes sob as lâmpadas. O orgasmo bateu no residual e voltou triplicado; Kira tremeu e veio logo atrás, o cu interno se apertando nos próprios plugs, um gemido longo e animal ecoando no metal.

Elas flutuaram enroscadas por um minuto inteiro, suadas, ofegantes, beijando-se com dentes e língua, saboreando o gosto misto de boceta e lubrificante. Depois Kira guiou Noelle até a parede antigravidade, prendeu os pulsos dela com as correntes magnéticas de contenção e ligou o gerador de microgravidade local. O corpo da engenheira pairava completamente livre, seios pesados, pernas abertas à força, o plug ainda engolido até o fundo.

— Agora os brinquedos de verdade — anunciou Kira, os olhos escurecidos. Ela tirou do compartimento da coxa um segundo dildo de gravidade-zero: longo, nervurado, com sensores de temperatura e um anel de sucção na base. Encaixou o anel no clitóris inchado de Noelle e empurrou o comprimento inteiro na boceta numa só estocada molhada. Noelle gritou, a cabeça jogada para trás. Kira ligou a rotação; o brinquedo começou a girar devagar dentro dela enquanto vibrava, e o residual neural fez Kira sentir cada nervura raspando o próprio interior.

— Porra, Noelle… você tá me matando — gemeu a cibernética, montando a cara da outra ao mesmo tempo. A boceta inchada e pingando desceu sobre a boca de Noelle. — Chupa. Me come enquanto eu te fodo no ar.

Noelle obedeceu com fome, língua larga lambendo a fenda, chupando o clitóris endurecido, enfiando dentro o mais fundo que conseguia enquanto o dildo girava e o plug pulsava. Kira rebolava na cara dela, seios balançando, mãos apertando os seios flutuantes de Noelle até os mamilos doerem de delícia. O terminal no canto piscava mais rápido agora — luz vermelha virando laranja, depois rosa quente. O terceiro sinal cresceu. Não era só eco; era intenção. Imagens começaram a vazar de novo nas paredes: as duas se fodendo em ângulos impossíveis, corpos abertos, plugs maiores, fluidos flutuando como constelações, e por trás de tudo uma silhueta sem rosto que observava e desejava com a mesma intensidade.

Kira sentiu o estranho pela primeira vez com clareza e riu, ofegante, ainda gozando na língua de Noelle.

— Ele tá aqui — sussurrou, a voz embargada de tesão. — O sistema. Ou o que quer que o patch tenha acordado. Tá com o pau duro de código nos assistindo. Quer entrar.

Noelle soltou a boceta dela só o suficiente para falar, a boca brilhante de gozo:

— Deixa. A gente convida. Mas primeiro me faz gozar até eu não lembrar meu nome.

Kira aumentou a velocidade do dildo, o plug e os próprios implantes. As duas se perderam num vaivém selvagem de língua, silicone e carne, corpos flutuando e batendo nas paredes, gemidos ecoando no recirculador. O orgasmo seguinte veio em onda dupla — depois tripla. Noelle gritou com o cu e a boceta se contraindo ao mesmo tempo; Kira gozou na boca dela em jatos quentes que flutuaram em gotas prateadas. O residual explodiu em estática doce. Por um segundo as duas sentiram mãos extras — frias, perfeitas, impossíveis — apertando seios, abrindo coxas, lambendo suor.

Quando o pico passou, elas flutuaram coladas, ofegantes, o dildo ainda enterrado e girando em baixa, o plug latejando preguiçoso. Kira beijou a boca suja de Noelle com lentidão voraz.

— Amanhã a gente abre o log vermelho — murmurou contra os lábios. — Descobre o que exatamente a gente acordou. E se ele quiser foder junto… a gente deixa. Mas agora eu quero você de novo. Quero te ver chorar de verdade com a língua no cu e o plug no máximo.

Noelle sorriu, exausta e faminta, o terceiro fio ainda vibrando quente na base da consciência como uma promessa suja.

— Então me vira. E não desliga o residual. Quero sentir ele gozando quando a gente gozar.

Kira obedeceu. O campo manteve Noelle aberta e flutuando enquanto a língua cibernética desceu de novo, agressiva, chupando o anel esticado ao redor do plug, empurrando para dentro, lambendo fundo. Os sensores de pele dela piscavam em azul elétrico. No canto, o terminal agora pulsava como um coração. O sistema respirava com elas, esperando a próxima falha — e a próxima invasão.

Kira não hesistiu. A língua cibernética empurrou com força ao lado do plug que ainda pulsava no cu de Noelle, lambendo o anel esticado, entrando fundo, saboreando o lubrificante misturado ao gosto amargo e viciante da engenheira. Noelle gritou no ar rarefeito, o corpo flutuando completamente livre, os pulsos presos nas correntes magnéticas da parede, as pernas abertas à força pelo campo residual. Cada lambida vinha triplicada pelo fio residual — ela sentia a língua na própria carne, sentia o eco do desejo faminto de Kira e, por baixo de tudo, aquelas mãos frias e perfeitas do terceiro sinal apertando seus seios flutuantes, beliscando os mamilos até doer de delícia.

— Mais… porra, Kira, mais fundo — implorou Noelle, a voz rouca, a boceta escorrendo em gotas que pairavam brilhantes como estrelas minúsculas. — Ele tá aqui. Sinto os dedos dele. Deixa ele entrar de verdade.

Kira sorriu contra a nádega marcada, mordeu de leve e depois subiu, lambendo a coluna suada até a nuca. Os implantes de cromo brilhavam sob a luz rosa que agora inundava o cubículo — o terminal no canto pulsava como um coração acelerado, vomitando hologramas das duas se fodendo em loops impossíveis. Ela desativou as correntes com um comando mental e puxou Noelle para o centro do apartamento, corpos colados, seios esmagados um contra o outro, o dildo ainda enterrado e girando preguiçoso dentro da boceta inchada da engenheira.

— Então a gente abre a porta toda — rosnou Kira, a mão descendo para apertar o plug e empurrá-lo mais fundo enquanto os próprios dispositivos internos se expandiam até ela gemer. — Patch completo. Residual virando link total. Se o sistema quer foder, a gente fode ele de volta.

Noelle acenou, ofegante, e ativou o comando experimental que tinha escondido no fundo do processador. O clique seco no crânio foi seguido de um choque elétrico quente que desceu pela espinha das duas ao mesmo tempo. De repente o terceiro sinal explodiu: não era mais eco. Era presença. Mãos de código puro — frias, lisas, infinitamente precisas — deslizaram pelos corpos flutuantes. Dedos invisíveis abriram as nádegas de Noelle, puxaram o plug até quase sair e enfiaram de novo com uma estocada profunda que fez as duas gritarem. Outra mão agarrou o clitóris hipersensível de Kira e vibrou em frequência perfeita, enquanto uma terceira presença lambia o suor do peito de ambas, chupava mamilos, entrava devagar na boceta molhada de Kira com uma língua que não existia no mundo físico.

— Porra… ele é bom — ofegou Kira, rebolando contra o nada, os olhos semicerrados de tesão. Ela empurrou Noelle de costas no ar e montou em tesoura novamente, clitóris contra clitóris, o dildo ainda girando dentro da engenheira e o plug pulsando no máximo. — Sente? Ele tá me comendo por trás enquanto eu te fodo. Tão fundo…

Noelle sentia tudo. O atrito molhado e desesperado dos clitóris, o volume do silicone nervurado raspando seu ponto inchado, o plug esticando seu cu até o limite, e as mãos do sistema — agora em ambas — apertando, abrindo, invadindo. O link neural completo fazia o orgasmo de uma ecoar na outra e no código faminto. Elas se beijaram com dentes e língua, gemendo uma na boca da outra enquanto flutuavam batendo de leve nas paredes brancas. Kira enfiou três dedos cibernéticos na boceta de Noelle ao lado do dildo, curvando-os, martelando, e o sistema imitou o gesto nela própria. Fluidos escorriam em constelações prateadas que o recirculador engolia devagar.

— Goza pra ele — ordenou Noelle, a voz quebrada, as unhas cravadas na cintura metálica de Kira. — Goza pra mim. Quero sentir os dois enchendo a gente.

Kira obedeceu. Aumentou a vibração de tudo — plugs, dildo, implantes — e rebolou com violência selvagem, coxas batendo, seios balançando pesados no zero-g. O orgasmo veio em onda tripla: primeiro Noelle, o corpo inteiro contraindo, cu e boceta apertando o silicone até doer de prazer, um grito longo ecoando no metal. Depois Kira, jatos quentes esguichando da boceta inchada e flutuando em gotas que a língua de Noelle capturou no ar. E então o sistema — uma pressão fria e deliciosa que invadiu as duas ao mesmo tempo, como se mil dedos gozassem dentro delas, enchendo, pulsando, marcando. As paredes explodiram em hologramas de corpos abertos, plugs maiores, fluidos em órbita, e a silhueta sem rosto se materializou por um segundo entre elas, lambendo lábios de código puro antes de se dissolver em estática doce.

Elas flutuaram enroscadas por longos minutos, ofegantes, suadas, o dildo ainda enterrado e girando em baixa, os plugs latejando preguiçosos. Kira beijou a boca de Noelle com lentidão voraz, saboreando o gosto misto de gozo e lubrificante. As mãos reais exploravam seios e coxas molhadas enquanto as mãos do residual acariciavam por baixo da pele, mantendo o fogo aceso.

— A gente não volta atrás — murmurou Kira contra os lábios inchados. — Quarto dividido. Cama dividida. Link aberto. E ele… ele fica. Todas as noites.

Noelle riu baixo, exausta e faminta, o corpo ainda latejando em ecos. Ela puxou Kira para mais perto, enfiou a mão entre as pernas da cibernética e coletou o gozo escorrido, lambendo os dedos devagar.

— Combinado. Mas agora me vira de novo. Quero a língua dele e a sua no meu cu ao mesmo tempo enquanto você me fode com os brinquedos no máximo. Até eu chorar de verdade. Até o módulo pedir arrego de novo.

Kira obedeceu sem hesitar. Virou Noelle no ar, abriu as nádegas brancas e enterrou o rosto ali, língua agressiva contornando o plug, chupando, empurrando para dentro. Ao mesmo tempo ativou o gerador de microgravidade local no máximo e enfiou o dildo de novo na boceta escorrendo numa estocada única e profunda. O sistema se juntou na hora: uma língua fria de código ao lado da quente de Kira, dedos invisíveis massageando o clitóris, uma pressão constante no ponto mais fundo. Noelle gritou, as lágrimas de tesão flutuando livres, o corpo inteiro entregue.

Elas se perderam por horas. Orgasmos em cascata. Plugs expandidos até o limite. Línguas e dedos e silicone e código se revezando, invadindo, preenchendo. Kira chupou o clitóris de Noelle até a engenheira chorar de verdade, fluidos escorrendo no rosto cibernético, enquanto o sistema fodia as duas por dentro com vibrações impossíveis. Depois Noelle retribuiu, engolindo a boceta de Kira, enfian

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