Confissão Quente na Última Noite de Escala

Duas comissárias se confessam loucas de tesão, se chupam e gozam gostoso a noite toda no hotel de Lisboa.

26 min read August 30, 2026New

O avião tocou o asfalto de Lisboa com um suave solavanco e Ana sentiu o coração dar um pulo que não tinha nada a ver com a aterragem. Pelo corredor da cabine, enquanto recolhia os últimos copos e sonhava com o chuveiro quente do hotel, os olhos dela encontravam os de Sofia no cockpit aberto. A piloto tirou os óculos de sol, passou a mão pelos cabelos escuros ainda presos no coque rigoroso e sorriu de canto, aquele sorriso preguiçoso que Ana conhecia de meses de voos juntos — um sorriso que dizia mais do que qualquer conversa no galley.

— Última noite de escala — murmurou Sofia baixinho quando passaram uma pela outra no corredor estreito. O ombro dela roçou o de Ana, quente mesmo por baixo do uniforme. — Quarto 412. Não te escapes.

Ana engoliu em seco. Tinha 28 anos, quatro de companhia, e há meses vivia naquela tortura deliciosa: olhares demorados, dedos que se tocavam ao passar a bandeja de café, o cheiro do perfume de Sofia misturado ao aroma de café queimado da galley. Sofia, 32, voz grave de quem manda no avião e no corpo alheio sem pedir licença, nunca tinha dito nada tão direto. Até agora.

O táxi deixou-as em frente ao hotel de luxo perto do Chiado. Lobby de mármore, lustres baixos, cheiro de madeira encerada e jasmim. No elevador, sozinhas, o silêncio pesava. Ana olhava o número dos andares subindo; Sofia olhava a boca dela. Quando as portas se abriram no quarto andar, Sofia passou o cartão na fechadura do 412 e segurou a porta com o ombro.

— Entra.

O quarto era amplo, cama king com lençóis brancos impecáveis, varanda de frente para os telhados de teha, mini-bar cheio e luz quente de abajures. Ana largou a mala junto à poltrona e sentiu as pernas moles. Sofia trancou a porta, tirou o blazer do uniforme e ficou só de camisa branca colada aos seios firmes, o top botão já aberto o bastante para mostrar a curva do sutiã preto.

— Preciso de um banho — disse Ana, voz falhando um pouco, tentando soar normal.

— Depois — respondeu Sofia. Aproximou-se devagar, sem pressa de caçadora que sabe que a presa já está rendida. Parou a um palmo, tão perto que Ana sentiu o hálito quente de menta e café. A mão da piloto subiu e tocou o maxilar de Ana com o polegar, desenhando a linha da mandíbula. — Há meses que aguardo esta porra de noite.

Ana estremeceu. O polegar desceu pelo pescoço, parou na clavícula.

— Sofia…

— Cala-te um segundo e ouve. — A voz saiu rouca, baixa, arranhada de cansaço e desejo. Sofia inclinou-se até os lábios quase tocarem a orelha de Ana. — Desde o primeiro dia que te vi, naquele briefing de merda em Congonhas, que eu fantasio em comer a tua boceta. Em ajoelhar aí no chão do galley, puxar essa saia pra cima e lamber-te até gozares com a mão na minha cabeça pra não gritares. Sonho com o gosto de ti, Ana. Com o cheiro. Com a forma como deves ficar molhada quando estás com tesão. E hoje… hoje eu confesso isso alto porque se não te foder com a língua esta noite eu vou enlouquecer.

Ana soltou um gemido curto, involuntário. O calor subiu-lhe pelo peito, pelos seios, concentrou-se entre as pernas como um soco. As palavras de Sofia eram sujas, diretas, e cada uma delas batia exactamente no sítio certo. Ela tinha fantasiado a mesma coisa mil vezes — Sofia de joelhos, cabelo solto, boca ocupada — e ouvir a confissão nua assim fez o corpo inteiro tremer.

— Eu também — sussurrou Ana, a voz embargada. — Porra, Sofia, eu também. Toda vez que tu passavas e o teu perfume ficava na minha pele eu ia pro banheiro do avião e…

Não terminou. Sofia beijou-a.

O beijo foi fundo, molhado, sem cerimónia. Língua quente invadindo a boca de Ana, dentes puxando o lábio inferior, mão firme na nuca puxando-a para mais perto. Ana agarrou a camisa de Sofia com as duas mãos, sentindo o tecido fino e o calor do corpo por baixo. Os seios delas se esmagaram um contra o outro; o botão frio do uniforme de Ana roçou o peito de Sofia e as duas gemeram no mesmo instante.

Sofia empurrou Ana para trás até as coxas baterem na beira da cama. Continuou a beijá-la enquanto as mãos desciam, abrindo a blusa do uniforme botão a botão, revelando o sutiã de renda cor de vinho que Ana tinha escolhido naquela manhã sem saber exactamente porquê — ou sabendo, lá no fundo. Sofia afastou-se só o suficiente para olhar.

— Bonito pra caralho — murmurou, voz ainda mais rouca. Passou a ponta dos dedos pela renda, contornou o mamilo endurecido por cima do tecido. — Tira. Tira tudo.

Ana obedeceu com dedos trémulos. A blusa caiu no chão, depois a saia, as meias, o sutiã. Ficou só de calcinha preta, molhada o bastante para o tecido escuro marcar o contorno da boceta. Sofia observava como quem decora um mapa, os olhos escuros brilhando. Depois tirou a própria camisa, o sutiã preto, a calça do uniforme. Ficou nua, peitos firmes de bicos escuros e duros, barriga lisa, o monte de vénus com pelos aparados num triângulo cuidadoso, já brilhando de tesão.

— Deita — ordenou Sofia.

Ana deitou-se no meio da cama, lençóis frios contra a pele quente. Sofia subiu por cima dela de quatro, beijou-lhe o pescoço, a garganta, desceu para os seios. Chupou um mamilo com força, puxando com os dentes o bastante para doer gostoso, enquanto a mão apertava o outro peito. Ana arqueou as costas, mão enfiada nos cabelos escuros de Sofia agora soltos, puxando.

— Porra… Sofia…

— Calma. Ainda nem cheguei onde eu quero. — A língua de Sofia desceu pela barriga, lambendo o umbigo, mordiscando a pele logo acima da calcinha. Com os dentes puxou o elástico e arrastou a peça pelas coxas, pelas panturrilhas, até tirar de vez e jogar para o lado. Ficou ajoelhada entre as pernas abertas de Ana, olhando para a boceta inchada, os lábios rosados brilhando de lubrificação, o clitóris latejando à vista.

Sofia lambeu os próprios lábios.

— Cheiras exactamente como eu imaginei. Doce e safada. — Abaixou a cabeça e deu a primeira lambida longa, de baixo para cima, da entrada até o clitóris, lenta, saboreando. Ana soltou um grito abafado, coxas tremendo. Sofia gemeu contra a carne molhada, o som vibrando, e depois se entregou de verdade: língua larga achatada lambendo em movimentos firmes, depois ponta afiada circlando o clitóris, chupando-o entre os lábios como se fosse um doce.

Ana soltou o cabelo de Sofia só para agarrar o lençol com as duas mãos. Os quadris balançavam sozinhos, empurrando a boceta contra a boca gulosa da piloto. Sofia enfiou as mãos por baixo das coxas de Ana e puxou-a ainda mais para si, abrindo-a, enterrando o nariz, a boca, chupando e lambendo e gemendo como se estivesse a fazer a refeição da vida. O barulho molhado enchia o quarto — chupadas, lambidas, o gemido abafado de Ana, o “hmm” gutural de Sofia cada vez que o gosto ficava mais intenso.

— Assim… não pára… porra, come-me — balbuciou Ana, a voz quebrada. Sentia o orgasmo a montar rápido demais, aquele aperto baixo na barriga, as pernas a tremer. Sofia enfiou dois dedos de uma vez, curvando-os para cima, achando o ponto com precisão cruel enquanto a língua se concentrava no clitóris, chupando rítmico.

Ana gozou com um grito rouco, corpo inteiro em arco, boceta contraindo nos dedos de Sofia, líquido escorrendo pela mão da piloto. Sofia não parou. Continuou a lamber devagar, limpando, saboreando cada espasmo, até Ana se contorcer de sensibilidade e puxar o cabelo dela para cima.

— Vem cá — pediu Ana, ofegante, boca inchada de tanto morder o lábio. — Quero te chupar também. Quero sentir o gosto da tua boceta na língua.

Sofia subiu o corpo suado, beijou Ana com a boca ainda molhada do gozo dela, deixando-a provar o próprio sabor. Depois se virou, ajoelhando por cima do rosto de Ana na posição 69, a boceta brilhante descendo até a boca faminta da comissária. Ana agarrou as coxas firmes de Sofia e puxou para baixo, lambendo fundo, enfiando a língua na entrada apertada, chupando o clitóris inchado com fome acumulada de meses.

Sofia gemeu alto, a cabeça caída entre as pernas de Ana, e voltou a chupar enquanto rebolava devagar no rosto da outra. O quarto cheirava a sexo, a suor leve, a perfume misturado. Os corpos se moviam em sincronia suja, lambidas, chupadas, dedos entrando e saindo, gemidos abafados contra a carne molhada.

Ana sentia outro orgasmo a construir enquanto Sofia gozava pela primeira vez na sua boca — um tremor longo, um “porra, Ana, assim” rouco, o líquido quente escorrendo pela queixo dela. Mas nenhuma das duas parou. Sofia deslizou os dedos de novo para dentro de Ana, mais fundo, mais rápido, e Ana respondeu enfiando três na boceta da piloto, curvando, fudendo-a com a mão enquanto a língua trabalhava o clitóris.

O segundo gozo de Ana veio mais forte, quase doloroso de tão bom, e Sofia engoliu cada gota, gemendo de prazer próprio. Quando os corpos finalmente abrandaram um pouco, suados e ofegantes, Sofia se virou e caiu ao lado de Ana, puxando-a para um beijo lento e sujo, cheio do gosto misturado das duas.

— Ainda não acabou — sussurrou Sofia contra a boca dela, a mão já descendo de novo entre as coxas molhadas de Ana, dedos brincando com a entrada sensível. — Eu disse que ia te comer a noite toda. E tu vais me foder com essa língua até eu não conseguir mais andar amanhã. Temos a cama inteira, o chuveiro, aquela poltrona… e eu ainda nem te mostrei o que sei fazer com a língua no teu cu.

Ana riu baixo, exausta e excitada de novo, o corpo já respondendo ao toque. O peito subia e descia rápido. Olhou para Sofia — cabelo bagunçado, boca vermelha, olhos escuros cheios de promessa — e sentiu a tesão subir outra vez, quente e insistente.

— Então mostra — desafiou, a voz rouca de tanto gemer. — Me mostra tudo o que tu fantasiaste nesses meses. Porque eu também tenho uma lista, Sofia. E a noite ainda é jovem pra caralho.

Sofia sorriu aquele sorriso de lobo, rolou por cima de Ana outra vez e beijou-lhe o pescoço, descendo devagar, deixando um caminho de mordidas e chupões. Lá fora, Lisboa piscava luzes através da varanda entreaberta. Dentro do quarto 412, o ar continuava carregado de sexo e promessas por cumprir, os corpos já se enroscando de novo, a confissão quente apenas o começo de uma noite que mal tinha começado a arder.

Sofia continuou a descer pelo peito de Ana, a língua quente desenhando círculos lentos à volta de cada mamilo já inchado e sensível, puxando com os dentes até Ana arquejar e enterrar os dedos nos cabelos escuros da piloto. O corpo dela ainda tremia dos gozos anteriores, a boceta latejando aberta e encharcada contra a coxa firme de Sofia. Mas a fome não tinha acalmado — só mudara de forma, mais densa, mais urgente.

— Espera — murmurou Sofia de repente, a voz rouca contra a pele suada. Rolou para o lado, os seios pesados balançando, e esticou o braço até ao mini-bar. Tirou uma garrafa de tinto já aberta, dois copos de cristal, e voltou ajoelhada na cama. Despejou o vinho escuro, o líquido chapinhando. — Bebemos. Quero ver-te a sorrir com a boca ainda a cheirar a mim.

Ana riu, um som baixo e cúmplice que saiu rouco da garganta usada. Aceitou o copo, os dedos a roçarem os de Sofia. Beberam ao mesmo tempo, o vinho a deslizar quente pela garganta, misturando-se ao gosto residual de boceta e saliva. O riso veio fácil, solto, enquanto se olhavam nuas no meio dos lençóis bagunçados — cabelos emaranhados, marcas de dentes no pescoço, coxas brilhando.

— Imagina se a tripulação soubesse — disse Ana, mordendo o lábio, os olhos a brilhar. — Eu a tremer cada vez que tu passavas no corredor, a calcinha encharcada debaixo da saia. Quantas vezes me toquei no banheiro do avião só de pensar na tua boca…

— Quantas? — Sofia sorriu de lado, o vinho a tingir-lhe os lábios. Aproximou-se mais na cama, as pernas a tocarem. — Eu cheirava o teu perfume no galley e ficava com a cona a pingar dentro da calça do uniforme. Tinha de apertar as coxas para não gozar só de imaginar-te de joelhos. Meses nisto, Ana. Meses a fingir que era só coleguismo enquanto eu fantasiava em te foder até não conseguires andar direito.

Riram outra vez, o som abafado e íntimo, o vinho a aquecer o peito. Ana bebeu o resto do copo de uma vez, o líquido a escorrer um fio pelo queixo. Sofia limpou com o polegar, depois pousou os copos na mesinha de cabeceira. O ar mudou. O riso ainda pairava, mas por baixo crescia outra coisa — aquela faísca antiga a reacender.

Sofia rastejou para mais perto, o corpo nu a roçar o de Ana. Segurou-lhe o queixo com firmeza, o polegar a pressionar o lábio inferior ainda manchado de vinho. Os olhos escuros cravaram-se nos dela.

— Olha para mim.

Beijou-a com fome. Não foi o beijo lento de antes; foi voraz, língua a invadir fundo, dentes a puxar, um gemido gutural a vibrar entre as bocas. Ana retribuiu imediatamente, gemendo baixinho contra a boca de Sofia, as mãos a subirem pelos ombros suados, a puxar o corpo da piloto por cima do seu. O beijo aprofundou-se, molhado, salgado do suor e do vinho, as línguas a lutar e a acariciar ao mesmo tempo. Sofia mordeu o lábio de Ana até ela soltar um gemido mais alto, as ancas a erguerem-se sozinhas.

Ainda ofegantes, as mãos começaram a procurar. Mesmo nuas, os gestos eram os de quem tira a última barreira — Sofia passou as palmas pelos seios de Ana, apertando, beliscando os mamilos duros, como se estivesse a rasgar um sutiã invisível. Ana puxou as ancas de Sofia contra si, as bocetas a roçarem molhadas uma na outra, o atrito directo a fazer as duas gemerem no beijo.

— Estou encharcada outra vez — confessou Ana contra a boca dela, a voz embargada de tesão. Os dedos desceram entre os corpos, encontraram a fenda escorregadia de Sofia, o clitóris inchado e latejante. — Porra, sinto-te a pingar na minha mão. Quero isto há tanto tempo que dói. Cada voo, cada olhar teu… eu ia para casa e metia os dedos a pensar em ti a chupar-me assim.

— Eu também — Sofia gemeu, a mão a espelhar o gesto, dois dedos a entrarem de uma vez na boceta quente e aperta de Ana, curvando-se logo no ponto certo. O polegar a esfregar o clitóris em círculos firmes. — Molhada desde o táxi. Desde o elevador. Porra, Ana, o cheiro de ti quando te abri as pernas… eu podia ter gozado só de lamber. Desejava-te tanto que doía nas putas das ovas. E agora que te tenho assim… agora o desejo virou fogo puro.

O fogo pegou de verdade. Beijavam-se como se fossem devorar uma à outra, as línguas a chupar, a explorar, enquanto os dedos fodiam em ritmo crescente. O barulho molhado enchia o quarto outra vez — pele contra pele, gemidos abafados, o fru-fru das bocetas a engolirem os dedos. Sofia rebolou as ancas, esfregando a cona molhada na coxa de Ana, deixando um rasto brilhante. Ana arqueou as costas, os seios a esmagarem-se nos de Sofia, mamilos a roçarem mamilos com fricção deliciosa.

— Mais fundo — pediu Ana, a respiração quente no ouvido da piloto. Enfiou três dedos em Sofia de uma só vez, sentindo as paredes quentes a contrair, o líquido a escorrer até ao pulso. — Quero sentir-te a gozar na minha mão enquanto me beijas. Confessa mais. Diz-me o que mais fantasiavas.

Sofia lambeu-lhe o pescoço, chupou a pele até marcar, a voz a sair quebrada entre gemidos:

— Fantasiava em te sentar na minha cara no cockpit depois de todos saírem. Em te prender contra a parede da galley e meter a língua no teu cu enquanto te dedava até gritares. Em te foder com a boca até tu gozares no meu queixo e depois fazer-te lamber tudo limpo. E tu? O que é que tu tinhas na puta da lista?

Ana riu gemendo, os quadris a empurrarem contra a mão de Sofia, os dedos dela a trabalharem mais rápido dentro da piloto.

— Em te amarrar à cadeira do hotel e chupar-te durante horas sem te deixar gozar até eu quiser. Em esfregar a minha boceta na tua até as duas gozarmos juntas, molhadas uma na outra. Em te ouvir a pedir por favor enquanto eu te como por trás com a língua…

As confissões saíam entre beijos famintos, cada palavra a atiçar mais o fogo. Sofia tirou os dedos de Ana só para os chupar ruidosamente, saboreando, depois voltou a enfiá-los, agora quatro, esticando-a gostoso enquanto o polegar castigava o clitóris. Ana retribuiu em espelho, a mão inteira a trabalhar a boceta escorregadia de Sofia, o polegar a pressionar o cu apertado só de leve, a promessa do que ainda viria.

Os corpos rebolavam, suados, o vinho esquecido. Sofia segurou de novo o queixo de Ana no meio do caos, forçando-a a manter o olhar enquanto as duas se dedavam com força, o ritmo sincopado e sujo.

— Olha-me enquanto gozas — ordenou, a voz de comando de piloto misturada com gemido de puta. — Quero ver a tua cara quando a boceta te trancar nos meus dedos.

Ana não aguentou. O orgasmo subiu como uma onda quente desde o fundo da barriga, as paredes a contraírem em espasmos violentos à volta dos dedos de Sofia, um grito rouco a escapar-lhe enquanto o líquido escorria pela mão da outra, molhando o lençol. Sofia beijou-a no meio do gozo, engolindo o grito, e gozou logo a seguir — um tremor longo que a fez rebolar com força na mão de Ana, a boceta a pulsar, a banhar os dedos até ao pulso, um “porra, assim, não pares” arrancado da garganta.

Mas não abrandaram. Assim que os espasmos baixaram o suficiente, Sofia puxou Ana para cima, fazendo-a ajoelhar por cima do seu rosto outra vez, mas desta vez de frente, as bocetas alinhadas para se esfregarem enquanto se beijavam. Os clitóris inchados roçavam um no outro em movimentos circulares e molhados, o atrito directo a mandar faíscas pelo corpo inteiro. As mãos apertavam seios, coxas, cú, puxavam cabelo. O beijo nunca parava — faminto, confessional, cheio do gosto de vinho e gozo misturado.

— Continua — sussurrou Sofia contra a boca dela, as ancas a empurrarem para cima com força. — Esfrega mais depressa. Quero gozar outra vez só com a tua cona na minha. Depois levo-te para a poltrona e mostro-te exactamente como se come um cu com a língua até tu chorares de prazer. A noite ainda mal começou, Ana. Eu ainda nem te fodi com a boca como mereces.

Ana gemeu, o corpo a responder na hora, a tesão a subir de novo apesar dos orgasmos anteriores, o fogo puro a arder entre as pernas molhadas. Riu baixinho no beijo, cúmplice e exausta de tesão, e rebolou mais depressa, a boceta a bater na de Sofia com sons obscenos. Lá fora as luzes de Lisboa piscavam na varanda entreaberta. Dentro do 412 o ar cheirava a sexo e vinho entornado, os corpos enroscados a prometerem que cada confissão ainda ia ser paga com a língua, com os dedos, com a pele inteira — e que o fogo só estava a aquecer.

Ana não esperou mais nenhuma promessa. Com um empurrão firme das ancas e das mãos nos ombros de Sofia, revirou as posições de uma só vez. A piloto caiu de costas no meio dos lençóis bagunçados, cabelo escuro espalhado, seios firmes a tremer com o impacto, a boca ainda entreaberta do beijo. Ana ajoelhou-se entre as coxas abertas dela, o olhar fixo na boceta inchada e brilhante que pingava no lençol branco.

— Agora és tu que engoles — murmurou Ana, a voz rouca de tesão acumulada. As mãos grandes abriram as coxas de Sofia com força, os polegares a afastar os lábios rosados e inchados, expondo o clitóris latejante e a entrada que se contraía. — Quero lamber esta puta toda até tu gritares o meu nome.

Sofia arquejou quando a primeira lambida veio longa e voraz, de baixo para cima, a língua larga de Ana a recolher o líquido quente e a espalhá-lo até ao clitóris. O gosto era salgado-doce, intenso, exactamente como Ana tinha sonhado nos banheiros do avião. Ela gemeu contra a carne molhada e entregou-se de verdade: chupou o clitóris entre os lábios com força rítmica, a língua a bater rápida por baixo, enquanto dois dedos entravam de uma só vez, fundos, curvados, a foder a boceta quente e aperta com precisão.

— Porra, Ana… assim, chupa mais forte — Sofia agarrou o cabelo da comissária com as duas mãos, as ancas a erguerem-se sozinhas, empurrando a cona contra a boca gulosa. Os dedos de Ana entravam e saíam molhados, o barulho obsceno a misturar-se com os gemidos altos da piloto. “Hmm” guturais vibravam contra o clitóris cada vez que Sofia apertava mais. Ana sentia as paredes internas a tremer à volta dos dedos, o líquido a escorrer até ao pulso, e chupava com fome de meses, dentes a roçar de leve, língua a furar a entrada entre as estocadas.

O cheiro de sexo subia forte, misturado ao vinho entornado e ao suor leve. Ana enfiou os dedos mais fundo, mais rápido, o polegar a pressionar o cu apertado de Sofia só o suficiente para a fazer gemer alto e abrir as pernas ainda mais. Pensava na confissão de Sofia, em todos os olhares no galley, e agora tinha a boceta dela a latejar na língua — quente, inchada, a pingar tesão puro.

— Vai gozar na minha boca — ordenou Ana contra o clitóris, a voz embargada. — Quero sentir-te a contrair nos meus dedos e a banhar-me a cara.

Sofia gozou com um grito rouco que ecoou no quarto 412. O corpo inteiro em arco, a boceta a pulsar violentamente à volta dos dedos de Ana, jacto quente a escorrer pela mão e pelo queixo da comissária. Ana não parou. Continuou a chupar devagar, limpando cada espasmo, saboreando o gozo até Sofia se contorcer de sensibilidade e puxar o cabelo dela para cima, ofegante.

— Troca… porra, troca agora — pediu Sofia, a voz quebrada, os olhos escuros brilhando. — Quero sentar nessa cara e mamar esses seios enquanto tu me comes outra vez.

Ana deitou-se de costas, o corpo ainda a tremer de excitação, a boceta latejando vazia e molhada. Sofia subiu por cima dela na posição 69 invertida, ajoelhando com a cona brilhante mesmo por cima da boca faminta de Ana, o peito pesado a balançar. Desceu devagar, rebolando a boceta no rosto da comissária ao mesmo tempo que se inclinava para a frente e agarrava os seios firmes de Ana com as duas mãos.

A boca de Sofia desceu voraz sobre um mamilo já duro e sensível, chupando com força, puxando com os dentes, a língua a girar enquanto a outra mão apertava e beliscava o outro peito. Ana gemeu alto contra a boceta de Sofia, a vibração a fazer a piloto rebolar mais depressa. A língua de Ana entrou fundo outra vez, chupando o clitóris inchado, os dedos a voltarem a foder a entrada escorregadia. Sofia rebolava suja, a cona a esfregar no nariz e na boca de Ana, o líquido a escorrer pelo queixo e pelo pescoço.

— Assim… mama mais forte nos meus peitos enquanto eu te fodo a cara — gemeu Sofia, a voz abafada contra o seio de Ana. Chupava e mordia os mamilos até Ana arquejar debaixo dela, as ancas a erguerem-se. As duas estavam encharcadas, o 69 molhado e safado a encher o quarto de sons obscenos: chupadas ruidosas, rebolar de pele molhada, gemidos altos e sem vergonha.

Ana enfiou dois dedos fundo na boceta de Sofia e, com o mindinho da outra mão, começou a pressionar e a entrar devagar no cu apertado dela, lubrificado pelo gozo que escorria. Sofia respondeu na hora, a mão a descer entre as coxas de Ana, dois dedos a entrarem na boceta latejante e o polegar a furar o cu da comissária com a mesma safadeza. Dedos enfiados nas bundas, língua e boca a trabalhar as conas, seios a serem mamados com fome.

— Porra, o teu cu aperta tanto… e a tua boceta a pingar na minha língua — Ana balbuciava entre lambidas, o corpo a tremer. Sentia o orgasmo a montar outra vez, quente e inevitável, enquanto Sofia rebolava mais depressa, chupando os peitos dela com gemidos guturais.

Sofia gozou primeiro na boca de Ana — um tremor longo e violento, a boceta a contrair nos dedos, o cu a apertar o mindinho, um grito alto e rouco de “Ana, chupa, não pares” enquanto o líquido quente banhou a cara da comissária. Ana engoliu tudo o que pôde, gozando logo a seguir com a boca cheia da cona de Sofia. O segundo orgasmo veio forte, quase doloroso, as paredes a trancarem nos dedos da piloto, o cu a pulsar à volta do polegar, um gemido abafado e alto contra a carne molhada. As duas estremeceram juntas no 69 sujo, corpos suados a rebolarem, gemidos altos a misturarem-se, dedos enfiados fundo nas bundas a prolongarem cada espasmo.

Quando os tremores baixaram o suficiente, Sofia deslizou para o lado, ainda ofegante, a boca vermelha dos seios de Ana, o queixo brilhante do gozo. Puxou Ana para um beijo lento e profundamente sujo, trocando o gosto das duas bocetas e do suor. As mãos ainda exploravam, dedos preguiçosos a brincar com as entradas sensíveis, a prometer mais.

— Ainda não te mostrei o que faço com a língua no teu cu de verdade — sussurrou Sofia contra a boca dela, a voz rouca de comando e desejo. — Nem te sentei naquela poltrona como mereces. A noite é longa, Ana. Vamos para o chuveiro primeiro… quero-te de quatro debaixo da água quente enquanto te como por trás até tu pedires outra vez. E depois a poltrona. Eu ainda tenho confissões para te fazer gozar até não conseguires voar amanhã.

Ana riu baixo, exausta e já a arder de novo, o corpo a responder ao toque mesmo depois de tantos orgasmos. O peito subia e descia rápido. Olhou para Sofia — cabelo colado ao suor, olhos escuros cheios de fogo — e sentiu a tesão subir insistente entre as pernas molhadas.

— Então leva-me — desafiou, a voz embargada. — Mostra-me o chuveiro e a porra da poltrona. Porque eu também ainda não te fodi o cu com a língua como sonhei. A escala ainda não acabou, Sofia. E eu quero sair daqui a coxear.

Sofia sorriu aquele sorriso de lobo, puxou Ana da cama pela mão e guiou-a em direcção à porta do banheiro, os corpos ainda a roçarem, dedos a escorregarem entre as coxas. Lá fora Lisboa continuava a piscar. Dentro do 412 o ar cheirava a sexo puro e a confissões por cumprir, a noite ainda longe de arrefecer.

Sofia puxou Ana para dentro do banheiro de mármore branco, a água quente já a cair no box amplo antes mesmo de fecharem a porta de vidro. O vapor subiu depressa, envolvendo os corpos ainda suados e brilhantes de gozo. Ana sentiu as costas baterem no azulejo frio por um segundo antes de Sofia a virar de quatro, as mãos grandes a abrir-lhe as nádegas. A língua quente da piloto deslizou devagar pelo cu apertado, girando, furando, lambendo com a mesma fome confessional de horas antes. Ana gemeu alto, a testa encostada ao vidro embaciado, os dedos a escorregarem nas paredes enquanto a água escorria pelas costas e se misturava ao líquido que ainda pingava da boceta inchada.

— Assim… lambe mais fundo — pediu, a voz rouca a ecoar no vapor. Sofia enfiou a língua rítmica, dois dedos a entrarem na cona ao mesmo tempo, curvados, fodendo-a sob o jacto quente até Ana gozar de novo, as pernas a tremerem, um grito abafado contra o próprio braço. Depois foi a vez de Sofia: Ana ajoelhou-se na banheira, a água a bater nos seios, e chupou o cu da piloto com a mesma voracidade, língua afiada a circular e a entrar enquanto os dedos trabalhavam a boceta escorregadia. Sofia gozou de pé, uma mão no cabelo molhado de Ana, o corpo a tremer sob o chuveiro, o gozo a misturar-se à água que corria pelo queixo da comissária.

Saíram encharcadas, sem secar de verdade, só toalhas preguiçosas nos ombros. Sofia guiou Ana até à poltrona larga de veludo escuro perto da varanda. Sentou-se e puxou a comissária para o colo, de frente, as bocetas a alinhar-se outra vez. Esfregaram-se devagar primeiro, clitóris contra clitóris, o atrito molhado a fazer as duas arquejarem, depois mais depressa, seios a baterem seios, bocas a morderem ombros e pescoços. Ana gozou esfregando, o líquido a escorrer pela coxa de Sofia; a piloto respondeu rebolando com força até o próprio orgasmo a fazer gemer o nome de Ana contra a clavícula. Ainda não bastava. Sofia ajoelhou-se no chão macio e comeu Ana na poltrona até a comissária chorar de prazer, a língua no cu e nos lábios inchados ao mesmo tempo, dedos fundo, até mais um jacto quente banhar-lhe a cara.

Quando finalmente voltaram à cama king, o céu de Lisboa já começava a clarear num azul pálido através da varanda entreaberta. Estavam exaustas, os corpos a brilharem de suor misturado a água e gozo, cabelos colados às faces, marcas de dentes e chupões espalhadas pelos peitos, coxas e pescoços. Ana caiu de costas no meio dos lençóis bagunçados e frios agora, o peito a subir e descer rápido. Sofia deitou-se ao lado, o braço a puxá-la para perto, e o beijo que veio foi lento, profundo, sem a fome voraz de antes — só carinho molhado, línguas preguiçosas a acariciarem-se, o gosto residual de boceta e suor a misturar-se num beijo que sabia a promessa cumprida.

As mãos passeavam devagar. Sofia desenhou círculos leves à volta dos mamilos ainda sensíveis de Ana, beijou o ombro marcado, passou a ponta dos dedos pela barriga até pousar a palma quente sobre o monte de Vénus latejante. Ana retribuiu, a mão a deslizar pelas costas suadas da piloto, a apertar a nádega com carinho, o polegar a acariciar a pele macia perto do cu ainda aberto e sensível. Respiravam no mesmo ritmo, o silêncio do quarto partido só pelos gemidos baixos de puro contentamento.

— Cada escala — murmurou Sofia contra os lábios dela, a voz rouca de tantas horas a gemer. — Cada puta de última noite. Quero isto. Quero-te assim, molhada, a cheirar a mim, a gozar na minha boca. Não quero mais fingir no galley. Não aguento mais só cheirar o teu perfume e apertar as coxas.

Ana sorriu, os olhos semicerrados de cansaço e prazer, o polegar a limpar uma gota de suor da têmpora de Sofia. Beijou-lhe o canto da boca, depois o maxilar, depois desceu para chupar de leve o pescoço já marcado.

— Eu também. Porra, Sofia… meses a tocar-me no banheiro do avião a pensar nesta boca. Agora que te provei de verdade, que senti o teu cu a apertar a minha língua, que gozei com a tua cona na cara… não consigo voltar atrás. Quero repetir. Em Lisboa, em Madrid, em qualquer sítio onde a escala nos dê uma cama e uma porta trancada.

Sofia riu baixo, o som vibrando no peito de Ana, e rolou por cima dela com preguiça deliciosa. As coxas abriram-se, as bocetas alinharam-se outra vez — quentes, inchadas, encharcadas mesmo depois de tantas vezes. Começaram a tesourinha lenta, os clitóris a roçarem um no outro em círculos preguiçosos e molhados. O atrito era directo, quente, o líquido a fazer barulho suave a cada movimento de ancas. Ana arqueou as costas, as mãos a agarrarem as nádegas firmes de Sofia, puxando-a para mais perto, para mais pressão. Sofia rebolava devagar, os seios a balançarem acima do peito de Ana, os mamilos a roçarem de vez em quando, mandando faíscas pelo corpo cansado.

— Mais assim… devagar — sussurrou Ana, a respiração quente no ouvido da piloto. Sentia o orgasmo a construir longe, doce, como uma onda que vinha de muito fundo depois de tantas. O suor brilhava entre os corpos, escorria pela curva da cintura de Sofia e caía no peito de Ana. Beijavam-se entre os movimentos, línguas lentas, gemidos abafados a passarem de boca para boca. As ancas subiam e desciam no ritmo de quem já não tem pressa, só fome de prolongar. Sofia mudou o ângulo, pressionando o clitóris inchado com mais firmeza, e Ana soltou um gemido longo, as unhas a cravarem-se nas costas da outra.

O sol começava a rasgar o horizonte, pintando os telhados de teha de dourado fraco. Dentro do 412 o ar cheirava a sexo puro, a suor doce, a confissão cumprida. Continuaram a esfregar-se, lentas e gostosas, os corpos a brilharem sob a luz que entrava. Ana sentiu o segundo fôlego a nascer mesmo na exaustão — a boceta a latejar, o clitóris a latejar contra o de Sofia, o prazer a montar outra vez. Sofia gemeu o nome dela, a testa encostada à dela, os olhos escuros abertos, a olhar enquanto rebolava.

— Goza comigo outra vez — pediu Sofia, a voz embargada. — Quero sentir a tua cona a tremer na minha até o sol estar alto.

Ana acelerou só um pouco, as ancas a encontrarem o ritmo exacto, o atrito molhado a ficar mais intenso. O orgasmo veio como um tremor longo e quente, as duas a contraírem ao mesmo tempo, bocetas a pulsar uma contra a outra, líquido a misturar-se, gemidos baixos e roucos a saírem juntos. Continuaram mesmo depois, lentas, a prolongar cada espasmo, a pele a escorregar, os beijos a ficarem mais moles e carinhosos. O suor brilhava nos seios, nas coxas, no pescoço. As mãos acariciavam costas, cabelos molhados, faces quentes.

Quando o sol já entrava de verdade pela varanda, dourando os lençóis bagunçados e os corpos ainda enroscados, Ana sorriu safada, o lábio inferior ainda inchado de tantos beijos e mordidas. Passou o polegar pela boca de Sofia, sentindo o sorriso preguiçoso da piloto, e rebolou as ancas mais uma vez, devagar, a boceta ainda sensível a roçar a da outra só por tesão residual.

— Agora toda última noite de escala vai ser nossa — murmurou Ana, a voz rouca e cheia de promessa, os olhos a brilharem de safadeza e cansaço feliz. — Em qualquer cidade, qualquer hotel, qualquer cama. Tu e eu. Confissão quente, língua, dedos, tesourinha até o sol raiar. Sempre. Concordas, piloto?

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