Reencontro no Escuro do Festival
Dois marceneiros adultos, Lucas de 28 e Bruno de 32, se reencontram no escuro do São João e fodem com tesão selvagem atrás da barraca.
A multidão do São João apertava de um jeito gostoso e suado na praça central daquela cidade pequena de Minas. Fogueiras crepitavam, o cheiro de milho assado e quentão misturava com perfume barato e suor de corpo quente. O forró estourava nos alto-falantes, sanfona puxando todo mundo pra dançar colado. Lucas, vinte e oito anos, marceneiro de mão calejada e ombro largo, empurrava o caminho entre as pessoas com um copo de cerveja na mão quando o ombro dele bateu forte no de outro homem.
Virou o rosto pra xingar e travou.
Bruno.
Trinta e dois anos, tatuador, braço coberto de tinta preta até o cotovelo, barba por fazer, olho escuro que Lucas conhecia demais. Cinco anos. Cinco porra de anos desde aquela noite rápida num quarto de pousada depois de um show, quando os dois se comeram até o amanhecer e sumiram um do outro sem bilhete, sem ligação, sem porquê.
— Porra… — murmurou Lucas, a voz sumindo no barulho.
Bruno sorriu de canto, aquele sorriso safado que já tinha feito o pau de Lucas endurecer naquela época.
— Lucas. Caralho. Você aqui.
Não deram abraço de amigo. Ficaram perto demais na multidão que ia e vinha. O ombro de Bruno roçou o peito de Lucas de propósito. Lucas sentiu o cheiro dele — tinta, cigarro velho, suor masculino — e o sangue desceu direto pras bolas. Olharam um pro outro por segundos longos demais. O desejo cru ainda estava ali, intacto, latejando igual ferida aberta.
Bruno se aproximou mais, a boca quase no ouvido de Lucas pra vencer o forró.
— Continua marceneiro?
— Continuo. Você continua desenhando porra nos outros?
— Continuo. E batendo punheta lembrando da sua bunda.
Lucas engoliu seco. O pau dele já marcava a calça jeans. Bruno notou. O olhar dele desceu e subiu de novo, faminto, sem disfarce. Outra pessoa esbarrou neles e os empurrou um contra o outro. Peito com peito. Coxa com coxa. Lucas sentiu o volume duro de Bruno contra a perna e não recuou. Roçou de volta, de propósito, enquanto fingia que era só o aperto da festa.
— Ainda penso na sua boca — confessou Lucas, baixo, quase no pescoço do outro. — Nunca parei.
Bruno mordeu o lábio inferior.
— Vem.
Agarrou o pulso de Lucas e puxou. Cortaram a multidão, passaram por barracas de pastel e pamonha, desviaram de um casal beijando, até o escuro completo atrás das tendas de comida. Ali o forró virava barulho abafado, as fogueiras só luz laranja distante. Cheiro de madeira úmida e óleo quente. Ninguém. Só eles.
Bruno empurrou Lucas de leve contra a parede de madeira da barraca. Os dois se encararam de novo, respirações já pesadas.
— Fala direito — mandou Bruno, a voz rouca. — Fala o que você quer.
Lucas agarrou a nuca dele, puxou o rosto pra perto.
— Quero que você me foda aqui. Agora. Sem enrolação. Igual daquela vez. Mais bruto.
Bruno gemeu baixo, um som gutural, e cravou a boca na dele. Beijo molhado, dente, língua, saliva. Mãos já nas cinturas, descendo. Lucas sentiu a palma grande de Bruno apertar o pacote por cima da jeans, esfregando o pau duro de cima a baixo. Correspondendo, meteu a mão entre as pernas de Bruno e apertou com força o volume grosso que latejava ali.
— Porra, Lucas… — Bruno cuspiu no próprio peito, ofegante. — Eu gozo só de lembrar do seu cu apertando. Bato toda semana. Imagino você de quatro, gemendo igual puta.
— Então para de falar e chupa — Lucas pediu, já desabotoando a própria calça com pressa. — Chupa esse pau que você tanto falava.
Bruno ajoelhou no chão de terra batida sem hesitar. Puxou a jeans e a cueca de Lucas de uma vez só até as coxas. O pau grosso saltou pra fora, veias saltadas, cabeça vermelha e molhada de pré-porra. Bruno lambeu o pau inteiro de uma vez, da base até a glande, e engoliu fundo. Garganta aberta, barulho molhado de sucção. Lucas jogou a cabeça pra trás, mordeu o lábio pra não gritar, e enterrou os dedos nos cabelos curtos de Bruno.
— Isso… engole tudo, caralho. Sua boca é quente pra porra.
Bruno chupava com fome de cinco anos guardados. Saliva escorria pelo queixo, mãos apertando as bolas de Lucas, dedo médio já roçando o cu fechado por cima. Lucas rebolava na cara dele, metendo mais fundo, sentindo a garganta contrair. Quase gozou ali, mas puxou o cabelo de Bruno e tirou o pau da boca com um estalo molhado.
— Vira. Agora. Me come.
Lucas virou de costas, abriu as pernas o máximo que a calça descida permitia, e se apoiou na madeira áspera. Bruno cuspiu na própria mão, passou no cu de Lucas, depois no próprio pau grosso e rijo. Sem enrolação, encaixou a cabeça e empurrou. Lucas arfou alto quando a cabeça abriu ele. Bruno segurou os quadris dele com força e enterrou até o saco bater.
— Porra… apertado igual eu lembrava — rosnou Bruno, já metendo. — Seu cu come pau feito putinho safado.
Começou a foder de pé, fundo e rápido. Cada estocada fazia a barraca tremer leve. O pau de Bruno raspava o ponto certo de Lucas toda vez. Lucas gemia baixo, pedindo mais, rebolando pra trás pra engolir cada centímetro.
— Mais forte… fode esse cu. É seu.
Bruno obedeceu. Segurou a nuca de Lucas com uma mão e os quadris com a outra, martelando. O som molhado de pele batendo em pele misturava com o forró distante. Suor escorria pelas costas de Lucas. Bruno se inclinava e mordia o ombro dele.
— Meu cu preferido. Olha como engole. Safado pra caralho.
Lucas estava prestes a gozar quando Bruno tirou o pau de repente, um estalo molhado, e virou ele de frente. Levantou uma perna de Lucas, apoiando a coxa no próprio braço, e encaixou de novo. Nessa posição o pau entrava ainda mais fundo. Os dois se beijavam com violência — dente, língua, saliva escorrendo — enquanto Bruno fodia sem piedade. O pau de Lucas, preso entre os corpos, esfregava no abdômen suado de Bruno.
Lucas veio primeiro. O corpo inteiro tremeu, gozo quente jorrando entre eles, sujando a camiseta de Bruno, enquanto o cu dele se contraía forte em volta do pau que ainda metia. Bruno não parou. Continuou fodendo o orgasmo dele, prolongando cada espasmo, beijando a boca aberta de Lucas que só conseguia gemer.
— Continua… não tira — pediu Lucas, a voz falhando, ainda gozando aos poucos. — Quero sentir você gozar dentro.
Bruno acelerou de novo, olhos escuros fixos nos de Lucas, a respiração quente misturada. A perna de Lucas tremia no ar. O pau de Bruno latejava lá dentro, inchando. Mas ele freou de propósito, quase saindo, só a cabeça dentro, e sorriu safado contra a boca de Lucas.
— Ainda não. Quero te foder mais. Quero você de quatro no chão dessa porra, pedindo pra eu gozar fundo. Quer?
Lucas, ainda ofegante, com porra escorrendo da própria barriga e o cu latejando aberto, assentiu com um gemido.
— Quero. Me usa até acabar.
Bruno puxou o pau quase todo pra fora, deixou só a cabeça, e empurrou de novo devagar, bem fundo, só pra provocar. O forró lá na frente mudou de música. Alguém riu perto demais das barracas. Eles se entreolharam, suados, duros, o tesão longe de acabar. Bruno ainda latejava inteiro dentro de Lucas, sem ter gozado, segurando o próprio orgasmo com raiva gostosa.
— A gente não terminou — sussurrou Bruno no ouvido dele. — Longe disso.
Lucas apertou as unhas nas costas tatuadas de Bruno e rebolou devagar, engolindo o pau de novo, pedindo com o corpo o que a boca já tinha pedido. O escuro atrás da tenda ainda era só deles. O resto da noite ia cobrar o resto.
Bruno ainda latejava inteiro dentro dele quando o som de vozes se aproximou demais das barracas. Os dois travaram por um segundo, o pau grosso enterrado até o fundo, o cu de Lucas pulsando em volta daquilo como se quisesse sugar até a última gota. Bruno puxou devagar, só a cabeça ainda dentro, e sussurrou contra a boca inchada de Lucas:
— Chão. Agora. De quatro, safado.
Lucas não hesitou. A calça ainda presa nas coxas atrapalhava, então ele se abaixou no escuro, joelhos na terra batida úmida, mãos espalmadas na madeira da barraca. O cheiro de óleo quente e madeira podre subia junto com o cheiro de sexo deles. Bruno ajoelhou atrás, agarrou a calça de Lucas e puxou mais pra baixo, até os tornozelos. A bunda larga, calejada de anos de marcenaria, ficou exposta sob a luz laranja distante das fogueiras. O cu já abria e fechava, molhado de cuspe e pré-porra, pedindo.
Bruno cuspiu de novo, grosso, bem no meio da fenda. Passou o polegar esfregando a entrada, empurrando o líquido pra dentro. Lucas rebolou pra trás, gemendo baixo.
— Mete, porra. Não brinca mais.
— Calma, putinho. Deixa eu olhar. Cinco anos sem ver esse cu engolindo. — Bruno abriu as nádegas com as duas mãos, espalhou, e enfiou a língua de uma vez. Lambeu fundo, chupou a borda inchada, meteu a ponta da língua e revirou. Lucas tremeu inteiro, a testa batendo na madeira. — Porra… gosto igual eu lembrava. Suado, apertado, meu.
Bruno chupou até o queixo escorrer saliva, depois se ergueu de novo. O pau dele batia pesado contra a coxa, veias saltadas, a cabeça roxa e brilhando. Encaixou sem pressa dessa vez, só a glande entrando, saindo, entrando de novo. Lucas tentou empurrar pra trás, mas Bruno segurou os quadris com força, controlando.
— Pede direito.
— Me fode. Me come até o fundo. Quero sentir seu saco bater nas minhas bolas.
Bruno empurrou. Entrou inteiro num só golpe seco. O corpo de Lucas cedeu pra frente, um gemido rouco escapando. Bruno começou a foder de verdade — estocadas longas, fundo, a base batendo forte. Cada investida fazia a barraca tremer e o forró distante virar só ruído de fundo. Suor escorria pelas costas tatuadas de Bruno, pingava na pele de Lucas. As mãos calejadas do marceneiro se cerravam no chão de terra, unhas sujas, enquanto o pau dele balançava pesado entre as pernas, pingando no chão.
— Isso… mais. Quebra esse cu.
Bruno acelerou. Uma mão desceu e agarrou o pau de Lucas, masturbando no mesmo ritmo das estocadas. O polegar passava na fenda molhada, espremia a cabeça. Lucas rebolava descontrolado, metendo pra frente na mão e pra trás no pau.
— Você goza de novo com meu pau dentro — ordenou Bruno, a voz grossa, ofegante. — Quero sentir você se apertando em volta de mim quando jorrar.
Lucas já estava quase lá. O segundo orgasmo vinha diferente, mais fundo, puxando das bolas. Bruno mudou o ângulo, ergueu um pouco os quadris de Lucas e martelou direto no ponto. Lucas gritou abafado na madeira, o corpo inteiro travando.
— Porra, Bruno… vou… caralho…
O gozo saiu forte, jatos quentes sujando a terra e a mão de Bruno. O cu se contraiu em espasmos violentos, milhando o pau que continuava metendo sem piedade. Bruno não parou. Fodeu através do orgasmo inteiro, prolongando cada tremor, sentindo as paredes internas chuparem ele.
Quando Lucas afrouxou, ainda tremendo, Bruno tirou o pau de repente. O cu ficou aberto, latejando, uma fenda escura e molhada. Bruno se levantou, puxou Lucas pelo cabelo até ajoelhar de frente pra ele.
— Chupa. Limpa o seu gosto da minha porra.
Lucas abriu a boca de imediato. Engoliu o pau sujo de saliva e de si mesmo, lambendo a base, chupando a cabeça com fome. Bruno segurou a nuca dele e meteu fundo na garganta, curto e bruto. Lucas engasgou, baba escorrendo pelo queixo, mas não recuou. Os olhos marejados olhavam pra cima, famintos.
— Bom menino. — Bruno puxou o pau pra fora com um estalo. — De quatro de novo. Agora eu gozo.
Lucas voltou pra posição, bunda pra cima, costas arqueadas. Bruno cuspiu na mão, passou no pau e enfiou de novo num empurrão só. Dessa vez foi selvagem. Estocadas rápidas, o barulho de pele batendo alto demais pro escuro. Bruno se curvava sobre ele, mordeu a orelha, rosnou:
— Seu cu é meu. Cinco anos batendo punheta lembrando disso. Toda semana. Imagino você assim, pedindo, gemendo igual puta de rua. — Ele meteu mais fundo, quase saindo e entrando de novo até o saco. — Fala que é meu.
— É seu… caralho, é todo seu. Fode até acabar. Goza dentro. Quero carregar sua porra pra casa.
Bruno rugiu baixo. As mãos apertavam os ombros largos de Lucas, usando o corpo dele como alavanca. O pau inchava ainda mais, latejando. Lucas sentia cada veia, cada pulso. Empurrava pra trás com força, engolindo tudo.
— Quase… porra, Lucas…
Bruno enterrou até o fim e gozou. Jatos quentes, grossos, enchendo o cu de Lucas. Ele metia curto enquanto jorrava, empurrando a porra mais fundo, gemendo rouco no pescoço do outro. Lucas sentia o calor se espalhando lá dentro, escorrendo pelas bolas quando Bruno ainda dava umas estocadas preguiçosas pra espremer até a última gota.
Eles ficaram assim um tempo, ofegantes, o pau ainda dentro, latejando. O forró mudou de música outra vez. Alguém passou perto demais, rindo alto, e os dois se congelaram, o corpo de Bruno cobrindo o de Lucas como escudo. Quando o barulho sumiu, Bruno saiu devagar. O cu de Lucas ficou aberto, a porra branca escorrendo lenta pela coxa interna, pingando na terra.
Bruno ajoelhou ao lado, virou o rosto de Lucas e beijou a boca suja, lenta, profunda. Mãos ainda tremendo. Lucas ergueu a mão e tocou a barba por fazer do outro, o polegar passando no lábio inchado.
— Cinco anos… — murmurou Lucas, a voz rouca. — E ainda é a mesma foda.
Bruno riu baixo, cansado, safado. Puxou a camiseta pra limpar o cu de Lucas com um canto, depois a própria barriga suja de gozo. Ajudou Lucas a puxar a calça de volta, o volume ainda semi-duro marcando o jeans. Os dois se levantaram, pernas bambas, suor esfriando na pele.
Bruno encostou a testa na de Lucas um segundo.
— Não some de novo.
Lucas agarrou a nuca tatuada, apertou.
— Não sumo. Mas da próxima vez a gente fode numa cama de verdade. Quero te ouvir gritar sem forró abafando.
Bruno sorriu aquele sorriso de canto que tinha começado tudo.
— Combinado. Mas agora… — ele olhou pro escuro, depois pro volume ainda quente na calça de Lucas — …a noite tá só começando. Tem mais barraca atrás. Mais escuro.
Lucas puxou ele pela mão, o corpo ainda latejando, o cu molhado e aberto lembrando de cada centímetro.
Eles sumiram mais fundo entre as tendas, o cheiro de sexo ainda colado na pele, o forró distante batendo igual coração.
Cinco anos depois, o escuro ainda sabia exatamente o nome dos dois.
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