Aula Particular da Mulher do Chefe
A secretária da patroa começa a foder o chefe casado nas aulas particulares de inglês toda semana.
Eu nunca contei isso pra ninguém. Nem pra melhor amiga, nem no confessionário mental antes de dormir. Mas toda quarta à noite, quando o elevador do prédio do Barrett sobe direto pro andar dele e a luz da sala de jantar fica apagada, eu sinto o mesmo frio gostoso na barriga. Eu, Marisol, 22 anos, secretária da Heather — a mulher dele — entrando na casa do chefe casado como se fosse só mais uma aula de inglês. Mentira linda. A gente fingia pronomes e phrasal verbs enquanto o ar cheirava a madeira cara, whisky e tesão.
A Heather viajava de novo. Congressos, feiras, aquela agenda impecável de esposa de executivo poderoso. Barrett, 48 anos, ombros largos sob a camisa social já aberta no primeiro botão, cabelo prateado nas laterais, voz grave que fazia qualquer relatório parecer ordem de foder. Ele me recebia no escritório luxuoso do apartamento — mesa de mogno, luminária baixa, sofá de couro que eu nunca ousei sentar no começo. Só nós dois. Porta fechada. A cidade lá embaixo como testemunha muda.
Na primeira noite eu ainda gaguejava o “th”. Ele se inclinava por cima do meu ombro, o calor do corpo dele colado nas minhas costas, e corrigia baixinho:
— Tongue between the teeth, Marisol. Assim…
O hálito quente na minha orelha. Eu travava a caneta. Olhares demorados demais. Elogios que não tinham nada a ver com gramática — “você fica linda quando se concentra”, “essa blusa aperta de um jeito… profissional”. Eu sentia o peito arder. Ele era o marido da minha patroa. Homem bem mais velho, experiente, proibido até a última fibra. E eu molhava a calcinha só de pensar nisso.
As semanas foram engordando a tensão como um segredo gordo demais pra caber no peito. Uma noite ele parou a lição no meio de um exercise sobre conditional. Ficou me olhando por cima dos óculos de leitura, aqueles olhos escuros que já tinham assinado contratos de milhões.
— Você tem um corpo… perigoso, Marisol. Eu reparo desde o primeiro dia que você entrou no escritório da Heather. A cintura fina, esse jeito de sentar com as pernas cruzadas. Eu fico duro só de te ver recitando vocabulary.
O sangue subiu quente pro meu rosto e desceu direto entre as pernas. Eu engoli seco.
— Barrett… a gente não pode.
— Eu sei. Por isso que eu quero.
Ele se aproximou. A mão dele subiu devagar, o polegar tocando meu lábio inferior enquanto corrigia de novo a pronúncia de “desire”. O toque foi leve, íntimo, criminoso. Eu abri a boca sem querer. Ele passou o dedo devagar, sentindo a umidade, e murmurou:
— Desde o primeiro dia eu te fodo na cabeça. Em cima dessa mesa. Com a porta trancada e a Heather a mil quilômetros. Você também sente, não sente? Esse tesão errado.
Eu respirei fundo. O confessional dentro de mim gritou a verdade antes da boca:
— Sinto. Toda vez que você passa por mim no corredor e o perfume caro bate, eu aperto as coxas. Toda vez que a Heather pede café e eu vejo a aliança no seu dedo, eu imagino essa mesma mão na minha buceta. É proibido. É perigoso. E eu tô molhada agora.
Ele puxou meu queixo. O beijo veio faminto, língua grossa, dentes puxando meu lábio inferior. Eu gemi dentro da boca dele. As mãos dele desceram pelas minhas costas, apertaram minha bunda por cima da saia lápis, puxaram meu quadril contra o volume duro da calça social. A gente se beijou como quem rouba. Como quem sabe que amanhã pode perder emprego, casamento, reputação. E foi exatamente por isso que a gente decidiu ceder.
— A gente vai foder, Marisol — ele rosnou contra minha boca. — Exatamente porque é errado. Porque você é a secretária da minha mulher. Porque eu tenho quase o dobro da sua idade e ainda assim quero te abrir toda. Toda semana. Enquanto ela estiver fora.
Eu balancei a cabeça, ofegante, já desabotoando o primeiro botão da blusa.
— Então fode. Agora.
Ele varreu os cadernos e a caneta Montblanc pra longe. A mesa de mogno ficou nua, polida, esperando. Eu virei de costas, de quatro em cima dela, os saltos ainda nos pés, a saia subindo pelas coxas. Barrett levantou o tecido até a cintura, agarrou a calcinha de renda preta e puxou com força — o tecido ardeu na pele antes de rasgar de lado. O ar frio do ar-condicionado bateu na minha buceta exposta, já brilhando de tesão. Ele passou dois dedos no meio, coletou o mel, e soltou um xingo baixo.
— Olha só como essa putinha da secretária fica molhada pro chefe casado…
Eu empurrei a bunda pra trás. Ele abriu o cinto, o zíper, tirou o pau grosso e veioso pra fora — quente, pesado, a cabeça já molhada de pré-gozo. Sem mais preâmbulo ele encaixou e meteu fundo de uma vez só. Eu gritei. Ele tampou minha boca com a mão grande no mesmo segundo, abafando o gemido contra a palma enquanto enfiava até o saco bater nas minhas coxas.
— Quieta. Os vizinhos… caralho, que apertada…
Ele fodia com força por trás, ritmado, profundo, a mesa rangendo de leve a cada estocada. Eu mordia a mão dele, babava, os peitos ainda presos no sutiã balançando sob a blusa semiaberta. Cada soco de pau me empurrava pra frente; ele puxava meu cabelo com a outra mão, arqueava minhas costas, me usava exatamente como eu tinha fantasiado no banheiro do trabalho tantas vezes. O cheiro de sexo subiu — suor, madeira, a minha calcinha rasgada jogada no chão. Eu gozei a primeira vez assim, engasgando no grito contra a mão dele, a buceta latejando, escorrendo nele.
Barrett não parou. Tirou o pau lambuzado, sentou na cadeira executiva de couro e me puxou pelo quadril.
— Vem. Senta nesse pau. Quero ver esses peitos.
Eu straddlei ele de frente, a blusa já toda aberta, o sutiã puxado pra baixo. Os seios saltaram livres, mamilos duros, escuros. Ele enterrou o rosto entre eles enquanto eu descia devagar no pau ainda latejando. Quando sentei até o fim, os dois gememos juntos — eu com a cabeça jogada pra trás, ele chupando um mamilo com fome, dentes de leve, língua quente. Eu comecei a cavalgar. Devagar no começo, sentindo cada veia, cada centímetro me abrindo de novo. Depois mais rápido, a bunda batendo nas coxas dele, o pau entrando fundo demais, batendo num ponto que fazia minha visão piscar.
— Isso… mete. Usa o chefe — ele mandou rouco, as mãos largas na minha cintura, me guiando pra cima e pra baixo com força. — Olha pra mim enquanto você goza no meu pau casado.
Eu olhei. Olhos molhados, boca aberta, cabelo grudado na testa. Ele chupava um peito e depois o outro, deixando marca vermelha, enquanto eu rebolava, esfregava o clitóris na base dele a cada descida. O segundo orgasmo veio pior — mais fundo, mais sujo. Eu tremi inteira, a buceta apertando em ondas, um fio de gozo escorrendo pela base do pau dele e manchando a calça social cara. Barrett praguejou, me segurou firme, meteu pra cima com força algumas vezes ainda e depois:
— De joelhos. Agora.
Eu desci. O joelho no tapete persa caro. O pau dele brilhando com o meu mel, latejando na minha cara. Eu abri a boca, olhei pra cima com aquele olhar safado e submisso que ele tinha pedido sem palavras, e engoli. Primeiro a cabeça, lambendo o gosto salgado-doce de nós dois. Depois fundo, até a garganta reclamar. Ele segurou meu cabelo, mas não forçou — deixou eu chupar como eu queria: molhado, barulhento, babando, a mão na base enquanto a língua rodava. Quando ele gozou, foi grosso, quente, jatos longos. Eu engoli tudo. Cada gota. Olhei pra ele enquanto a goela trabalhava, um fio escorrendo do canto da boca que eu limpei com o dedo e chupei depois, sorrindo safada.
— Toda. Como uma boa aluna.
Ficamos ofegantes. O escritório cheirava a sexo. Eu ainda de joelhos, ele ainda semi-duro brilhando. A gente se arrumou devagar — eu puxando a saia pra baixo, escondendo a calcinha destruída na bolsa, abotoando a blusa com dedos trêmulos. Ele ajeitou o cinto, passou a mão no cabelo, me olhou com aquele meio-sorriso cúmplice de homem que acabou de trair a mulher com a secretária dela e já quer de novo.
Barrett me puxou pela nuca e me beijou mais uma vez, mais lento, saboreando o gosto dele na minha língua.
— Semana que vem. Mesmo horário. A Heather volta só na sexta. A “aula particular” continua. Toda semana que ela viajar. Você vem. Eu tranco a porta. E a gente fode exatamente porque não pode.
Eu concordei contra a boca dele, o coração ainda disparado, as coxas úmidas.
— Eu venho. E estudo bem o homework.
Ele riu baixo, um som rouco que vibrou no meu peito. Eu peguei a bolsa, o caderno intocado, e fui até a porta. Antes de sair, olhei pra trás uma última vez: Barrett sentado na cadeira, a marca da minha bunda ainda quente no couro, o olhar dele me devorando como se já estivesse marcando a próxima quarta.
O que ele não sabe — o que eu carrego sozinha na volta de táxi, com o gosto dele ainda na língua e a buceta latejando — é que a Heather me mandou mensagem ontem à noite. Não do hotel. Do aeroporto. Antecipou o voo. Ela chega amanhã de manhã, um dia antes. E pediu que eu fosse cedo ao apartamento “buscar uns documentos que o Barrett deixou na mesa do escritório”. Eu sei que a mesa ainda cheira a nós. Sei que talvez ela note a calcinha rasgada que eu esqueci atrás do sofá. Ou o batonzinho vermelho na borda do copo de whisky. Eu poderia avisar ele. Poderia cancelar.
Mas não vou. Porque o risco de sermos pegos é a porra toda. E parte de mim — a parte suja que gozou engolindo o pau do marido da patroa — quer ver até onde o fogo sobe quando a esposa chega cedo demais e o segredo ainda está quente na madeira do mogno.
Eu só sorrio pro motorista no retrovisor e aperto as coxas. Aula marcada. Mesmo com ela em casa.
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