Sussurros na Galeria das Sombras
A jovem Delphine invoca o fantasma de um nobre safado e deixa ele foder sua boceta e cu na galeria assombrada.
A Galeria das Sombras cheirava a mofo doce, cera derretida e algo mais antigo — pó de séculos e promessa. Delphine atravessou o corredor estreito da mansão portuguesa abandonada com a lanterna no peito, o feixe trêmulo dançando nos molduras douradas. Vinte e oito anos, historiadora teimosa, ela tinha mentido para a equipe de restauração: “só uma noite, só os inventários”. Mentira. Queria os quadros malditos do século XVIII sozinha, queria o silêncio que os outros chamavam de assombração.
Os sussurros começaram baixos, como vento sob as portas. Depois vieram gelados, roçando a nuca dela exatamente onde o cabelo escapava do coque. Delphine parou diante do retrato de um homem de casaca escura, queixo afiado, boca cruel. Os olhos da pintura pareciam molhados.
— Tu cheiras a vida — murmurou uma voz atrás dela, grossa, com sotaque antigo de Lisboa nobre. — E a caralho molhado de curiosidade.
Ela girou. Dom Rodrigo materializou-se do nada, alto, pálido como mármore frio, cabelos pretos caídos na testa, olhos famintos que brilhavam cor de vinho velho. O sorriso dele prometia pecados que não cabiam em confissão nenhuma. A camisa aberta mostrava o peito liso, sem respiração, e a braguilha já marcada pelo volume grosso.
— És real — ela sussurrou, a voz falhando de desejo puro, não de medo.
— Sou o que sobrou quando me mataram por foder a filha do marquês e a criada no mesmo colchão. Só volto a sentir prazer se uma mulher viva me invocar de livre vontade. Sem força. Sem truque. Tu queres isso, Delphine? Diz.
Ela estava encharcada. Sentia o tecido da calcinha colado na boceta, o clitóris latejando contra o algodão. O peito subia e descia depressa sob o vestido simples de linho.
— Quero. Quero que me fodes até eu esquecer o meu nome. Invoco-te. Agora.
O sorriso dele alargou-se, selvagem.
Dom Rodrigo começou a circular Delphine sem a tocar, as botas mudas no chão de pedra. A voz dele descia como dedos invisíveis.
— Vou ajoelhar-me entre essas coxas e chupar a tua boceta até tu gritares o meu nome para os retratos ouvirem. Vou lamber esse clitóris inchado, meter a língua no teu cu apertado, beber cada gota que escorrer. Depois vou foder-te a boca, a cona e o rabo até tu não conseguires andar direito. Queres ouvir mais, putinha de historiadora?
Delphine tremia, as coxas apertadas. O ar gelava ao redor dele, mas o calor entre as pernas dela ardia. Ofegante, ela puxou o vestido pelas alças, puxou para baixo, deixou cair no chão. Ficou só de sutiã e calcinha fina, os seios pesados a tremerem, os mamilos duros de frio e fome. Tirou o resto sozinha, rápida, quase zangada de tanta vontade. A boceta raspada brilhava, os lábios inchados e brilhantes.
— Toca-me de verdade. Para de dar volta e mete as mãos em mim. Agora.
Ele obedeceu. As mãos materializaram-se frias como mármore de igreja, apertando os seios dela com força, beliscando os mamilos até ela gemer alto. Um polegar espectral deslizou pela fenda encharcada, separou os lábios e dois dedos longos, gelados, entraram fundo de uma só vez. Delphine arqueou as costas, as unhas cravadas nos ombros frios dele.
— Porra… tão frio… tão fundo…
— A tua cona chupa-me os dedos como se tivesse fome há séculos — rosnou ele, curvando os dedos contra aquele ponto inchado dentro dela, o polegar esmagando o clitóris em círculos sujos. — Goza para mim. Quero sentir-te escorrer nestas mãos mortas.
Ela gozou devagar e sujo, as pernas a tremerem, um gemido longo rasgando a galeria. O prazer veio misturado ao terror delicioso da temperatura impossível, da certeza de que um homem morto a estava a abrir por dentro. Os músculos da boceta contraíram-se com força à volta dos dedos espectrais; ela escorreu pela mão dele, quente contra o gelo.
Ainda a tremer, Delphine caiu de joelhos no chão frio. As mãos dela abriram a braguilha antiga. O pau de Dom Rodrigo saltou grosso, pálido, veias marcadas, a cabeça já a pingar um líquido claro e frio. Ela engoliu-o até à base de uma só vez, a garganta a dilatar-se à volta da grossura gelada. Ele agarrou-lhe os cabelos, puxando o coque até doer bem.
— Isso… chupa o meu caralho de fantasma. Sente-o endurecer na tua boca quente. Vou encher-te a garganta de porra fria depois.
Ela babava, os olhos marejados, a língua a contornar a glande enquanto ele fodia a boca dela com estocadas curtas e profundas. O gosto era de pedra molhada e luxúria antiga. Quando ele puxou para fora, o pau brilhava de saliva.
— De quatro. Contra a parede dos retratos. Quero que esses filhos da puta mortos vejam.
Delphine obedeceu, as mãos espalmadas na parede fria entre molduras douradas, o rabo empinado. Dom Rodrigo ajoelhou-se atrás, espalhou as nádegas dela e enterrou o pau grosso na boceta encharcada de um só embate. Ela gritou. Ele meteu fundo e rápido, as bolas geladas a baterem contra o clitóris, as mãos apertando a cintura dela com força sobrenatural. Cada estocada fazia os seios balançarem e o eco molhado ressoar na galeria.
— Tão quente… a tua cona viva a engolir o meu pau morto — ele grunhiu, acelerando. — Vou arrombar este cu agora.
Ele saiu, esfregou a cabeça molhada no cu apertado dela e empurrou. Delphine gemeu alto, a dor-prazer a rasgar-lhe o rabo enquanto ele entrava centímetro a centímetro, sem piedade, até as ancas baterem nela. Fodeu o cu com estocadas brutais, profundas, o polegar a esfregar o clitóris ao mesmo tempo. Ela gozou de novo, as pernas a cederem, o rabo a contrair-se à volta do pau frio.
Ele puxou-a para o chão de pedra, deitou-se de costas — o corpo ainda semi-transparente nas bordas — e puxou-a para cima. Delphine montou-o, guiou o pau de novo para a boceta e desceu até ao fundo. Cavalgaram um no outro com fome animal, os corpos a chocarem-se, o peito frio dele contra os seios quentes dela. Ela gritou a cada descida, o clitóris a esfregar no osso pélvico espectral. Dom Rodrigo agarrou-lhe as ancas e gozou com um gemido baixo e antigo, despejando jatos frios e sobrenaturais que a encheram até transbordar. O sémen gelado escorreu pela boceta dela, desceu pelas coxas, pingou no chão de pedra como leite de outro mundo.
Ainda dentro dela, ainda latejando, Dom Rodrigo puxou Delphine para baixo e beijou-a com fome eterna — língua fria, dentes a morderem o lábio inferior dela até quase sangrar, as mãos ainda cravadas nas nádegas. O beijo não era despedida; era promessa. Quando se afastou um milímetro, os olhos dele brilhavam mais escuros.
— Isto foi só o começo, Delphine. Há mais quartos nesta mansão. Há mais quadros. E eu ainda não te fiz gritar o suficiente para acordar os outros.
Delphine ainda sentia o pau frio a latejar dentro dela quando Dom Rodrigo a ergueu nos braços como se ela não pesasse nada. O sémen sobrenatural escorria-lhe pelas coxas, pingando no chão de pedra enquanto ele a carregava mais fundo na galeria. Os retratos pareciam seguir-lhes com os olhos. Ela enrolou as pernas à volta da cintura espectral dele, o clitóris ainda a pulsar contra o osso pélvico gelado, e mordeu-lhe o ombro pálido só para provar que era real.
— Mais — sussurrou ela contra a pele sem calor. — Quero mais. Quero que me destroces.
Ele riu baixo, o som a ecoar como pedras a rolar num túmulo.
— Então vamos acordar a casa inteira, putinha.
Dom Rodrigo atravessou um arco escuro sem pousar os pés no chão. A temperatura desceu ainda mais. Entraram numa sala lateral onde os candelabros de ferro ainda ardiam com chamas azuis impossíveis — fogo morto que não consumia a cera. Um sofá longo de veludo desbotado esperava no centro, encostado a uma parede coberta de espelhos rachados. Ele atirou-a para o sofá de barriga para baixo, as nádegas dela para o ar, e ajoelhou-se atrás. As mãos frias abriram-lhe as pernas com força. A língua espectral desceu direto na boceta encharcada, chupando o próprio gozo que ainda escorria dela misturado ao molho quente dela.
Delphine gritou, as unhas cravadas no veludo. A língua dele era mais longa, mais flexível do que qualquer língua viva; entrava fundo, enrolava-se no ponto inchado dentro dela, depois saía e empurrava o cu ainda dilatado e escorrido. Ele lambeu tudo — a fenda, o buraco apertado, as bolas de saliva e porra fria — enquanto dois dedos gelados esmagavam o clitóris em círculos brutais.
— Gostas do gosto da tua própria foda, Delphine? — rosnou ele entre lambidelas. — Eu gosto. A tua cona sabe a decadência e a fome. Vou beber-te até secá-la e depois enchê-la outra vez.
Ela gozou na boca dele com as coxas a tremerem violentamente, o rabo a empinar-se contra a cara fria. O orgasmo veio sujo, longo, fazendo-a babar no sofá. Dom Rodrigo não parou. Metade-se debaixo dela de repente, puxando-a para cima até ela cavalgar a cara dele. A língua fria enterrou-se outra vez na boceta enquanto as mãos espectrais agarravam as nádegas e os polegares abriam o cu. Delphine rebolou os quadris com fúria, esfregando o clitóris no nariz e na boca dele, gemendo alto o suficiente para os espelhos rachados vibrarem.
— Fode-me a boca com a língua… assim… porra, mais fundo…
Quando ele a empurrou para a frente, o pau grosso e pálido estava outra vez rígido, apontado para cima, a pingar aquele líquido claro e frio. Delphine baixou a cabeça e engoliu-o até à base enquanto continuava a sentar-se na cara dele. O gosto a pedra molhada e luxúria antiga encheu-lhe a garganta. Ela chupava com força, a língua a rodar na glande, a babar até escorrer pelo pau e pelas bolas. Dom Rodrigo fodia-lhe a boceta com a língua ao mesmo ritmo, gemendo contra a carne quente dela. O ar da sala cheirava a sexo, a mofo e a cera queimada.
Ele virou-a de novo com uma força que a fez arquejar. Agora ela estava de quatro no sofá, o peito esmagado contra o veludo, o rabo alto. Dom Rodrigo ajoelhou-se atrás e enfia o pau de uma só vez na cona encharcada. O embate molhado ecoou. Ele fodeu-a com estocadas profundas e lentas no princípio, deixando-a sentir cada veia fria a raspar as paredes internas. Depois acelerou. As bolas batiam no clitóris. As mãos apertavam a cintura dela até quase deixar marcas escuras.
— Olha para os espelhos — ordenou ele. — Vê como a tua boceta engole o caralho dum morto. Vê o rabo a tremer cada vez que eu te arrebento.
Delphine ergueu a cabeça. Nos espelhos rachados via o reflexo distorcido: o corpo pálido dele a martelar o dela, os seios a balançarem, a boca aberta a gemer. O prazer subia outra vez, quente e sujo, misturado ao frio que vinha de dentro. Ele saiu de repente, esfregou a cabeça brilhante de saliva e gozo no cu, e empurrou. O anel apertado cedeu centímetro a centímetro. Delphine gritou, o som a rasgar a sala. Ele enterrou-se até às bolas no rabo dela e ficou imóvel só para a deixar sentir o volume impossível.
— Respira. Aperta. Sente como o teu cu me chupa.
Ela apertou. Ele grunhiu e começou a foder o cu com estocadas longas e brutais. Um braço rodeou-lhe a cintura; os dedos frios encontraram o clitóris e esfregaram-no sem piedade. O outro polegar empurrava a boceta aberta, enfiando-se nela ao mesmo tempo. Delphine gozou de novo, o corpo a convulsionár, o rabo a contrair-se em espasmos à volta do pau gelado. O prazer era tão forte que lhe embaciou a vista; as pernas cederam e ele teve de a segurar para não cair.
Ainda dentro do cu dela, Dom Rodrigo ergueu-a, virou-a de frente e sentou-se no sofá com ela no colo, de costas para ele, o pau ainda enterrado fundo no rabo. Ela desceu e subiu, cavalgar o caralho espectral no próprio cu enquanto ele beliscava os mamilos duros e mordia o ombro dela. A cada descida o frio abria-a mais. O sémen anterior ainda escorria da boceta, misturando-se com a saliva e o suor quente dela.
— Há mais — murmurou ele ao ouvido, a voz grossa de luxúria antiga. — Sentes? Os outros estão a acordar. Ouviram-te gritar. Querem ver. Querem provar.
Delphine olhou para os espelhos. Nas rachas do vidro, sombras moviam-se. Formas pálidas, casacas escuras, vestidos de época, olhos a brilhar. O ar ficou mais denso. Um suspiro frio roçou-lhe a nuca — não era só Dom Rodrigo.
— Deixa-os ver — gemeu ela, rebolando mais depressa no pau dele. — Quero. Invoco-os também se for preciso. Só não pares.
Dom Rodrigo riu e empurrou-a para a frente até ela ficar de quatro outra vez. Saiu do cu dela com um ploc molhado e enfiou o pau de novo na boceta, fundo, até a ponta bater no colo do útero. Fodeu-a com fúria enquanto uma das sombras se solidificava um pouco mais junto ao sofá — uma mulher de vestido rasgado, lábios negros, a observar com fome. Outra figura masculina, mais transparente, rodeava-os. Delphine não teve medo. O desejo ardia-lhe mais forte. Ela estendeu a mão e a sombra feminina tocou-lhe os dedos; o contacto era gelo puro.
— Mais tarde — rosnou Dom Rodrigo, ciumento e excitado ao mesmo tempo. — Primeiro ela é minha. Depois partilhamos se ela pedir.
Ele puxou Delphine para o chão de madeira fria, deitou-a de costas e abriu-lhe as pernas até doer bem. Enterrou-se na cona outra vez, as ancas a baterem com força, os seios dela a saltarem a cada embate. Beijou-a com dentes, mordendo o lábio inferior até o gosto a ferro misturar-se ao beijo. As mãos dela cravaram-se nas costas frias dele, puxando-o mais fundo.
— Enche-me outra vez — pediu ela, a voz rouca. — Quero sentir a porra fria a escorrer enquanto os outros olham.
Ele acelerou. O pau latejava dentro dela. Com um gemido antigo e gutural, Dom Rodrigo gozou, jatos frios e espessos a bombearem fundo na boceta quente. Encheu-a até transbordar; o líquido sobrenatural saiu à volta do pau, desceu pelo cu ainda aberto e formou uma poça clara entre as nádegas dela no chão. Ele continuou a foder devagar, empurrando o próprio gozo mais fundo, até ela gozar outra vez à volta dele, os músculos a espremerem cada gota.
Quando finalmente saiu, o pau brilhava, ainda semi-duro. Delphine ficou deitada, as pernas abertas, a respiração ofegante, o corpo coberto de marcas frias e de porra que não aquecia. Dom Rodrigo ajoelhou-se entre as coxas dela e lambeu tudo — a boceta escorrida, o cu dilatado, as coxas brilhantes — limpando-a com a língua enquanto as sombras se aproximavam mais, sussurrando em português antigo.
Ele ergueu a cabeça, os olhos cor de vinho agora quase negros.
— A galeria foi só o convite, Delphine. Há um quarto no andar de cima onde o marquês mantinha as suas putas. As paredes ainda choram. Os espelhos lá mostram o que a gente faz mesmo depois de mortos. Queres subir comigo? Queres que eu te leve até lá e te foda até os outros fantasma entrarem em ti também? Diz.
Delphine sentou-se, o corpo a tremer de prazer residual e de fome nova. O sémen frio escorria-lhe ainda. Ela passou a língua nos lábios inchados e sorriu, selvagem, sem qualquer vestígio de dúvida.
— Leva-me. Quero o quarto. Quero os outros. Quero gritar até a mansão inteira acordar e me foder.
Dom Rodrigo ergueu-a outra vez nos braços. As chamas azuis dos candelabros oscilaram. As sombras seguiram-nos até à escadaria estreita que subia para a escuridão. Cada degrau rangia. O ar ficou mais pesado, mais antigo. Atrás deles, a galeria sussurrava com vozes novas. À frente, uma porta entreaberta deixava escapar um cheiro a seda podre, a perfume velho e a sexo que nunca tinha morrido de verdade.
Ele parou no patamar, ainda a segurá-la, o pau outra vez duro a roçar a coxa dela.
— Lembra-te: tudo o que pedires, eu dou. Tudo o que eu der, tu podes recusar. Mas uma vez dentro daquele quarto… os outros também ouvem o teu “sim”.
Delphine beijou-lhe a boca fria, profunda, a língua quente a lutar com a dele.
— Então abre a porta. E não te atrevas a ser gentil.
A porta rangeu sozinha. A escuridão do quarto cheirava a promessa e a decadência. Dom Rodrigo deu o primeiro passo para dentro, carregando-a, e as sombras entraram atrás deles como uma maré lenta e faminta. O chão de madeira rangiu. Algures no escuro, algo metállico tinhiu — talvez correntes antigas, talvez só o eco de desejos que esperavam há séculos por uma mulher viva o suficiente para os invocar outra vez.
Delphine sentiu o frio a subir-lhe pelas pernas abertas, sentiu o pau dele a latejar contra a pele, sentiu os olhares invisíveis a cobrirem-lhe o corpo nu e escorrido. O coração batia-lhe descompassado de pura vontade. Ainda não tinha gritado o suficiente. Ainda havia quartos. Ainda havia mais.
E ela queria tudo.
Delphine sentiu o ar do quarto colar-lhe à pele nua como uma língua molhada e fria. Dom Rodrigo atravessou o limiar sem hesitar, ainda a carregá-la, e o cheiro a seda podre e perfume antigo encheu-lhe as narinas. As chamas azuis acenderam-se sozinhas nos candelabros de ferro forjado, projetando sombras longas nas paredes cobertas de espelhos fumados e cortinas desfiadas. No centro havia uma cama de dossel com colunas entalhadas, as correntes de metal a penderem das travessas como enfeites esquecidos. O chão rangia sob os pés espectrais dele. As sombras entraram atrás, densas, sussurrando nomes mortos em português antigo.
Ele atirou-a na cama. O colchão cedeu com um gemido de molas enferrujadas. Delphine abriu as pernas de imediato, o sémen frio ainda a escorrer-lhe da boceta e do cu dilatados, brilhando à luz azul. Dom Rodrigo ficou de pé entre as coxas dela, o pau pálido e grosso outra vez rígido, a pingar aquele líquido claro. Agarrada-lhe os tornozelos e puxou-a até à beira.
— Olha para ti — rosnou ele, a voz a ecoar nas paredes. — Encharcada, aberta, a pedir para ser arrebentada de novo. Os outros já cheiram a tua fome.
Uma sombra feminina solidificou-se ao lado da cama — lábios negros, vestido rasgado até à cintura, seios pálidos com mamilos escuros. Uma figura masculina mais alta materializou-se junto à cabeceira, casaca aberta, pau semi-transparente já duro. Delphine não desviou o olhar. Estendeu a mão e tocou o peito frio da mulher-fantasma. O contacto gelado fez-lhe o clitóris latejar.
— Quero-os — disse ela, a voz rouca de tanto gritar. — Mas tu primeiro. Mete-me esse caralho até eu não conseguir fechar as pernas.
Dom Rodrigo sorriu com dentes demasiado afiados e enterrou-se de uma só vez na boceta encharcada. O embate molhado ressoou. Delphine arqueou as costas, unhas cravadas nos lençóis amarelados. Ele fodeu-a fundo e lento no princípio, cada veia fria a raspar as paredes internas quentes, as bolas a baterem no cu ainda aberto. Depois acelerou. As estocadas tornaram-se brutais, o corpo pálido a chocar contra as coxas dela com força sobrenatural. Os seios balançavam. Ela gemia alto, olhando para os espelhos fumados onde o reflexo distorcido mostrava o pau morto a sumir e a sair da cona viva.
A mulher-fantasma subiu para a cama. Ajoelhou-se sobre o rosto de Delphine e baixou a boceta fria e lisa. Delphine abriu a boca sem hesitar e lambeu. O gosto era a pó de séculos e desejo antigo. A língua quente dela entrou na fenda espectral enquanto Dom Rodrigo martelava mais fundo. A figura masculina agarrou-lhe um seio, beliscando o mamilo até doer bem, e enfiou dois dedos gelados na boca dela ao mesmo tempo que ela chupava a outra. Delphine gozou assim, o corpo a convulsionár, a boceta a espremer o pau frio com força, o grito abafado pela carne morta.
— Isso… engole tudo — grunhiu Dom Rodrigo, puxando-a pelos cabelos para a sentar. Virou-a de quatro na cama, o rabo empinado. Saiu da boceta com um ploc sujo e esfregou a cabeça brilhante no cu. Empurrou. O anel cedeu devagar, centímetro a centímetro, até ele enterrar-se até às bolas. Delphine gritou contra o colchão. Ele fodeu-lhe o rabo com estocadas longas e profundas, as mãos a abrir-lhe as nádegas para os outros verem. A mulher-fantasma deitou-se debaixo dela e chupou-lhe o clitóris inchado com lábios frios, a língua a rodar enquanto o pau espectral arrebentava o cu. O homem-fantasma ajoelhou-se à frente e enfiou o caralho pálido na boca de Delphine. Ela engoliu-o até à base, babando, os olhos marejados de prazer sujo.
O frio invadia-a por todos os buracos. Dom Rodrigo acelerou no cu, o polegar a esfregar a boceta aberta, enfiando-se nela ao mesmo tempo. A língua da mulher-fantasma não parava. Delphine gozou de novo, as pernas a tremerem violentamente, o rabo a contrair-se em espasmos à volta do pau gelado. O gozo quente escorreu-lhe pela coxa, misturado ao líquido frio que ainda pingava. Dom Rodrigo puxou para fora, virou-a de costas e montou-a de novo, desta vez na boceta, fundo, até a ponta bater no colo do útero. Beijou-a com dentes, mordendo o lábio até o gosto a ferro se misturar. As sombras multiplicavam-se. Mais mãos frias tocavam-lhe os seios, as coxas, o clitóris. Um segundo pau espectral roçou-lhe a boca. Ela abriu e chupou, gemendo à volta da grossura.
— Partilham agora — ordenou Dom Rodrigo, a voz grossa de luxúria. — Mas eu fodo-lhe a cona. É minha primeiro.
A mulher-fantasma sentou-se no rosto de Delphine outra vez. O homem-fantasma agarrou-lhe as ancas e empurrou o pau no cu ainda dilatado e escorrido. Delphine ficou cheia dos dois — Dom Rodrigo na boceta, o outro no rabo — enquanto lambia a fenda fria acima dela. Os dois fantasmas foderam-na em ritmo sincronizado, estocadas profundas que a faziam tremer toda. O peito frio de Dom Rodrigo esmagava os seios quentes dela. Cada embate fazia o colchão ranger e as correntes tinirem. Ela gozou suja e longa, o corpo a sacudir-se, os músculos a espremerem os paus mortos. Dom Rodrigo grunhiu e despejou jatos frios e espessos dentro da boceta, enchendo-a até transbordar. O outro fantasma gozou no cu segundos depois, o líquido sobrenatural a sair à volta do pau e a misturar-se na poça entre as nádegas dela.
Ainda latejando, Dom Rodrigo saiu e puxou-a para cima, sentando-a no colo dele de frente, o pau ainda semi-duro a entrar de novo na boceta escorrida. Ela cavalgou-o devagar, sentindo o gozo frio a escorrer-lhe pelas coxas, enquanto a mulher-fantasma se ajoelhava atrás e lambia o cu dilatado, a língua a entrar fundo no buraco usado. O homem-fantasma ofereceu-lhe o pau outra vez; Delphine chupou-o limpo, o gosto a pedra e a porra antiga. Mais sombras aproximaram-se. Dedos frios beliscavam-lhe os mamilos. Uma boca espectral chupava-lhe um seio. O ar ficou pesado de sussurros e cheiro a sexo que nunca morrera.
Dom Rodrigo agarrou-lhe a cintura e fodeu-a de baixo para cima com força renovada, o pau a endurecer outra vez dentro dela. As correntes da cama tiniram quando ele as puxou e prendeu-lhe os pulsos frouxamente às colunas — só o suficiente para ela sentir o metal frio, sem a prender de verdade. Ela puxou contra elas de propósito, o corpo a arqueár, o clitóris a esfregar no osso pélvico dele a cada descida.
— Mais fundo — pediu ela, a voz partida. — Quero sentir-vos a todos. Quero gritar até as paredes chorarem de verdade.
Ele riu baixo e virou-a, deitando-a de bruços na cama, as correntes a esticarem-se. Entrou-lhe no cu de uma só estocada, fundo, sem piedade. A mulher-fantasma deitou-se debaixo e enfiou a língua na boceta ao mesmo tempo. O homem-fantasma agarrou-lhe o cabelo e fodeu-lhe a boca. Delphine engolia, gemia, rebolava o rabo contra as estocadas brutais. O prazer subia quente e sujo, misturado ao gelo que vinha de dentro. Gozou outra vez, o corpo a convulsionár tanto que as correntes rangeram. Dom Rodrigo não parou. Continuou a arrombar-lhe o cu enquanto os outros a tocavam, a chupavam, a enchiam.
Quando ele gozou de novo, jatos frios a bombearem fundo no rabo, Delphine sentiu o líquido escorrer-lhe pela boceta e pelas coxas, pingando nos lençóis. Ele saiu devagar, o pau brilhante, e lambeu-lhe o cu e a cona limpos com a língua longa e flexível, bebendo o próprio gozo misturado ao dela. As sombras recuaram um pouco, ainda famintas, ainda a observar. Dom Rodrigo deitou-se ao lado dela, o corpo semi-transparente nas bordas, e passou a mão fria pela barriga suada dela.
— Olha os espelhos — murmurou ele ao ouvido. — Eles mostram o que ainda vamos fazer. Há um altar atrás daquelas cortinas. O marquês amarrava as putas lá e deixava os convidados usá-las até não aguentarem. As correntes ainda estão quentes de memória. Queres que te leve até lá? Queres que eu te abra as pernas no altar e deixe os outros entrarem em ti um a um enquanto eu te chupo o clitóris? Ou queres que te foda eu primeiro outra vez, com eles a segurarem-te?
Delphine virou a cabeça, os lábios inchados, o corpo a tremer de prazer residual e fome nova. O sémen frio escorria-lhe ainda de todos os buracos. Nos espelhos fumados via reflexos de corpos pálidos a moverem-se, de bocas abertas, de paus duros. O coração batia-lhe descompassado. Estendeu a mão e agarrou o pau de Dom Rodrigo, ainda molhado, e apertou.
— Leva-me ao altar — sussurrou ela, selvagem. — Amarram-me se quiserem. Fodem-me todos. Mas tu ficas dentro de mim enquanto eles me usam. Não quero gentileza. Quero a mansão inteira a acordar e a descer-me pela garganta.
Ele sorriu, os olhos cor de vinho agora quase negros de fome. Ergueu-a nos braços outra vez. As correntes soltaram-se sozinhas. As sombras abriram caminho até às cortinas pesadas no fundo do quarto. Atrás delas o altar de pedra esperava, coberto de veludo gasto e manchas escuras antigas. Correntes mais grossas pendiam das paredes. O ar cheirava a cera e a sexo que esperava há séculos. Dom Rodrigo deu o primeiro passo, o pau a roçar-lhe a coxa outra vez duro, e Delphine sentiu os olhares invisíveis a cobrirem-lhe o corpo nu e escorrido. Ainda não tinha gritado o suficiente. Ainda havia mais. E ela queria tudo o que a escuridão quisesse dar.
Delphine sentiu a pedra fria do altar roçar-lhe as costas nua quando Dom Rodrigo a deitou ali, o veludo gasto a ceder sob o peso quente do corpo dela. As correntes grossas tiniram ao serem puxadas das paredes; ele prendeu-lhe os pulsos frouxamente, o metal gelado a apertar a pele sem doer de verdade, só o suficiente para ela sentir a memória antiga daquelas amarras. Ela puxou contra elas de propósito, arqueando o peito, os seios a tremerem à luz azul dos candelabros. O sémen frio ainda escorria-lhe da boceta e do cu, escorrendo pela pedra escura como leite de outro século. As sombras fecharam-se à volta do altar — a mulher de lábios negros, o homem de casaca aberta, e agora mais duas figuras pálidas, olhos a brilhar, mãos já a roçar-lhe as coxas abertas.
— Olha para mim — ordenou Dom Rodrigo, a voz grossa a ecoar no quarto. Ele subiu para o altar, ajoelhou-se entre as pernas dela e esfregou a cabeça do pau grosso e pálido na fenda encharcada. — Diz outra vez o que queres. Alto. Para eles ouvirem.
Delphine ofegava, o clitóris a latejar contra a carne fria dele. O desejo queimava-lhe por dentro, misturado ao terror delicioso de estar rodeada por mortos famintos que ela própria tinha invocado.
— Quero que me fodes no altar. Quero o teu caralho na boceta enquanto eles me enchem o cu e a boca. Quero gritar até as paredes chorarem. Não pares. Não sejas gentil. Mete.
Ele sorriu com dentes afiados e enterrou-se de uma só vez. O embate molhado ressoou. Delphine gritou, as unhas cravadas no ar porque as correntes não a deixavam agarrar nada. Dom Rodrigo fodeu-a fundo e brutal, as ancas a baterem contra as coxas dela, as bolas geladas a esmagarem o cu ainda aberto. Cada estocada fazia o peito dela balançar e o eco molhado tremer nos espelhos fumados. A mulher-fantasma subiu para o altar, ajoelhou-se sobre o rosto de Delphine e baixou a boceta fria e lisa. Delphine abriu a boca sem hesitar, a língua quente a entrar na fenda espectral, o gosto a pó e a luxúria antiga a encher-lhe a garganta. O homem de casaca agarrou-lhe as nádegas, abriu-as e empurrou o pau pálido no cu dilatado. O anel cedeu com um gemido sujo; ele entrou até às bolas, o frio a rasgar-lhe o rabo enquanto Dom Rodrigo martelava a boceta.
Cheia dos dois, Delphine rebolava o mais que podia, o corpo preso às correntes, a chupar a mulher-fantasma com fome. Mais mãos frias beliscavam-lhe os mamilos, puxavam, torciam até doer bem. Um segundo pau roçou-lhe a boca quando a mulher se afastou um pouco; ela engoliu-o até à base, babando, os olhos marejados de prazer sujo. Os fantasmas foderam-na em ritmo sincronizado — Dom Rodrigo na cona, o outro no cu — estocadas profundas que faziam a pedra do altar tremer e as correntes tinirem. O peito frio dele esmagava os seios quentes. Ela gozou assim, o corpo a convulsionár com força, a boceta e o cu a espremerem os paus mortos ao mesmo tempo. O grito saiu abafado pelo caralho na boca; o prazer veio sujo, longo, fazendo-a escorrer quente à volta do gelo.
— Mais — rosnou ela quando o pau saiu da boca, a voz rouca. — Quero sentir-vos a todos. Enchem-me. Fodem-me até eu não conseguir fechar as pernas.
Dom Rodrigo saiu da boceta com um ploc molhado, o pau brilhante de gozo e saliva. Virou-a de bruços no altar, as correntes a esticarem-se, o rabo empinado. Entrou-lhe no cu de uma só estocada, fundo, sem piedade. A mulher-fantasma deitou-se debaixo e enfiou a língua na boceta ao mesmo tempo, chupando o clitóris inchado com lábios frios. O homem-fantasma agarrou-lhe o cabelo e fodeu-lhe a boca outra vez. Delphine engolia, gemia, rebolava o rabo contra as estocadas brutais. O frio invadia-a por todos os buracos; o calor do orgasmo subia outra vez, misturado ao gelo que vinha de dentro. Mais sombras aproximaram-se. Dedos espectrais abriram-lhe as nádegas para verem melhor o pau de Dom Rodrigo a sumir e a sair do cu. Uma boca fria chupou-lhe um seio. Ela gozou de novo, as pernas a tremerem violentamente, o rabo a contrair-se em espasmos à volta do caralho gelado. O gozo quente escorreu-lhe pela coxa, misturado ao líquido sobrenatural que já pingava na pedra.
Ele puxou para fora, virou-a de costas outra vez e montou-a na boceta, fundo, até a ponta bater no colo do útero. Beijou-a com dentes, mordendo o lábio inferior até o gosto a ferro se misturar ao beijo frio. As sombras multiplicavam-se. Dois paus roçaram-lhe a cara; ela abriu a boca e chupou um, depois o outro, babando, gemendo alto o suficiente para as paredes responderem com um suspiro antigo. Dom Rodrigo acelerou. As bolas batiam no cu. As mãos apertavam a cintura dela com força sobrenatural.
— Olha os espelhos — mandou ele. — Vê como a tua cona viva engole o meu caralho morto. Vê o rabo a tremer. Vê como pedes por mais.
Delphine ergueu a cabeça. Nos espelhos fumados o reflexo distorcido mostrava tudo: o corpo pálido a martelar o dela, os seios a saltarem, a boca aberta a chupar outro fantasma, as correntes a brilharem. O prazer subiu quente e sujo. Ela gozou outra vez, o corpo a sacudir-se tanto que as correntes rangeram. Dom Rodrigo grunhiu e despejou jatos frios e espessos fundo na boceta, enchendo-a até transbordar. O líquido sobrenatural saiu à volta do pau, desceu pelo cu ainda aberto e formou uma poça clara na pedra. O homem-fantasma gozou na boca dela segundos depois; ela engoliu o gosto a pedra molhada e luxúria antiga, algumas gotas a escorrerem pelo queixo. A mulher-fantasma gozou na cara dela, o líquido frio a pingar nos lábios. Delphine lambeu tudo, selvagem, sem qualquer dúvida.
Ainda latejando, Dom Rodrigo saiu e puxou-a para cima, as correntes soltando-se sozinhas. Sentou-a no colo dele no altar, de frente, o pau ainda semi-duro a entrar de novo na boceta escorrida. Ela cavalgou-o devagar no princípio, sentindo o gozo frio a escorrer-lhe pelas coxas, enquanto a mulher-fantasma se ajoelhava atrás e lambia o cu dilatado, a língua longa a entrar fundo no buraco usado. O homem-fantasma ofereceu-lhe o pau outra vez; Delphine chupou-o limpo. Mais mãos frias tocavam-lhe os seios, as coxas, o clitóris. Dom Rodrigo agarrou-lhe a cintura e fodeu-a de baixo para cima com força renovada, o pau a endurecer outra vez dentro dela. Cada descida fazia o clitóris esfregar no osso pélvico espectral. Ela gritou, a voz a rasgar o quarto.
— Assim… mais fundo… porra, destroçam-me…
Eles obedeceram. O homem-fantasma entrou-lhe no cu outra vez enquanto ela cavalgava Dom Rodrigo. A mulher-fantasma sentou-se no rosto dela. Delphine ficou cheia dos três — boca, boceta, cu — o frio a invadi-la por todos os lados, o calor do prazer a explodir. Os três fantasmas foderam-na em uníssono, estocadas profundas, ritmadas, o altar a ranger, as correntes a tinirem, os espelhos a vibrarem. Ela gozou suja e longa, o corpo a convulsionár tanto que quase caiu; Dom Rodrigo segurou-a, continuando a foder de baixo, empurrando o próprio gozo mais fundo. O homem-fantasma despejou jatos frios no cu. A mulher-fantasma escorreu na boca dela. Delphine engolia, espremia, pedia mais com o corpo mesmo quando a voz falhava.
Quando finalmente abrandaram, os fantasmas recuaram um pouco, ainda famintos, ainda a observar com olhos cor de vinho e de sombra. Dom Rodrigo ficou dentro dela, o pau a latejar devagar, as mãos frias a acariciarem as costas suadas dela. Delphine pousou a testa no ombro pálido dele, a respiração ofegante, o corpo a tremer de prazer residual. O sémen frio escorria-lhe de todos os buracos, pingando no altar, brilhando à luz azul. As sombras sussurravam baixo, nomes mortos, promessas antigas. Ele beijou-lhe a testa, a boca, o pescoço, sem pressa.
— Ainda queres mais? — murmurou ele ao ouvido, a voz agora mais baixa, quase terna na sua grosseria eterna. — A mansão está acordada. Podemos continuar até o sol nascer… ou até tu não conseguires mais gritar.
Delphine sorriu contra a pele sem calor, os lábios inchados, o corpo aberto e saciado e ainda faminto ao mesmo tempo. Puxou-o para um beijo lento, a língua quente a lutar preguiçosamente com a dele. Depois afastou-se só o suficiente para falar.
— Quero… mas devagar agora. Fica dentro de mim. Deixa os outros tocarem. Só… não saias.
Ele obedeceu. Ficou enterrado fundo na boceta dela enquanto as mãos espectrais voltavam — suaves desta vez, acariciando seios, coxas, o clitóris inchado com dedos frios e pacientes. A mulher-fantasma lambeu-lhe o pescoço. O homem-fantasma beijou-lhe a boca. Dom Rodrigo moveu-se em estocadas lentas, profundas, quase preguiçosas, deixando-a sentir cada veia fria a raspar as paredes internas quentes. O prazer subiu outra vez, mais baixo, mais longo, sem a fúria de antes. Ela gozou devagar, um gemido suave a escapar-lhe dos lábios, os músculos a contraírem-se à volta do pau dele em ondas suaves. Ele gozou também, jatos frios a encherem-na outra vez, sem gritos, só um suspiro antigo contra a pele dela.
As sombras foram-se afastando aos poucos, dissolvendo-se nas paredes, nos espelhos, no ar denso. As chamas azuis baixaram. As correntes penderam imóveis. Dom Rodrigo deitou-a de lado no altar, ainda dentro dela, o corpo semi-transparente a envolver o dela como um cobertor frio. Delphine fechou os olhos, a respiração a acalmar-se, o coração a abrandar. O sémen frio escorria devagar. O cheiro a sexo e a mofo e a cera antiga pairava no quarto. Lá fora, algures na mansão, um último sussurro morreu.
Eles ficaram assim, imóveis, o pau dele ainda a latejar fraco dentro da boceta quente, as mãos frias a repousarem na cintura dela. Nenhum dos dois falou. As chamas apagaram-se uma a uma. A escuridão fechou-se suave. Só o silêncio restou — denso, antigo, completo —, o silêncio de uma mansão finalmente saciada e de uma mulher viva que escolhera a escuridão até ao fim.
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