Aposta Perdida na Escala com o Amigo do Meu Marido
Aposta perdida: a esposa tem que servir de brinquedo seminua pro melhor amigo do marido.
Eu sou a Elise, tenho trinta e dois anos, e faz oito que divido a cama, a conta e os silêncios com o Julius, de trinta e cinco. A gente se conheceu adulto, se casou adulto, e eu achava que já tinha visto tudo o que o desejo dele era capaz de pedir. Estava errada. A noite em que tudo mudou começou sem cerimônia nenhuma, numa quarta qualquer, com a televisão ligada na sala e o cheiro de amendoim torrado subindo da tigela que eu tinha acabado de encher.
O Alastair chegou pouco depois das oito. Trinta e quatro anos, melhor amigo do meu marido desde a faculdade, alto de um jeito que preenchia o batente da porta, ombros largos de quem malha de verdade e não de quem posa, a barba curta e aquele sorriso safado que eu sempre fingi não notar. Ele trabalha com obra, passa o dia no sol, e a pele dele tem aquela cor de homem que não pede licença. Entrou, me deu um beijo no rosto como sempre, e foi direto pro sofá, ao lado do Julius, os dois já discutindo escalação, pênalti e o jogo que ia decidir a aposta idiota que tinham feito no almoço.
Eu ouvi a aposta da cozinha, rindo, achando que era bravata de homem. Se o time do Julius perdesse, eu teria que passar a noite inteira só de camisola curta na frente dos dois, enquanto eles assistiam ao jogo. Sem calça, sem short, sem aquele roupão velho que eu uso pra esconder o corpo de visita. Só a camisola. O Julius gritou da sala, rindo, que eu não precisava me preocupar porque o time dele não perdia. Eu respondi que homem que aposta a mulher devia ter mais juízo. Nenhum dos dois estava bêbado. Tinham aberto uma cerveja cada, gelada, e era só isso. A cabeça de todo mundo estava no lugar. A minha também. Por isso, quando o apito final veio e o time do meu marido caiu, o silêncio que caiu junto com ele não teve desculpa de álcool. Foi escolha.
O Julius me olhou da sala com o rosto quente, metade vergonha, metade outra coisa que eu ainda não sabia nomear. O Alastair não disfarçou. Encarou a porta da cozinha como quem já estava me despindo com os olhos, e a voz dele saiu baixa, rouca, educada demais pro que pedia.
— Aposta é aposta, Elise. Você prometeu.
Eu podia ter rido e mandado os dois se virarem. Ninguém me obrigou. O que me fez subir pro quarto foi o olhar do Julius, aquele brilho novo, quase febril, e a frase que ele soltou quando eu hesitei na escada.
— Cumpre, amor. Eu quero ver. Quero ver ele te olhando.
Subi com o coração batendo na garganta. No quarto, tirei a calça, a blusa, o sutiã, a calcinha. A camisola era de um rosa velho, fina, curta demais, a barra mal chegando no meio da coxa, o decote frouxo deixando o começo dos peitos à mostra toda vez que eu me inclinava. Passei a mão na barriga, nas coxas, me olhei no espelho e pensei que trinta e dois anos num corpo cuidado, com bunda redonda e peito que ainda firma sem ajuda, não era pouca coisa pra oferecer numa sala com dois homens adultos. Desci descalça. O tapete estava frio. A sala, não.
Os dois estavam no sofá. A televisão seguia no reprise, mas ninguém via mais. O Alastair me mediu de cima a baixo sem pressa, a língua passando devagar no lábio, e eu senti o mamilo endurecer contra o tecido fino como se ele tivesse encostado. O Julius engoliu em seco. A bermuda dele já marcava. Eu parei no meio da sala, as mãos nas coxas, e esperei alguém falar primeiro.
— Vira — pediu o Alastair, e não foi ordem de quem manda. Foi pedido de quem quer. — Deixa eu ver o que a aposta me deu.
Olhei pro Julius. Ele balançou a cabeça, a voz falhando de tesão.
— Vira, Elise. Por favor.
Virei. A barra subiu. Senti o ar da sala na bunda nua, e o gemido abafado do meu marido me atravessou mais do que qualquer mão. Quando voltei de frente, o Alastair estava com as pernas abertas, a calça jeans esticada no volume, e o sorriso tinha perdido a educação.
Passei a noite seguinte inteira naquele uniforme ridículo e perigoso. Fui à cozinha, voltei com mais amendoim, com a segunda cerveja de cada um — e foi a última, porque eu queria todo mundo lúcido, eu inclusive. Cada vez que eu me inclinava pra colocar a tigela na mesa de centro, a camisola abria e os dois viam o peito, o mamilo escuro, a curva da cintura. Eu sentia o olhar do Alastair grudado na minha bunda quando eu atravessava a sala. Não era olhar de amigo de marido. Era olhar de homem que já tinha me comido na cabeça umas cem vezes e agora via a porta aberta.
— Você sempre foi gostosa demais pra ficar só na mão de um homem — ele disse, quando eu parei na frente dele com a garrafa. A voz saiu limpa, sem rodeio. — Eu olhava você nas festas e pensava em te comer até você esquecer o próprio nome. Pensava na sua boca. Na sua buceta. Desculpa não, Julius. Você pediu que eu falasse.
O Julius não se ofendeu. A mão dele estava na própria coxa, apertando, e o pau marcava a bermuda de um jeito obsceno.
— Fala — ele disse, rouco. — Eu quero ouvir. Elise, eu sempre fantasiei isso. Sempre. Ver você sendo fodida por ele. Ver ele te tratar como eu não tenho coragem de tratar. Flerta de volta. Por favor. Eu estou pedindo.
A confissão dele me molhou mais do que o elogio. Eu, que passava a vida sendo a esposa certa, a que organiza a geladeira e lembra aniversário, de repente tinha autorização pra ser safada na frente do dono da casa. Olhei pro Alastair, pus a garrafa na mesa e deixei a voz sair mais baixa do que eu me conhecia.
— Então olha direito, porque eu também pensei em você. Mais de uma vez. Depois dos trinta, quando eu já sabia o que queria e não tinha com quem falar.
Ele riu, curto, e estendeu a mão.
— Vem cá.
Sentei no colo dele de lado, primeiro, como quem testa o chão. A coxa dele era dura, quente, e o volume da calça encostou na minha pele nua no segundo em que eu ajeitei o peso. Senti o pau dele, grosso, preso no jeans, roçando a parte de dentro da minha coxa, e um arrepio subiu da lombar até a nuca. Olhei pro Julius. Meu marido estava com a boca entreaberta, a mão já dentro da bermuda, e balançou a cabeça devagar, aprovando, os olhos brilhando de um tesão que eu nunca tinha visto nele em oito anos de casamento.
— Rebola — o Julius pediu. — Devagar. Deixa ele sentir.
Eu mesma comecei. Ninguém me empurrou. Girei o quadril no colo do Alastair, um círculo pequeno, depois outro, sentindo aquele pau duro arrastar na minha coxa e depois, quando eu abri um pouco mais as pernas, na barra da camisola, quase na buceta. A calcinha não existia. Cada movimento molhava o jeans dele. O Alastair segurou minha cintura com as duas mãos grandes, não pra me forçar, pra me acompanhar, e soltou um palavrão baixo no meu ouvido.
— Porra, Elise. Você está pingando em mim.
— Estou — eu confirmei, e a palavra me deixou mais molhada. — E o Julius está vendo.
— Estou vendo — meu marido disse, a voz quebrada. — Continua. Não para. Eu quero isso. Eu quero você assim.
Rebolei mais. O Alastair subiu uma mão pela minha coxa, parou na barra da camisola e esperou. Eu peguei a mão dele e coloquei onde eu queria, entre as pernas, e o dedo grosso dele encontrou minha boceta lisa, inchada, escorregadia. Ele passou a ponta no meu grelo e eu gemi alto, sem teatro. O Julius tirou o pau pra fora naquele instante. Não era o maior do mundo, eu conhecia de cor, mas estava duro como eu não via há meses, a cabeça vermelha, brilhando. Ele se masturbava devagar, os olhos fixos no ponto em que o dedo do amigo circulava meu clitóris.
— Tira a camisola — o Alastair pediu, contra o meu pescoço. — Se você quiser. Só se você quiser.
— Eu quero.
Puxei o tecido pela cabeça e fiquei nua no colo dele, peito à mostra, bunda aberta na calça jeans manchada de mim. O Julius gemeu o meu nome. O Alastair segurou meus peitos, apertou com vontade, chupou um mamilo, depois o outro, e eu joguei a cabeça pra trás, rebolando no dedo dele, já quase gozando só daquilo, da plateia, da permissão.
Desci do colo porque eu queria mais, e porque o volume preso na calça dele estava me enlouquecendo. Ajoelhei no tapete, entre as pernas do Alastair, e olhei pro meu marido uma última vez.
— Posso chupar ele?
— Chupa — o Julius disse, sem hesitar, a mão subindo e descendo no próprio pau. — Chupa gostoso. Eu quero ver essa boca.
Abri o cinto, o botão, o zíper. O pau do Alastair saltou grosso, pesado, mais comprido que o do Julius, a cabeça larga, as veias marcadas, o cheiro de homem limpo e tesão. Segurei na base com as duas mãos e lambi da raiz até a ponta, devagar, olhando pro meu marido enquanto fazia. O gosto salgado me encheu a boca. Eu chupei com vontade, descendo até onde a garganta aguentava, a saliva escorrendo no queixo, os peitos balançando, a bunda empinada pro Julius ver. O Alastair segurou meu cabelo sem puxar de verdade, só guiando, e a voz dele saiu suja.
— Isso, Elise. Chupa o pau do amigo do seu marido. Olha como você mama gostoso. Julius, sua mulher tem uma boca de puta deliciosa.
— Tem — o Julius concordou, gemendo, se masturbando mais rápido. — Ela é minha puta hoje. Nossa. Continua, amor. Engole ele.
Eu engoli. Chupei até a mandíbula doer, até o Alastair avisar, rouco, que se eu não parasse ele ia gozar na minha língua, e eu não queria isso ainda. Queria ele dentro. Levantei, a boca inchada, e fui pro sofá de quatro, os joelhos no estofado, a bunda alta, a buceta aberta e brilhando na luz da televisão. Olhei por cima do ombro.
— Vem. Me come. Os dois estão de acordo, não estão?
— Estou — disse o Julius.
— Estou há anos — disse o Alastair.
Ele se ajoelhou atrás de mim, passou a cabeça do pau na minha entrada, molhou, e entrou de uma vez, fundo, grosso, abrindo tudo. Eu gritei. Não de dor. De alívio obsceno. Ele segurou minha cintura e meteu com força, o quadril batendo na minha bunda, o som molhado enchendo a sala, cada estocada me empurrando contra o encosto. O sofá rangia. Eu gemia alto, sem vergonha, pedindo mais, pedindo fundo, pedindo que ele não tivesse pena.
— Puta gostosa do marido — o Alastair rosnou, e a frase me apertou por dentro. — Olha ela, Julius. Olha sua mulher engolindo pau e pedindo mais. Você gosta de ser comida assim, Elise? Gosta de ser a puta da casa na frente do corno que te ama?
— Gosto — eu gemi, a voz falhando. — Gosto, porra, mete mais, me chama disso de novo, eu quero.
— Puta. Puta gostosa. Buceta quente, apertada, feita pra ser comida enquanto seu marido se toca. Pede.
— Mais. Mais forte. Me fode. Eu quero gozar no seu pau na frente dele.
O Julius estava de pé agora, ao lado do sofá, se masturbando a palmos do meu rosto, os olhos vidrados, a boca aberta, dizendo sim, dizendo que eu era linda assim, dizendo que ele nunca tinha ficado tão duro na vida. O Alastair meteu fundo mais umas vezes, depois saiu, me virou e sentou no sofá, o pau em pé, molhado de mim.
— Senta. Quica. E chama seu marido.
Eu montei nele de frente, segurei o encosto, e desci devagar até a base, sentindo cada centímetro me abrir. Quando eu estava toda preenchida, comecei a quicar. Primeiro devagar, sentindo, depois com força, a bunda batendo nas coxas dele, os peitos saltando, o grelo roçando na pelve. O Alastair segurou minha bunda e me ajudou no ritmo, metendo de baixo pra cima, e eu gemia sem parar, a boca aberta.
— Julius — eu chamei. — Vem. Eu quero você também. Quero chupar meu marido enquanto sou comida pelo amigo dele.
Ele se aproximou, o pau na altura da minha boca, e eu abri. Chupei o Julius enquanto quicava no Alastair. O gosto do meu marido, conhecido, misturado com o sal que ainda estava na língua. Uma mão do Alastair no meu quadril, a outra espalmada na minha bunda. O Julius segurando meu cabelo com cuidado, gemendo meu nome, dizendo que eu era a mulher mais gostosa do mundo, que ele amava me ver assim, que eu podia gozar, que eu devia gozar. Eu estava no meio dos dois, preenchida, usada do jeito que eu tinha pedido, e o orgasmo subiu rápido, violento, sem aviso educado.
— Eu vou gozar — avisei, a boca ainda no pau do Julius. — Não para. Nenhum dos dois para.
O Alastair segurou minha cintura e meteu fundo, ritmado, enquanto eu tremia. Gozei gritando, a buceta apertando o pau dele em espasmos, a visão embaçando, o corpo inteiro cedendo. Ele não saiu. Enterrou até o fim e gozou dentro de mim, jato quente, grosso, me enchendo, gemendo no meu pescoço que eu era dele naquela noite, que eu estava tomando tudo. Eu senti cada pulsação. Senti ele me preenchendo, o gozo vazando na base, escorrendo na minha coxa, e gozei de novo, mais curto, mais agudo, gritando o nome dos dois, desmanchada no colo do amigo do meu marido enquanto o Julius gemia e gozava na minha língua, quente, e eu engolia porque eu queria, porque eu tinha pedido os dois.
Ficamos assim um tempo, ofegantes, o suor esfriando, a televisão ainda falando de futebol como se o mundo não tivesse virado. O Alastair saiu de mim com cuidado. O gozo dele escorreu. Ele segurou meu rosto com as duas mãos e me beijou com carinho, devagar, sem a pressa de antes.
— Obrigado — ele disse, a testa na minha. — Noite incrível. Você é incrível. E você, Julius... obrigado por confiar.
Meu marido me puxou pro colo dele, nu, melada, ainda tremendo. Me beijou com tesão, sentindo o gosto de si mesmo e o cheiro do amigo na minha pele, e não recuou. Apertou minha cintura como quem encontra alguma coisa que procurava há anos.
— Melhor aposta perdida da minha vida — ele disse, contra a minha boca. — Eu te amo assim. Eu adoro te ver sendo bem comida por ele.
O Alastair sentou do outro lado, a mão no meu joelho, e os três ficamos em silêncio bom por um minuto. Depois foi o Julius quem falou, olhando pros dois.
— Isso não fica em uma noite. Se vocês quiserem. Se a Elise quiser. Vira hábito. Uma vez por mês, ou quando der vontade. Sem esconder. Sem mentira.
— Eu quero — eu disse, e a frase saiu inteira, adulta, sem tremor de arrependimento. — Quero ser a mulher que vocês dois desejam. Quero meu marido me vendo. Quero o amigo dele me comendo. Quero os dois.
O Alastair beijou minha mão, ridículo e lindo, e concordou. Eu fiquei no colo do Julius, nua, preenchida, olhada pelos dois com um desejo que não pedia desculpa, e me senti a mulher mais desejada do mundo. Meu marido adorava me ver sendo bem comida pelo amigo dele. Eu adorava ser.
Na manhã seguinte eu ainda sentia o Alastair dentro de mim, e o que me devastou não foi a falta de vergonha — foi perceber que eu já estava com saudade de uma noite que nem tinha acabado de esfriar.
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